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Economia

Crescimento dos salários em 2017 foi o menor desde a crise de 2008, diz OIT

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Crescimento dos salários no ano passado foi o menor desde a crise de 2008, segundo a OIT
Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas
Crescimento dos salários no ano passado foi o menor desde a crise de 2008, segundo a OIT

O crescimento mundial dos salários não era tão baixo quanto no ano passado desde a crise financeira de 2008, aponta relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho
(OIT) nesta segunda-feira (26).

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Segundo a organização, o crescimento mundial dos salários
reais (corrigidos pela inflação de cada país pesquisado) foi menor no ano passado, caindo de 2,4%, em 2016, para 1,8%, em 2017, atingindo seu nível mais baixo da década, mais precisamente desde 2008, ano marcado pela grave crise econômica mundial.

O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, diz que “é desconcertante observar que, nas economias com altas rendas, o lento crescimento dos salários coexiste com o crescimento do PIB e com a queda do desemprego”. “Segundo as primeiras indicações, este fraco crescimento salarial deve perdurar em 2018”, disse Ryder ao analisar os resultados e projetar os próximos números.

No Brasil, o terceiro trimestre, encerrado em setembro, mostrou rendimento médio real do trabalhador brasileiro estimado em R$ 2.222, apresentando estabilidade frente ao trimestre anterior, R$ 2.229, e também na comparaçao com o mesmo período do ano anterior, R$ 2.208.

Na Europa (excluindo-se o leste do continente, onde o crescimento dos salários reais disparou 5% no ano passado, contra 2,8%, em 2016), o crescimento salarial foi quase nulo em 2017.

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Diferença de salários entre homens e mulheres


Diferença de salários entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo é realidade por todo o mundo
shutterstock
Diferença de salários entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo é realidade por todo o mundo

A OIT constata que a  diferença de salário entre homens e mulheres
persiste em um “nível inaceitável”. As mulheres continuam recebendo cerca de 20% a menos do que os homens, destaca a France Presse
.

“Claramente se penaliza a maternidade nas mulheres. Inversamente, existe um bônus para a paternidade: os homens com filhos jovens têm situação melhor” em termos salariais do que as mães, disse Ryder, em entrevista coletiva.

Rosalía Vázquez-Alvarez
, uma das autoras do informe, disse à imprensa que “A diferença de salários entre sexos continua sendo um fenômeno amplamente inexplicado que, em certa medida, está vinculado a preconceitos e estereótipos e a outros fatores que não podem ser explicados com diferenças de produtividade entre homens e mulheres.”

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As explicações tradicionais, como as diferenças de nível educacional entre homens e mulheres que ocupam um mesmo cargo, têm um papel limitado para explicar as diferenças de salário. A parte inexplicada das diferenças de salários
entre homens e mulheres predomina em quase todos os países, segundo a OIT.

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Economia

Governança corporativa como sistema de gestão; entenda

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Os princípios e práticas de boa Governança Corporativa aplicam-se a qualquer tipo de organização, independente do porte, natureza jurídica ou tipo de controle (3º setor, cooperativas, sociedades limitadas e sociedades anônimas).

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Governança corporativa é primordial para todas as empresas
shutterstock
Governança corporativa é primordial para todas as empresas

Governança Corporativa
é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, Conselho de Administração, Diretoria e órgãos de controle.

As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização.

Desta forma, Transparência passa ser a palavra de ordem. Mais do que a obrigação de informar é o desejo de disponibilizar as partes interessadas, e aqui incluem-se os “agentes” acionistas, funcionários, investidores, bancos, clientes, fornecedores e etc.

Informações claras e objetivas que resultem em um clima de confiança, tanto internamente quanto nas relações da empresa com terceiros devem ser absoluta prioridade, portanto, não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também demais fatores (Inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial.

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Sendo assim, normalmente os objetivos da Governança Corporativa são: Posicionar a empresa entre as “boas empresas” para se investir, envolver gestores e colaboradores na busca contínua dos processos que lhes são afetos, provocar a mudança de “Cultura”, onde todos entendam a real necessidade de Transparência
, da ética de da busca por tudo que é virtuoso.

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Governança Corporativa – Transparência, Princípios Éticos e Reputação

Os princípios éticos correspondem ao ambiente institucional informal estabelecido por “regras” que permitam a condução dos negócios de forma legal, transparente e com objetivos claros a serem atingidos. A reputação da empresa juntos aos “agentes” não se consolida apenas pela imagem que ela transmite aos mesmos, mas sim por um esforço coletivo (e aqui representa gastos/custos com a implantação) e uma apresentação clarificada do seu modelo de gestão. Desta forma, a reputação pode ser construída com palavras ou com ações, enquanto as palavras custam menos, as ações costumam ter mais impacto.

A Transparência na condução dos negócios implica em adoção de “gestão profissional” através da delegação (integral/parcial) criteriosa da gestão (sobretudo a gestão executiva) pelo controlador a profissionais experientes, motivados e intimamente comprometidos com as metas e resultados a serem alcançados, devendo ainda contribuir para a melhoria da imagem e do desempenho (fontes de fornecimento, escoamento da produção e margens de resultado) da organização, favorecendo sua longevidade, função social e, enfim, gerando maior valor aos acionistas.

Governança Corporativa como referência e modelo de Organização para empresas em crescimento

Você investiria seu dinheiro em uma empresa sem um modelo Transparente de gestão
?

Você confiaria em uma empresa que não apresenta de forma clara sua metas e objetivos a serem alcançados?

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Como citado, a Governança Corporativa
é sinônimo de Transparência.  A implantação deste modelo de gestão implica em investimentos/custos elevados. Ressaltei no início que todas as empresas deveriam buscar este modelo, mas de acordo com a limitação financeira de cada uma, pelo menos devem buscar exemplos positivos de gestão que pavimentem o crescimento de sua empresa de forma sustentável e confiável, pois quando chegar o momento de consolidação de mercado e participação relevante no mesmo através do seu próprio crescimento, a Cultura da empresa já estará alinhada com as melhores práticas de Administração.

Fonte: IG Economia
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Economia

Doria vai buscar comprador para fábrica da Ford no interior paulista

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Valter Campanato/Agência Brasil
“Até o final deste ano os empregos [na fábrica da Ford] estão assegurados”, anunciou o governador João Doria (PSDB)

Após o anúncio do fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se reuniu nesta quinta-feira (21) com o CEO da Ford América do Sul, Lyle Watters. Após o encontro, Doria afirmou que, na semana que vem, o governo vai buscar um comprador para a fábrica para manter os empregos.

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“Foi uma reunião longa e dura”, disse Doria à imprensa. “[Decidimos] que governo de São Paulo vai buscar comprador para essa fábrica da Ford
para a preservação dos empregos, ainda que com uma nova marca assumindo o parque industrial”, acrescentou.

Segundo Doria, não há preocupação imediata dos funcionários da montadora porque o fechamento da fábrica acontecerá de forma gradual, ao longo de 2019. “[A operação] Vai continuar normalmente. Até o final deste ano os empregos estão assegurados, mas vamos, de forma célere, buscar um potencial comprador para essas instalações”,  disse o governador.

O tucano ainda garantiu que a fábrica de Taubaté, onde há 1,6 mil trabalhadores, e as sedes de Tatuí e Barueri, com 270 e 170 funcionários, respectivamente, não serão afetadas. O centro administrativo da montadora em São Bernardo do Campo
também será mantido, segundo anunciado pela Ford e confirmado por Doria.

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A reunião aconteceu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Também estiveram presentes o vice-presidente de Assuntos Governamentais, Comunicação e Estratégia da Ford na América do Sul, Rogelio Golfarb; o vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia; o secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles
; o assessor da secretaria da Fazenda e Planejamento, Gustavo Ley; e o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB).

Sindicatos de fora


Sindicalistas criticaram o governo paulista e a Ford por não convidarem os trabalhadores para participar da reunião
Roberto Parizzoti/CUT
Sindicalistas criticaram o governo paulista e a Ford por não convidarem os trabalhadores para participar da reunião

Nenhum representante de sindicato dos trabalhadores foi convidado ao encontro. Em vídeo divulgado no site do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o presidente Wagner Santana criticou o governo e a Ford por não convidarem os trabalhadores para participar da reunião.

“Ficamos sabendo, através da imprensa, que ocorrerá uma reunião com o governador, o presidente da empresa e também o prefeito da cidade. Solicitamos que a gente pudesse, como trabalhadores, os mais afetados por essa decisão, participar dessa reunião. Recebemos o retorno do gabinete do governador dizendo que eles não nos queriam”, disse o sindicalista.

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João Doria
confirmou que o governo não convidou os sindicalistas para participar da reunião. “Não foi feito convite porque não era o momento para ter o sindicato participando da reunião. Primeiro, precisávamos ter o diagnóstico. Saímos de uma reunião de forma positiva. Agora, temos um cenário melhor, mais tranquilizador. Oportunamente eles serão convidados”, afirmou.

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A decisão da Ford


A Ford vai encerrar as atividades em São Bernardo do Campo e deixará o mercado de caminhões na América do Sul
Divulgação/Ford
A Ford vai encerrar as atividades em São Bernardo do Campo e deixará o mercado de caminhões na América do Sul

A Ford anunciou, na última terça-feira (19), que vai encerrar as atividades na fábrica de São Bernardo do Campo e que deixará o mercado de caminhões
na América do Sul. No Brasil, deixará de comercializar as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta, assim que terminarem os estoques. A planta de São Bernardo será desativada ao longo de 2019.

Além da fábrica no interior paulista, a Ford tem outras duas em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), e um campo de provas em Tatuí (SP). Em São Bernardo do Campo há 2.800 empregados, segundo o sindicato da categoria. “Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse Lyle Watters, CEO da Ford América do Sul.

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Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a decisão da Ford
afetará cerca de 4 mil trabalhadores diretos e terceirizados. Após uma assembleia realizada na terça-feira (19), os trabalhadores decidiram entrar em greve. Uma nova assembleia foi marcada para próxima terça-feira (26).


*Com informações da Agência Brasil

Fonte: IG Economia
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