conecte-se conosco



Economia

Conta de luz deve ficar na bandeira verde “por muito tempo”, diz ONS

Publicado


Conta de luz volta à bandeira vermelha
Divulgação

Conta de luz volta à bandeira vermelha

A bandeira tarifária da conta de luz deve permanecer na cor verde “por muito tempo”, segundo uma declaração do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata, feita na quinta-feira (6).  

A bandeira verde, que sinaliza que a conta de luz está sem custo adicional, está em vigor desde dezembro deste ano . Antes disso, a tarifa havia ficado, desde o mês de maio, entre as cores vermelha e amarela, quando há taxas extras na conta.

De acordo com Barata, a expectativa é de que a bandeira permaneça no patamar verde nos próximos meses, que marcam o início de 2019. “Estamos terminando este ano com condições muito melhores do que terminamos o ano passado. Então nossa expectativa é muito positiva mesmo”, afirmou.

A saída das cobranças adicionais são motivadas pelo volume de chuva nas principais bacias do País, que está maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. “[Além das chuvas], está entrando [aumento] na [capacidade de] transmissão de energia, as coisas estão caminhando bem”, disse Barata.

Na semana passada (30), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que, apesar de os reservatórios ainda apresentarem níveis reduzidos, a expectativa é de que a estação chuvosa continue aumentando o nível de produção de energia pelas hidrelétricas e recuperando o fator de risco hidrológico (GSF). São essas variáveis que determinam a cor da bandeira tarifária a ser aplicada na conta.

Leia mais:  Por que as vendas de carros crescem 10 vezes mais quea economia?

Leia também: Inflação fica negativa e registra menor valor para novembro desde 1994

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de  energia elétrica . A adoção de cada bandeira, nas cores verde, amarela e vermelha (patamar 1 e 2) está relacionada aos custos da geração. Na bandeira amarela, o adicional nas contas de luz é de R$ 1 a cada 100 kWh utilizados; já no patamar 1, de R$ 3 e, no patamar 2, de R$ 5.

Saiba como economizar na conta de luz


Mesmo com a bandeira verde em vigor, é importante economizar na conta de luz
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Mesmo com a bandeira verde em vigor, é importante economizar na conta de luz

Apesar da boa expectativa do diretor geral doONS, a Aneel alerta que, mesmo com a bandeira verde, é importante manter as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício de energia elétrica

Leia também: Salário mínimo em novembro deveria ter sido de R$ 3.959,98, aponta Dieese

Entre as recomendações da agência para economizar na conta de luz estão banhos mais rápidos ara quem usa chuveiro elétrico e optar por temperatura morna ou fria e a diminuição do uso de ar-condicionado. Outra sugestão é que o consumidor fique atento ao tempo em que a porta da geladeira fica aberta e que nunca coloque alimentos quentes em seu interior.

*Com informações da Agência Brasil

Comentários Facebook
publicidade

Economia

Infraero “vai acabar”, diz futuro ministro de Bolsonaro a jornal

Publicado

por



Marcelo Camargo/Agência Brasil

“[A Infraero] vai acabar”, disse Tarcísio Gomes de Freitas, futuro ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro

O governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL) quer conceder todos os aeroportos do Brasil à iniciativa privada e acabar, num prazo de aproximadamente três anos, com a Infraero, estatal que hoje administra essa rede. A declaração, concedida ao jornal O Estado de S. Paulo , é do futuro ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Leia também: Medida provisória libera 100% do capital de empresas aéreas a estrangeiros

“[A Infraero ] vai acabar”, disse Freitas, que já foi diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. A única dúvida, segundo o ministro, é se a estatal será privatizada como uma empresa de administração de aeroportos ou se, ao final do processo, será extinta.

A Infraero vem enfrentado problemas financeiros desde o início do programa de concessões de aeroportos, no governo de Dilma Rousseff (PT). Desde então, terminais de grande movimento, como o de Brasília, Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), deixaram de fazer parte da base de aeroportos administrados pela empresa brasileira.

A estatal chegou a entrar como sócia em diversas dessas concessões , mas isso, num primeiro momento, acabou aprofundando seu problemas de caixa. De acordo com o futuro ministro de Bolsonaro, essas participações também serão vendidas no próximo governo.

Leia mais:  União vai recorrer da decisão que suspende fusão entre Boeing e Embraer

Com o processo de privatização da Infraero, parte dos funcionários da estatal continuarão vinculados a ela, mas serão transferidos a uma nova empresa de controle aéreo. O restante já integra um programa de demissão voluntária , que está sendo bancado com os recursos obtidos a partir das concessões.

Leia também: Tribunal derruba liminar que suspendia fusão entre Boeing e Embraer

Segundo Freitas, cerca de mil funcionários estão sendo demitidos da empresa brasileira anualmente. No início do programa de concessões, a Infraero tinha 12 mil empregados; hoje, são apenas 9 mil.

Comando da Infraero


Tarcísio Gomes de Freitas confirmou que o brigadeiro Hélio Paes de Barros será o novo presidente da Infraero
José Cruz/Agência Brasil

Tarcísio Gomes de Freitas confirmou que o brigadeiro Hélio Paes de Barros será o novo presidente da Infraero

O novo ministro também confirmou ao Estadão que o brigadeiro Hélio Paes de Barros será presidente da estatal e negou que a indicação tenha sido imposta pelos militares que cercam a administração do presidente eleito. “Foi escolha minha, não teve pressão nenhuma”, declarou Freitas.

O ministro de Bolsonaro acrescentou que Barros, que hoje é de diretor da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), “é um grande nome, que tem profundo conhecimento na área”, e que foi escolhido por estar alinhado aos planos do governo eleito para acelerar as privatizações.

Leia também: Governo anuncia leilões de aeroportos e trecho de ferrovia para março de 2019

O programa de concessões será reforçado por Martha Seillier, atual chefe da assessoria especial da Casa Civil da Presidência, que será diretora da Infraero . A economista, que já atuou na área de formulação de políticas para a aviação civil no Ministério da Defesa, foi diretora de regulação e concorrência da Secretaria de Aviação Civil.

Leia mais:  Privatizar Caixa Econômica e Banco do Brasil “não está no radar”, diz Bolsonaro

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Afastar Brasil de China e árabes pode prejudicar agronegócio, diz ministro

Publicado

por


Segundo o ministro da Agricultura, a manutenção dos mercados chinês e árabe é essencial para o agronegócio brasileiro
Antonio Cruz/Agência Brasil

Segundo o ministro da Agricultura, a manutenção dos mercados chinês e árabe é essencial para o agronegócio brasileiro

Para o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, um possível distanciamento de China e dos países árabes pode prejudicar o agronegócio brasileiro. A afirmação foi feita durante uma coletiva de imprensa convocada por Maggi na manhã desta sexta-feira (14), onde o ministro fez um balanço de sua gestão à frente da pasta.

Leia também: Merkel avalia que Bolsonaro dificulta acordo entre União Europeia e Mercosul

A declaração de Maggi em defesa do agronegócio brasileiro é motivada por opiniões expressas por Jair Bolsonaro (PSL). Assim que foi eleito presidente, Bolsonaro criticou o avanço da China em negócios dentro do País e assinalou a pretensão de transferir a embaixada brasileira em Tel Aviv, Israel, para Jerusalém. A iniciativa é interpretada, pelos países árabes, como uma provocação .

Segundo o ministro da Agricultura, a manutenção dos mercados chinês e árabe é essencial para o setor agropecuário. Para se ter uma ideia, quase metade de todas as exportações de frango do Brasil são destinadas ao Oriente Médio. “Nós não temos essa questão geopolítica. Você perder isso [exportações para os árabes] significa problemas para as nossas empresas”, explicou Maggi.

O ministro ainda revelou que, em conversas recentes com a futura ministra de sua pasta, Tereza Cristina , comentou sobre a importância de manter as visitas internacionais e as negociações para abrir novas portas para os produtos brasileiros. De acordo com dados divulgados por Maggi, o Brasil conseguiu inserir 78 de seus produtos em 30 países diferentes nos últimos dois anos e meio.

Leia mais:  Petrobras anuncia aumento de 2,2% no preço médio dagasolina

Leia também: China lança sonda para explorar lado oculto da lua pela primeira vez

“[Meu conselho é] abrir novos mercados e manter os que nós temos. [Manter] Uma presença permanente na China”, disse o ministro. “Eu fiz seis viagens à China nesse período que estou aqui. Ir à China conversar é muito importante. Chineses, árabes, essa turma gosta muito que você esteja presente, conversar olho no olho”, completou.

China, a estrela do agronegócio


Com 26,3% de participação, a China continuou sendo o principal destino das exportações brasileiras em novembro
Divulgação/Ministério da Agricultura

Com 26,3% de participação, a China continuou sendo o principal destino das exportações brasileiras em novembro

A China continuou sendo o principal destino das exportações brasileiras em novembro deste ano, com participação de 26,3% do total. A fatia representa mais que o dobro do segundo colocado no ranking, os Estados Unidos (EUA), com um percentual de 11,9%. Os dados são do Índice do Comércio Exterior (Icomex), da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Leia também: EUA não planejam estender trégua em guerra comercial contra a China

De acordo com a FGV, as exportações para a China cresceram 97,6% (em valor), na comparação com novembro do ano passado. Os principais responsáveis por esse crescimento foram a soja, que respondeu por 45% do aumento, e o petróleo bruto (não refinado), com 32% desse crescimento.

O aumento é resultado da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos , que faz os chineses buscarem outros fornecedores de produtos como a soja. Esse crescimento, no entanto, é possivelmente temporário e não compensará uma piora nas condições do mercado mundial, caso haja um acirramento do protecionismo.

Leia mais:  União vai recorrer da decisão que suspende fusão entre Boeing e Embraer

Ainda segundo a FGV, as exportações totais brasileiras cresceram 25,4% em valor no período. Descartando-se o efeito da mudança do Repetro, regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens relacionados ao petróleo, as exportações cresceram 15,6%.

Leia também: Taxas, custo da produção e burocracia são obstáculos para exportações no Brasil

Em 2018, segundo anunciou o ministro da Agricultura durante a entrevista coletiva, as exportações do agronegócio devem bater recordes. “Será a primeira vez que o agronegócio vai ultrapassar a barreira dos US$ 100 bilhões. Já exportamos US$ 99 bilhões em 2013, mas nunca US$ 100 bilhões”, celebrou Maggi.

*Com informções da Agência Brasil

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana