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Saúde

Covid: o que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul

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BBC News Brasil

Covid: o que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul
James Gallagher – BBC News

Covid: o que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul

James Gallagher – BBC News

Há a expectativa de que, na sexta-feira (26/11), a Organização Mundial da Saúde (OMS) batize com um codinome grego uma nova variante do coronavírus que foi registrada pela primeira vez na África do Sul e já é considerada aquela com o maior número de mutações.

Ainda é cedo para dizer o quão transmissível ou perigosa é a variante B.1.1.529. Isto porque ela ainda está restrita a uma Província sul-africana.

Entretanto, um pesquisador já a classificou como “horrível”, enquanto outro disse à reportagem que ela é a pior já vista.

Em uma entrevista coletiva, o professor Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Resposta Epidêmica e Inovação, na África do Sul, disse que foram localizadas 50 mutações no total, e mais de 30 na proteína spike — “chave” que o vírus usa para entrar nas células e alvo da maioria das vacinas contra a covid-19.

Oliveira, que é brasileiro, disse que a variante carrega uma “constelação incomum de mutações” e é “muito diferente” de outros tipos que já circularam.

“Esta variante nos surpreendeu, ela deu um grande salto na evolução [e traz] muitas mais mutações do que esperávamos”, disse ele.

Até agora, foram confirmados 77 casos na Província de Gauteng, na África do Sul; quatro casos em Botswana; e um em Hong Kong, diretamente relacionado a uma viagem à África do Sul.

A variante traz uma preocupação em particular quando o assunto é a imunização.

Isto porque as vacinas foram desenvolvidas mirando a cepa original do coronavírus, registrada inicialmente em Wuhan, na China.

O fato da variante B.1.1.529 ser tão diferente do vírus inicial pode significar que as vacinas não funcionem tão bem.

Por outro lado, é importante destacar que a África do Sul tem só 24% da população totalmente vacinada, então, pode ser que, ao chegar a países com taxas mais altas de imunização, a variante não tenha tanta força.

Quando muitas mutações preocupam

Em relação à parte do vírus que faz o primeiro contato com as células do nosso corpo, esta variante tem dez mutações, em comparação com as apenas duas da variante Delta, que se espalhou pelo mundo.

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Esse nível de mutação provavelmente veio de um único paciente que não conseguiu combater o vírus.

Muitas mutações não significam automaticamente algo ruim. O importante é saber o que elas provocam.

Mulher sendo vacinada

Reuters
Apenas 24% da população da África do Sul foi totalmente vacinada

Houve na pandemia muitos exemplos de variantes que inicialmente pareciam assustadoras, mas acabaram não correspondendo a estas terríveis expectativas.

É o caso da variante Beta, que inicialmente assustou por sua aparente capacidade de driblar o sistema imunológico. Entretanto, foi a variante Delta que se espalhou pelo planeta.

Algumas das mutações observadas na B.1.1.529 já foram detectadas em outras variantes, o que pode dar pistas de seus efeitos.

Por exemplo, a mutação N501Y parece tornar mais fácil a propagação de um coronavírus.

Existem outras que tornam mais difícil para os anticorpos reconhecerem o vírus e podem tornar as vacinas menos eficazes, mas existem algumas que são completamente novas.

O professor Richard Lessells, da Universidade de KwaZulu-Natal na África do Sul, apontou que ainda há perguntas importantes a serem respondidas sobre essas alterações genéticas.

“Nos preocupa que esse vírus possa ter maior capacidade de se espalhar de pessoa para pessoa — mas também que seja capaz de contornar peças do sistema imunológico.”


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

CoronaVac: doses paradas estão em negociação para uso internacional

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CoronaVac: doses paradas estão em negociação para uso internacional
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

CoronaVac: doses paradas estão em negociação para uso internacional

As 15 milhões de doses de  vacina CoronaVac paradas no  Instituto Butantan podem ter destino internacional. É o que explicou o diretor da instituição, Dimas Covas. De acordo com ele, há negociações de distribuição para países das Américas e da África.

“Estamos em negociação com outros países, inclusive em uma conversa para o fornecimento à Organização Panamericana de Saúde, por meio do mecanismo Covax (ligado à OMS), e, com esse problema todo na África, estamos vendo a possibilidade de usar essas vacinas lá”, disse.

O diretor explicou que aguardava a resposta do Ministério da Saúde para saber do interesse em receber esse pacote adicional de imunizantes — o Butantan já forneceu 100 milhões de doses desta vacina ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) desde janeiro — mas a resposta foi negativa.

Dimas Covas afirmou, porém, que atualmente há dificuldade de comercialização da vacina para países vizinhos. Segundo ele, as nações têm dificuldade em arcar com os custos da vacina. Daí a necessidade de incluir a CoronaVac no mecanismo Covax Facility, uma aliança de distribuição de imunizantes ligada à Organização Mundial da Saúde.

“Acho um erro, oficiamos (a disponibilidade em oferecer as doses) e recebemos a resposta ontem que não havia interesse. É a vacina mais usada no mundo, hoje o presidente da Sinovac adiantou que cerca de 2 bilhões de unidades dessa vacina já estão em uso”, afirmou Covas.

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Em nota enviada à reportagem, o Ministério da Saúde informou que contará, no ano que vem, “com um saldo remanescente de 134 milhões de imunizantes de 2021, somada à aquisição de 100 milhões de doses da Pfizer e 120 milhões de AstraZeneca. Essas duas vacinas foram escolhidas por terem o registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a aprovação por parte da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec)”.

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Sobre o registro — que é a aprovação definitiva da Anvisa aos fármacos em geral — Dimas Covas diz que o interesse do instituto é entrar com o pedido junto à agência ainda no final deste ano. Porém, ele defende que a vacina deveria ser considerada mesmo com liberação de uso emergencial, que é temporária.

“É uma desculpa para não incorporar (a vacina ao PNI). Como quem não incorporou em agosto, em setembro do ano passado. Agora tem uma nova justificativa. A vacina está autorizada para uso emergencial enquanto durar a pandemia. A pandemia não acabou e não vai acabar ano que vem, é apenas retórica do Ministério da Saúde para justificar a sua escolha”, aponta o diretor do Butantan.

Por conta dessa falta de demanda nacional, o Butantan está desde o final de outubro sem produzir novas doses. As 15 milhões de doses ociosas foram envasadas em agosto deste ano e, portanto, têm validade prevista para até 12 meses após essa data.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Conitec vai discutir contraindicação de kit Covid para tratar doença

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Conitec vai discutir contraindicação de kit Covid para tratar doença
Samir Jana/Hindustan Times/Getty Images

Conitec vai discutir contraindicação de kit Covid para tratar doença

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) delibera nesta terça-feira sobre o relatório que não recomenda o  uso do kit Covid em pacientes ambulatoriais, isto é, que não estão internados. Entre os medicamentos, estão cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, comprovadamente ineficazes contra o coronavírus. A reunião extraordinária está marcada para ocorrer nesta tarde, das 14h às 17h.

Outro ponto a ser debatido é o resultado da consulta pública ao parecer, finalizada em 25 de novembro. Com 2.181 páginas, o documento traz contribuições da sociedade civil ao tema.

O relatório, intitulado “Diretrizes Brasileiras para Tratamento Medicamentoso Ambulatorial do Paciente com Covid-19”, elabora que poucas medicações são efetivas no tratamento contra a Covid-19 para pacientes ambulatoriais, exceto os remédios de anticorpos monoclonais.

”Poucas terapias medicamentosas mostraram-se eficazes no tratamento ambulatorial de paciente com covid-19. À exceção dos anticorpos monoclonais que apresentaram algum benefício, outras terapias não mostraram benefício significativo na prevenção de desfechos clinicamente relevantes, como necessidade de hospitalização, evolução para ventilação mecânica e mortalidade. Banlanivimabe + etesivimabe, casirivimabe + imdevimabe, regdanvimabe e sotrovimabe sugerem benefício clínico em pacientes com alto risco de progressão para doença grave, contudo não é possível realizar a recomendação a favor do uso destes medicamentos no momento devido a seu alto custo, baixa experiência de uso, incertezas em relação à efetividade e a sua indisponibilidade no sistema de saúde”, esclarece documento.

Fonte: IG SAÚDE

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