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Tecnologia

Criador do iPhone com USB-C agora faz Android com porta Lightning

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iPhone e Galaxy A51, ambos com entrada Lightning
Reprodução/Ken Pillonel

iPhone e Galaxy A51, ambos com entrada Lightning

Todo ano, muita gente cria expectativas para um iPhone com porta USB-C. A Apple, claro, sempre desaponta essas pessoas. Agora, se tem uma coisa que absolutamente ninguém pediu é um Android com Lightning. Mas o engenheiro Ken Pillonel fez mesmo assim.

A adaptação foi feita mais por diversão do que por qualquer outra coisa. Pillonel brinca que o projeto é para “equilibrar o caos”. O engenheiro montou um  iPhone com USB-C em 2021.

O engenheiro usou um Samsung Galaxy A51 na empreitada. O resultado foi um sucesso completo: é possível usar a porta Lightning para recarregar o aparelho ou transferir dados.

Obviamente, ele encontrou alguns desafios no caminho. Segundo Pillonel, os cabos vendidos pela Apple não são “burros”. “Eles só carregam aparelhos da Apple. Eu tive que dar um jeito de enganar o cabo para ele pensar que estava conectado a um produto da marca”, explica o criador. “E tudo isso precisa caber dentro do celular, o que é outro desafio”.

Mesmo assim, ele diz que foi mais fácil de fazer do que o iPhone com USB-C. O aprendizado que ele teve desde então ajudou. Outra coisa que diminuiu o trabalho foi tomar menos cuidado com o acabamento. Pillonel diz que nem de longe ficou no mesmo nível do primeiro projeto.

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iPhone com USB-C foi vendido por R$ 400 mil

Ao contrário do Android com Lightning, o iPhone com USB-C tem muito apelo. Tanto que, em um mês, o vídeo da modificação recebeu 1,5 milhão de visualizações. E teve gente que quis um celular assim.

Pillonel decidiu leiloar o iPhone X adaptado para usar um conector USB-C no site eBay. E ele recebeu um bom dinheiro: US$ 86 mil, o que dá R$ 400 mil nos valores de hoje.

O criador admite que a modificação no Android, porém, não gera o mesmo interesse. “Ninguém são vai querer fazer isso com seu próprio celular”. O Galaxy A51 com porta Lightning, portanto, provavelmente vai ficar com o engenheiro. “Não quero forçar para vendê-lo, não sou esse tipo de pessoa. Quero me concentrar nos meus projetos de ciência e engenharia”.

Seja como for, Pillonel mostrou que trocas desse tipo são possíveis mesmo sem as equipes de desenvolvimento das grandes empresas. Se a União Europeia estiver de olho nisso, ela ganhou mais um argumento. O bloco pretende tornar o USB-C padrão em todos os aparelhos — até nos iPhones.

Tecnologia

Por mais segurança, Google esconde apps antigos na Play Store

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Para deixar Android mais seguro, Google esconde apps antigos na Play Store
Giovanni Santa Rosa

Para deixar Android mais seguro, Google esconde apps antigos na Play Store

As atualizações de aplicativos são super importantes. Além de trazer novos recursos, os desenvolvedores implementam melhorias no software para garantir mais segurança aos usuários e solucionar bugs. E é por isso que o Google vai começar a restringir os apps antigos ou abandonados para Android na Google Play Store.

A mudança foi anunciada em um blog da companhia nesta quarta-feira (6). Na publicação, o Google reforçou que já exige que os novos aplicativos submetidos à loja apontem para um nível de API dentro de um ano após o lançamento mais recente. Mas a empresa pretende redobrar este cuidado para tornar o Android mais seguro.

“Hoje, como parte das atualizações de política mais recentes do Google Play, estamos tomando medidas adicionais para proteger os usuários contra a instalação de aplicativos que podem não ter os recursos de privacidade e segurança mais recentes, expandindo nossos requisitos de API de nível de destino”, anunciaram.

Android: apps antigos serão limitados na Play Store

A alteração aponta diretamente para o nível de API do aplicativo. Ao preparar um aplicativo para o sistema, é preciso indicá-lo para um nível de API. É através desse elemento que o desenvolvedor informa sobre como o app é executado em diferentes versões do Android, segundo um documento do Google.

Cada versão do sistema operacional possui um nível diferente. Por exemplo, o Android 11 é identificado pela API de nível 31 enquanto o Android 10 traz o nível 30. Ou seja, o nível aumenta a cada nova versão do software – mas, claro, há exceções para esta regra.

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E é a partir desse elemento que o Google vai limitar aplicativos antigos. Segundo a publicação, se os apps existentes não segmentarem um nível de API “dentro de dois anos a partir da versão principal do Android mais recente”, o software ficará restrito na loja. Assim, se o celular tiver versões do sistema superiores ao nível da API de destino dos aplicativos, o usuário não poderá encontrá-los ou instalá-los.

Aatualmente, estamos no Android 12, que utiliza a API de número 31. Isto significa que se o seu celular estiver atualizado, o bloqueio não será aplicado aos apps que apontem para o Android 10 (nível 29) e Android 11 (nível 30). O diagrama abaixo também exemplifica isso:

Apps terão que atingir nível de API dos últimos dois anos para serem amplamente exibidos na Play Store
Reprodução/Google

Apps terão que atingir nível de API dos últimos dois anos para serem amplamente exibidos na Play Store

A regra está prevista para entrar em vigor em 1º de novembro de 2022. Mas é importante ressaltar que a política não vai impedir que usuários de versões antigas do sistema instalem apps pela Play Store. O Android Police também observa que, se você usa um celular com Android 9 Pie (nível 28), ainda será possível encontrar apps para o nível 28, por exemplo.

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Primeiro tweet da história está à venda de novo via NFT, por US$ 48 mi

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Primeiro tweet da história está à venda de novo via NFT, por US$ 48 mi
Pedro Knoth

Primeiro tweet da história está à venda de novo via NFT, por US$ 48 mi

Uma cópia do primeiro tweet já escrito na história está à venda de novo via NFT. A publicação havia sido vendida  inicialmente em março do ano passado para o presidente da Bridge Oracle, provedora de serviços de blockchain, Sina Estavi, por US$ 2,9 milhões. Agora, ele está a revendendo por US$ 48 milhões, 16 vezes o valor que pagou.

O tweet é de autoria do fundador do Twitter, Jack Dorsey, que deixou o cargo de CEO da empresa em novembro do ano passado. “só estou configurando o meu twttr”, diz o post feito em 2006.

A venda será feita pela OpenSea, plataforma de negociação de ativos digitais. NFTs são tokens não-fungíveis, uma espécie de certificado digital que atesta a originalidade de um determinado bem.

Estavi anunciou a venda desse tweet por 14.969 Ethereum (ETH), segunda criptomeda mais valiosa do mundo.

Ele prometeu destinar 50% do lucro para a GiveDirectly, uma instituição de caridade que doa dinheiro a pessoas em situação de pobreza. É a mesma organização que Dorsey prometeu apoiar quando vendeu seu primeiro tweet no ano passado.

Jack Dorsey respondeu à publicação questionando: “por que não [doar] 99%?”, marcando no comentário também a GiveDirectly e o bilionário Elon Musk,  que recentemente foi indicado a membro do Conselho de Administração do Twitter.

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