conecte-se conosco


Saúde

Covid-19: três motivos que explicam por que casos voltaram a crescer no Brasil

Publicado


source

BBC News Brasil

Covid-19
Getty Images/BBC

Número de casos confirmados de covid-19 está em trajetória ascendente – e “deve continuar assim”, diz Domingos Alves, coordenador do Laboratório de Inteligência em Saúde

A curva de  novos casos confirmados de coronavírus no Brasil reverteu a tendência de queda, e, desde a última semana, voltou a subir.

Dados do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, compilados a partir de estatísticas do Ministério da Saúde e baseados na média dos sete dias imediatamente anteriores, revelam que o número de casos confirmados de Covid-19 está em trajetória ascendente — e “deve continuar assim”, diz Domingos Alves, coordenador do LIS.

Esse método, que leva em conta a média dos sete dias anteriores, é usado para corrigir possíveis distorções na contabilização dos números.

Um levantamento realizado pela agência de notícias Reuters reforça essa tendência de alta.

Quase 40 países, incluindo o Brasil, registraram recordes diários de infecções  por coronavírus na semana passada, o dobro do verificado na semana anterior, segundo a Reuters.

Na última sexta-feira (24/07), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) , o mundo registrou 284.196 novos casos em um único dia, um recorde.

A alta foi puxada por  Estados Unidos e Brasil, que responderam por quase a metade das novas infecções. A marca anterior era de 259.848 em 18 de julho.

No mundo, já são mais de 15,7 milhões de casos confirmados de covid-19 e 640 mil mortes.

Gráfico mostra curva de novos casos de coronavírus no Brasil

LIS
Gráfico do LIS mostra curva de novos casos de coronavírus no Brasil em ascensão

O número de casos vem aumentando não apenas em países como Estados Unidos, Brasil e Índia, mas na Austrália, Japão, Hong Kong, Bolívia, Sudão, Etiópia, Bulgária, Bélgica, Uzbequistão e Israel, entre outros.

No Brasil , o número de novas infecções por dia atingiu um pico de 45.665 no último sábado, considerando a média dos sete dias anteriores. Na semana anterior, esse número era aproximadamente 30% menor, 33.573.

Mas por que isso vem acontecendo?

Três pontos principais têm chamado a atenção dos especialistas:

1) Interiorização

Alguns Estados onde as capitais registraram uma redução no número de casos passaram a verificar um aumento no número de casos em seu interior.

É o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, por exemplo.

“O agravamento dessa interiorização pode ser vista por volta do dia 20 de julho nesses três Estados”, diz Alves.

Alves assinala que a média móvel de óbitos nessas unidades da federação permanece “em alta” nas últimas semanas.

Ele diz acreditar que os casos do interior devem começar “a suplantar os da capital”. Esse efeito, segundo Alves, também tem o potencial de voltar a afetar as capitais em médio prazo.

“Chamamos isso de ‘efeito bumerangue’. Além disso, as quedas no número de casos nas capitais desses Estados não são estáveis.”

Alves argumenta que não se pode falar ainda de “imunidade de rebanho” (também chamada “imunidade de grupo” ou “imunidade coletiva”).

Ela ocorre quando uma parte suficientemente grande de uma população está imune (protegida) contra essa doença e contribui para que esta não se dissemine. Como ainda não há uma vacina contra a Covid-19 , essa imunidade de rebanho só seria alcançada por uma imunidade “natural” desenvolvida por uma parte importante da população, depois de ter sido infectada.

Mas muitos especialistas advertem que a imunidade de rebanho não seria a melhor estratégia para vencer o coronavírus.

Além disso, ainda restam muitas dúvidas quanto à imunidade que desenvolvemos contra essa doença. Um estudo recente da Universidade King’s College em Londres, no Reino Unido , mostrou que pacientes que se recuperam de covid-19 possivelmente perdem a imunidade em um prazo de meses.

“O que aconteceu foi um fenômeno conhecido como ‘bolhas de proteção’. Essas bolhas podem estourar nas próximas semanas, devido ao relaxamento das medidas de isolamento social com a reabertura, e podemos começar a ver um agravamento da situação”, acrescenta.

Um estudo recente realizado por pesquisadores da iniciativa Ação Covid-19, dedicados a estudar a evolução da doença, mostrou que o ritmo de desaceleração do número de casos de coronavírus estaria relacionado à formação de “bolhas de proteção” em cidades como São Paulo.

“Se formaram bolhas de proteção na cidade de São Paulo , em que grupos com muitos infectados e grupos quase sem infecções não interagem. Isto explica por que o ritmo da doença desacelerou na cidade, sem chegar à imunidade comunitária. Também mostramos que um eventual aumento da circulação pode estourar essas bolhas”, dizem os autores do estudo.

Jair Bolsonaro com o ministro da Saúde, Eduardo Panzuello

Reuters
Governo Bolsonaro tem sido muito criticado pela forma como lida com pandemia

2) Aumento de casos no Sul e Centro-Oeste

Nas últimas semanas, houve um aumento expressivo de novos casos de coronavírus no Sul e no Centro-Oeste, até então regiões que tinham conseguido controlar o contágio da doença .

Em Santa Catarina, por exemplo, a média móvel dos novos casos chegou a 3274 no último dia 28 de julho, uma alta de 254% comparada à do dia 1 de julho.

O mesmo aconteceu no Paraná e no Rio Grande Sul.

Já na região Centro-Oeste, Goiás vem registrando uma forte alta no número de novos casos desde o último dia 21 de julho.

3) Aumento de casos em Minas Gerais

O Estado vinha controlando o contágio da doença, mas, a partir de junho, tem registrado um aumento no número de casos e óbitos.

Bastaram, por exemplo, apenas vinte dias para que Minas Gerais dobrasse a marca de mil mortes pelo novo coronavírus .

Apesar de a média de mortes por 100 mil habitantes ser mais baixa do que seus vizinhos do Sudeste, o Estado apurou, nos primeiros 20 dias de julho, em média 52 mortes por dia e 2.339 novos casos.

Segundo Alves, em Belo Horizonte, que até então, tinha sido bem-sucedida em controlar a pandemia, o número de casos aumentou — e a taxa de ocupação das UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) voltou a subir, atingindo 92%, patamar semelhante ao início deste mês.

Já Uberlândia, a segunda cidade mais populosa do Estado, com quase 700 mil habitantes, é um dos epicentros da pandemia no Estado.

Cerca de 90% dos 853 municípios mineiros já registraram casos de coronavírus.

Mulher caminha diante de grafiti no Rio

Getty Images
País vem registrando recordes sucessivos de casos e mortes por dia

Segunda onda?

Apesar dos aumentos no número de casos, Alves diz acreditar que não está havendo uma segunda onda.

“O que temos visto é consequência ainda da primeira onda. As curvas do Brasil e dos países que realizaram confinamento em massa de sua população ou até mesmo mantiveram-se de portas abertas, como é o caso da Suécia, não são comparáveis”, ressalva.

“O que tem acontecido no Brasil é muito mais parecido ao que acontece nos Estados Unidos”, conclui.


Mais sobre o coronavírus

BBC
Banner
Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook

Saúde

1°Ano Oncologia Unimed: humanização e excelência no atendimento aos clientes

Publicado

A Unimed Vale do Sepotuba atua na região há 22 anos, conta com uma rede ampla de médicos especialistas, hospitais, clínicas e laboratórios, oferece atendimentos com segurança e cuidados diferenciados aos mais de 40 mil beneficiários.

Afim de manter a humanização e excelência nos atendimentos aos seus clientes, principalmente aos que necessitam realizar o tratamento de câncer, no ano de 2019 inaugurou o Núcleo de Oncologia e Centro de Infusão para atender Tangará da Serra e região. O desgaste físico e emocional para batalhar contra esta doença é enorme e ofertar este serviço aos seus clientes faz toda diferença.

Um ano depois os resultados do projeto acertado de expansão das atividades já podem ser vistos e vividos pelos beneficiários. Ao todo 202 pessoas já utilizaram os serviços, mais de 100 pacientes já receberam alta e seguem em acompanhamento médico, outros 68 continuam com tratamento humanizado e próximos de seus familiares.

O Núcleo de Oncologia e Centro de infusão da Unimed Vale do Sepotuba serviu ainda de referência em todo Estado de Mato Grosso. Atualmente a coirmã Unimed Cuiabá, baseia-se no sucesso obtido em Tangará da Serra para implantar os serviços na capital.

SINO DA ALEGRIA

No núcleo de Oncologia e Centro de Infusão da Unimed Vale do Sepotuba, quando o paciente termina seu tratamento, a equipe leva-o até o Sino da Alegria. Uma forma carinhosa de dizer ao paciente que ele venceu.

TRATAMENTO HUMANIZADO

Essa foi a proposta da Unimed Vale do Sepotuba desde o início da implantação dos serviços em Tangará da Serra. Além do câncer, outras patologias autoimunes são tratadas pelo núcleo, evitando o desgaste de longas viagens para tratamentos.

CAFÉ DA MANHÃ

Na manhã de quarta-feira 29/07, data em que completou 1º ano da inauguração do Núcleo Oncológico, os pacientes foram recebidos com um belíssimo café da manhã, reforçando o compromisso da cooperativa com a atenção individual a cada um dos pacientes . Para evitar aglomeração, porções foram colocadas em embalagens personalizadas, para que cada um pudesse levar para casa.

PALAVRAS DO MÉDICO

Dr. Cestênio Magalhães é médico oncologista clínico, natural de Recife – PE e veio para Tangará da Serra em 27 de Março de 2019 para dar início aos novos serviços da Unimed Vale do Sepotuba. “Quando cheguei em Tangará da Serra me deparei com uma equipe muito boa, interessada e preocupada em oferecer o melhor serviço. Estamos bem adiantados.” Para Magalhães o fator psicológico faz toda a diferença no tratamento de um paciente, não só nos casos de câncer, mas em qualquer tratamento. “Só o fato de estar tratando perto de casa, já ajuda bastante. Com a força dos familiares tudo fica diferente.” afirma

AVALIAÇÃO DO PRESIDENTE

Para o presidente da Unimed Vale Sepotuba, Dr. Ricardo Gonsales, o primeiro ano deve ser classificado como muito positivo. “Os resultados operacionais superaram muito as expectativas criadas para o primeiro ano. É notório a forma como conseguimos proporcionar melhor qualidade de vida aos beneficiários que fazem tratamento de câncer, e isso nos deixa muito felizes. Esperamos cada vez mais diminuir as distancias, atender mais e melhor, proporcionar qualidade de vida aos clientes Oncológicos bem como àqueles que utilizam nossos serviços de infusão para medicamentos especiais.”

Na frase usada para celebrar o 1° Ano, a Cooperativa ressalta que cuidar bem é estar junto em todos os momentos da vida. Esse é o Plano!

 

 

 

Fonte:Assessoria de Imprensa/Marketing

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Covid-19: Brasil registra 1.129 mortes em 24h; total é de 91,2 mil

Publicado

por


source
Sepultamentos no Cemitério Nossa Senhora Aparecida
Alex Pazuello/Semcom

Veja atualização dos números da Covid-19 no Brasil


Ministério da Saúde atualizou nesta quinta-feira (30) a situação epidemiológica do Brasil. Em 24 horas, o País registrou 1.129 novas mortes causadas pela Covid-19. O total agora é 91.263. A taxa de letalidade caiu para 3,5%.


Já os casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2) totalizam em 2.610.102, sendo que 56.837 foram registrados nas últimas 24 horas. Dois desses novos casos são a primeira-dama, Michelle Bolsonaro , e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes . Ambos foram diagnosticados hoje.

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.


Na última quarta-feira (29), o  Brasil teve recorde de mortes em 24 horas e alcançou 90 mil óbitos  da Covid-19. O País chegou muito perto de atingir a marca de 1.600 mortes, com 1.595 da doença em um dia e passou o número registrado pelos Estados Unidos  no mesmo período. 

O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 22.710 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 13.348 mortes, seguido por Ceará (7.661), Pernambuco (6.526) e Pará (5.699).

Os estados que registram maior número de casos são: São Paulo (529.006), Ceará (171.468), Rio de Janeiro (163.642), Bahia (161.630) e Pará (153.350).


Fonte: IG SAÚDE

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana