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Saúde

Covid: tudo o que já se sabe sobre a XE, a nova subvariante da Ômicron

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Covid-19: tudo o que a ciência já sabe sobre a XE, a nova subvariante da Ômicron
Reprodução: ACidade ON

Covid-19: tudo o que a ciência já sabe sobre a XE, a nova subvariante da Ômicron

Além da Deltacron – que mistura as variantes Delta e Ômicron do vírus causador da Covid-19 –, uma nova recombinação genética tem chamado a atenção das autoridades de saúde.

Resultado de uma mistura entre as sublinhagens BA.1 e BA.2 da Ômicron, predominantes hoje no mundo, a subvariante que ficou conhecida como XE aparenta ser mais transmissível, mas ainda não é encarada como de preocupação pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Além disso, os dados iniciais não indicaram aumento na gravidade da infecção.

“Nenhuma das recombinantes em observação atualmente é considerada ainda uma variante de preocupação. Elas estão sendo monitoradas e já estão circulando há alguns meses. Mesmo que elas tenham alguma peculiaridade, se elas não conseguirem se sobrepor à BA.2, elas vão acabar desaparecendo. Mas esses dados precisam ser observados”, explica o geneticista Salmo Raskin, diretor do Laboratório Genetika, de Curitiba.

Veja abaixo tudo que se sabe sobre a XE até o momento:

O que é uma recombinação?

Uma variante de recombinação surge quando uma mesma pessoa é infectada simultaneamente por duas cepas diferentes, ou duas sublinhagens da mesma variante, que misturam seu material genético dentro do organismo do paciente. É um processo comum entre os vírus, que já aconteceu outras vezes durante a pandemia.

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“As variantes recombinantes não são uma ocorrência incomum, principalmente quando existem várias variantes em circulação, e várias foram identificadas ao longo da pandemia até o momento”, disse a consultora médica chefe da Agência de Segurança de Saúde do país (UKHSA), Susan Hopkins, em comunicado.

Quando a XE foi descoberta?

A combinação entre as sublinhagens BA.1, conhecida como a Ômicron original, e a BA.2 resultou na chamada subvariante XE, detectada pela primeira vez no dia 19 de janeiro deste ano no Reino Unido.

De acordo com a última atualização da autoridade de saúde do país, até então foram detectados 637 casos da nova subvariante. O Reino Unido é um dos lugares que lideram o processo de monitoramento genético do Sars-CoV-2 no mundo.

A XE é mais transmissível?

De acordo com a última atualização do boletim epidemiológico da OMS, dados iniciais indicam que a XE seria cerca de 10% mais transmissível que a BA.2 – que por sua vez é mais transmissível que sua antecessora, a BA.1, segundo estudo dinamarquês. No entanto, a organização destaca que mais estudos são necessários para comprovar qualquer diferença significativa. 

As vacinas funcionam contra a XE?

Ainda não há dados sobre a efetividade das vacinas atuais na proteção contra a subvariante XE. No entanto, a OMS destaca que a nova sublinhagem é parte da Ômicron e, até que novas mudanças relevantes sejam descobertas, a tendência é que se comporte como ela. Com isso, a expectativa é de que, assim como é o caso para a BA.1 e a BA.2, o esquema vacinal, especialmente com as três doses, seja eficaz na prevenção de desfechos graves da Covid-19.

A XE é mais grave?

Assim como a resistência às vacinas, ainda não há informações sobre a severidade da subvariante XE. Porém, estudos mostram que a Ômicron é menos agressiva que as variantes anteriores do vírus causador da Covid-19 por ser mais infecciosa na parte superior do sistema respiratório e, assim, causar menos danos aos pulmões. Como a BA.2 apresenta uma infecção similar à BA.1, a expectativa é de que o quadro provocado pela XE seja também semelhante ao de suas antecessoras, explica o geneticista Salmo Raskin.

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Há motivo para preocupação?

Não há ainda informações suficientes para acreditar que a XE resistirá à proteção conferida pelas vacinas e provocará uma nova onda de Covid-19. Segundo o relatório da OMS, a “XE pertence à variante Omicron até que diferenças significativas na transmissão e nas características da doença, incluindo gravidade, possam ser relatadas”.

Susan Hopkins, da agência de saúde britânica, ressalta ainda que a transmissibilidade maior que se supõe da XE não quer dizer necessariamente que ela vá se tornar predominante no mundo, como foi o caso com a BA.1.

“Este recombinante em particular, XE, mostrou uma taxa de crescimento variável, mas ainda não podemos confirmar se ele tem uma verdadeira vantagem de crescimento”, disse a médica, em comunicado.

‘Deltacron’: o que se sabe sobre as recombinações XF e XD

Além da XE, a agência de saúde do Reino Unido monitora outras duas recombinações: a XF e a XD, ambas da Delta (AY.4) com a sublinhagem inicial da Ômicron, a BA.1, que ficaram conhecidas como Deltacron.

No Reino Unido, foram encontrados até então 38 casos da XF, porém nenhum desde meados de fevereiro, o que indica que não há transmissão comunitária. Já a XD foi identificada em 49 casos, mas nenhum no Reino Unido e a sua maioria na França, também há mais de um mês.

O geneticista Salmo Raskin explica que havia uma preocupação em relação a um aumento na transmissibilidade, gravidade ou escape às vacinas pela recombinante da Ômicron com a Delta, o que não tem acontecido na vida real.

“Isso não parece estar acontecendo. E como a XD tem a região do receptor da proteína Spike exatamente igual à da Ômicron BA.1, a XD parece se comportar de maneira bem parecida com a Ômicron. Isso porque essa região do genoma do vírus é a mais importante no que se refere à capacidade de infecção e de escape das defesas”, explica o especialista.

Um estudo de pesquisadores do Instituto Pasteur, na França, ainda em processo de revisão por pares para publicação, foi o responsável por identificar a semelhança do receptor da proteína Spike. O trabalho também analisou ambas as variantes (XD e Ômicron BA.1) e constatou que não há diferenças significativas na resistência às vacinas.

“Em conjunto, esses resultados indicam que a XD exibe propriedades de escape imune semelhantes às de BA.1”, escreveram os pesquisadores.

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Fonte: IG SAÚDE

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Nacional

Planos de saúde não precisam cobrir procedimentos fora da lista da ANS, decide STJ

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A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou maioria nesta quarta-feira (8) para fixar que as operadoras dos planos de saúde não precisam cobrir procedimentos que não constem na lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A decisão abarca a cobertura de exames, terapias, cirurgias e fornecimento de medicamentos, por exemplo.

Seis dos nove ministros que votam na Segunda Seção entenderam que o chamado rol de procedimentos da ANS é taxativo – ou seja, que a lista não contém apenas exemplos, mas todas as obrigações de cobertura para os planos de saúde.

Adotaram esse entendimento os ministros Luis Felipe Salomão, Vilas Bôas Cueva, Raul Araújo, Isabel Gallotti, Marco Buzzi e Marco Aurélio Bellizze.

Votaram em sentido contrário os ministros Nancy Andrighi, Paulo de Tarso e Moura Ribeiro. Para esses magistrados, a lista deveria ser “exemplificativa”, ou seja, representar a cobertura mínima dos convênios.

A decisão do STJ não obriga as demais instâncias a terem que seguir esse entendimento, mas o julgamento serve de orientação para a Justiça.

O entendimento do STJ representa uma mudança na jurisprudência que vinha sendo aplicada por boa parte dos tribunais do país, que entendiam que o rol era apenas exemplificativo.

Decisão prevê exceções

O entendimento de que a lista é taxativa deve ser modulado pelos ministros do STJ para admitir algumas exceções – por exemplo, terapias recomendadas expressamente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), tratamentos para câncer e medicações “off-label” (usadas com prescrição médica para tratamentos que não constam na bula daquela medicação).

A tese considerada correta pela maioria dos ministros foi proposta pelo ministro Villas Boas Cuêva e incorporada ao voto pelo relator, Luis Felipe Salomão. Em resumo, o entendimento do STJ é de que:

O rol da ANS é, em regra, taxativo; a operadora não é obrigada a custear um procedimento se houver opção similar no rol da ANS; é possível a contratação de cobertura ampliada ou a negociação de um aditivo contratual; não havendo substituto terapêutico, ou após esgotados os procedimentos incluídos na lista da ANS, pode haver, a título excepcional, a cobertura do tratamento indicado pelo médico ou odontólogo assistente.

Para que essa exceção prevista no quarto tópico seja aplicada, é preciso que:

a incorporação do tratamento desejado à lista da ANS não tenha sido indeferida expressamente; haja comprovação da eficácia do tratamento à luz da medicina baseada em evidências; haja recomendação de órgãos técnicos de renome nacional, como a Conitec e a Natijus, e estrangeiros; seja realizado, quando possível, diálogo entre magistrados e especialistas, incluindo a comissão responsável por atualizar a lista da ANS, para tratar da ausência desse tratamento no rol de procedimentos.

Rol é limitado, dizem especialistas

Especialistas avaliam que o rol de procedimentos da ANS é bem básico e não contempla muitos tratamentos importantes – por exemplo, alguns tipos de quimioterapia oral e radioterapia, medicamentos aprovados recentemente pela Anvisa e cirurgias com técnicas de robótica.

Além disso, a ANS limita o número de sessões de algumas terapias para pessoas com autismo e vários tipos de deficiência. Muitos pacientes precisam de mais sessões do que as estipuladas para conseguir resultado com essas terapias e por isso, no atual modelo, conseguem a aprovação de pagamento pelo plano de saúde.

O julgamento no STJ começou em setembro do ano passado, mas dois pedidos de vista (mais tempo para analisar os processos) suspenderam a deliberação pelos ministros.

O caso chegou à Segunda Seção após uma divergência entre duas turmas do STJ. Agora, o colegiado vai definir qual é o limite da obrigação das operadoras.

Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

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Cidades

Varíola dos macacos em Mato Grosso: Cuiabá emite alerta de risco

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Com a confirmação de casos de varíola dos macacos em mais de 20 países e a suspeita de ocorrências da doença no Brasil, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde – CIEVS da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá – SMS emitiu um alerta de risco sobre a moléstia.

O alerta de risco revela que até 27 de maio de 2022 foram notificados 310 casos em 22 países não africanos, sendo confirmados 305 casos, em sua maioria na Europa.

De acordo com o documento, a varíola dos macacos é uma doença zoonótica viral rara, causada pelo vírus monkeypox. Foi descoberta pela primeira vez em 1958, em colônias de macacos mantidos para pesquisa. O primeiro caso humano de varíola do macaco foi registrado em 1970 na República Democrática do Congo. Desde então, a varíola dos macacos foi relatada em pessoas em vários outros países da África Central e Ocidental.

Sinais e Sintomas

Febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, linfonodos (em humano) inchados (íngua), calafrios (arrepios), exaustão (cansaço).

Dentre 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea (lesão na pele), geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo. Na fase final, na lesão há uma crosta. Em caso suspeito, realizar o isolamento IMEDIATO do indivíduo.

O período de incubação é tipicamente de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas. O isolamento do indivíduo só deverá ser encerrado após o desaparecimento completo das lesões.

Transmissão

Ocorre quando uma pessoa entra em contato com o vírus. Podendo ser através do contato com animal doente, materiais ou humanos contaminados. A transmissão entre humanos pode ocorrer por secreções respiratórias (gotículas), através de lesão na pele (mesmo que não seja visível), por meio de objetos recentemente contaminados e por meio de fluidos corporais e secreções das membranas mucosas (olhos, nariz ou boca).

Pessoas que apresentarem sintomas devem procurar atendimento médico e informar se tiveram contato com animal ou humano doente ou material contaminado ou viagem para o exterior no último mês antes do início dos sintomas.

Importante ressaltar que animais sadios não transmitem a doença.

Fonte: Repórter MT

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