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Conheça todos os personagens envolvidos no caso do menino Henry Borel, de 4 anos

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Henry Borel, de 4 anos, e sua mãe, Monique
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Henry Borel, de 4 anos, e sua mãe, Monique

De Jairinho e Monique à irma do vereador, braço direito do político, várias pessoas foram ouvidas no inquérito – conduzido pela 16ª DP (Barra da Tijuca) e finalizado, com indiciamento dos dois – que apurou a morte do menino Henry, de 4 anos. Conheça quem são as pessoas que integram a investigação do caso do menino Henry, morto no dia 8 de março.

Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho

Filho mais velho de uma dona de casa e de coronel da PM e deputado estadual, Jairo Souza Santos Júnior cresceu nas ruas de Bangu, onde sua família mantém a casa de dois andares com piscina e churrasqueira e foi o lugar em que estabeleceu seu reduto político. Em 2004, aos 27 anos, herdando os passos eleitorais do pai, Jairo Souza Santos, o coronel Jairo, participou da primeira campanha e foi o vereador mais votado do Partido Social Cristão (PSC).

O ano foi o mesmo da sua formatura como médico, na unidade da Unigranrio de Duque de Caxias. Mas ele nunca exerceu a profissão, chegando a admitir à polícia que não fez massagem cardíaca em Henry porque só fizera a manobra na faculdade. Foi na época de estudante que os amigos viriam surgir a figura de um Jairinho mitômano, principalmente no que se referia a contar vantagens sobre conquistas amorosas.

Na Câmara, ele estava no quinto mandato quando foi preso. Antes, foi líder do governo na gestão de Marcelo Crivella e trabalhou a favor da vitoriosa candidatura de Eduardo Paes, em 2020. No ofício parlamentar, muitos dos projetos de sua autoria e coautoria estão ligados ao bairro de seu nascimento na Zona Oeste. É dele o texto que defende o tombamento da sede do Céres Futebol Clube, time de Bangu cujo presidente é o coronel Jairo. É dele também a concessão do benefício de licença maternidade e paternidade para servidores públicos que adotem crianças e a suspensão da aprovação automática na rede municipal de ensino.

Na última década, ele morou em apartamentos de pelo menos dois condomínios da Barra. Jairinho, que sempre manteve relacionamentos paralelos, é pai de três: uma namorada engravidou do primeiro filho dele antes da formatura em Medicina, e o político tem ainda outros dois do casamento com a dentista Ana Carolina Netto.

Monique Medeiros da Costa e Silva

Filha mais velha de um casal de professora e funcionário civil da Aeronáutica, Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe de Henry Borel Medeiros, nasceu e cresceu no apartamento dos pais e na casa da avó materna, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Na mesma região, cursou colégios particulares durante a infância e a adolescência. Foi aprovada no vestibular de Letras (Português/Literatura) da UFRJ, onde estudou por dois anos e meio. Nesse período, num jantar em celebração ao aniversário de uma amiga, na Pizzaria Faenza, na Barra da Tijuca, conheceu o engenheiro Leniel Borel de Almeida. Os dois trocaram telefones, começaram a namorar e, logo depois, ela foi morar na cobertura dele, na Estrada do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes. O rapaz passou então a pagar para Monique uma faculdade particular em um shopping.

Em 2011, ela foi aprovada em um concurso da Secretaria municipal de Educação e passou a dar aulas no Ensino Infantil da Escola Ariena Vianna da Silva, em Senador Camará, onde, sete anos depois, ascendeu à diretora. O casamento, abalado pelo trabalho do engenheiro em uma multinacional, em que chegava a ficar três semanas embarcado, já dava sinais de desgaste. Algum tempo depois, Leniel foi demitido, a situação financeira do casal apertou e Monique voltou para Bangu. Num terreno da família, eles construíram um espaço para viverem com Henry. O local, que tem quintal, piscina e churrasqueira, era o preferido do menino.

Com a recolocação profissional de Leniel, os três acabaram retornando ao Recreio, onde estavam no início da pandemia. Mas o relacionamento não resistiu. Monique pediu o divórcio e, mais uma vez, foi com Henry para Bangu. Ela conheceu Jairinho durante um almoço profissional no Village Mall, em agosto. Um mês depois, começaram a namorar. Em novembro, decidiriam morar com o menino num apartamento alugado no condomínio Majestic, no Cidade Jardim. E a professora foi cedida ao Tribunal de Contas do Município (TCM), para trabalhar no gabinete da presidência. Seu salário, então, saltou de R$ 4 mil para R$ 16.500. Vaidosa, Monique gostava de se exibir em selfies, sobretudo em academias de ginástica. Um dia após o enterro do filho, foi a um salão de beleza na Barra da Tijuca, para fazer pé, mão e cabelo.

Leniel Borel

Quase uma década antes de conhecer Jairinho, Monique, com 23 anos, no início de 2011, conheceu Leniel, então com 27. Graduado em Engenharia, ele trabalhava como oficial de Marinha Mercante e fazia curso de especialização para virar chefe de máquina de uma empresa ligada a exploração de petróleo. Começaram a namorar e Monique foi morar no apartamento de Leniel, na Estrada do Pontal, no Recreio. O relacionamento embalou e, na noite de 14 de dezembro de 2012, o casal oficializou o matrimônio em uma igreja do bairro. Depois, deram uma festa no salão de um condomínio.

Trabalhando embarcado até 2015, Leniel passou a fazer escalas de até 21 dias fora de casa, rodando pelos portos de Campos, Macaé, Vitória e Aracaju. Monique continuou a lecionar numa escola de Senador Camará. Mas, o engenheiro acabou perdendo o emprego e passou então a alugar seu apartamento. O casal e Henry foram morar em Bangu. Meses depois, o engenheiro conseguiu uma recolocação em Aracruz, no Espírito Santo. Com uma casa locada na região, ficava lá de segunda a quinta-feira. Depois de um jantar em um restaurante do município, em agosto de 2015, Monique engravidou. Ela voltou ao Rio para o parto de Henry, na maternidade Perinatal, em 3 de maio do ano seguinte.

A família chegou a ficar em Aracruz por cerca de cinco meses, até o contrato de trabalho do engenheiro chegar ao fim. De volta a Bangu, pouco tempo depois, o engenheiro conseguiu um novo emprego, como coordenador de projetos de uma multinacional. Dessa vez, a proposta era para que Leniel trabalhasse embarcado em Macaé, onde passou a ficar durante os dias de semana. Monique não teria concordado em se mudar com o filho para o interior do estado e poucas vezes chegou a visitar o marido. Foi quando o casamento começou a ruir. Filho de pais divorciados e moradores de Duque de Caxias, Leniel teria insistido para que tentassem manter a relação por causa de Henry. Já vivendo com Jairinho, a criança chegou a reclamar com o pai de “abraços apertados” do padrasto. No último fim de semana de vida do filho, o engenheiro foi a uma festa infantil e brincou com o menino num parque de diversões.

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Thayna de Oliveira Ferreira

Uma das peças chaves da investigação, a babá Thayna de Oliveira Ferreira admitiu à Polícia Civil ter mentido, por medo do vereador, na declaração dada em 24 de março, quando garantiu que Jairinho, Monique e o filho dela, Henry, viviam em harmonia. A ex-funcionária da família alegou ainda não ter contado sobre as agressões do vereador contra o menino a pedido de Monique. Segundo Thayna, a patroa solicitou que ela apagasse as mensagens trocadas entre as duas em 12 de fevereiro. As conversas foram recuperadas pela Polícia Civil no celular de Monique e dão conta de um alerta feito pela funcionária em tempo real. Ela narrou, pelo WhatsApp, que o vereador havia se trancado no quarto com Henry, e logo depois o menino relatou que recebeu “bandas” e “chutes”. A criança estava mancando e apresentava hematomas nos braços e nas pernas.

No novo depoimento, Thayna contou ainda que presenciou as agressões em dois outros momentos, e que também tinham conhecimento das sessões de violência a irmã de Jairinho, Thalita Souza; a avó materna de Henry, a professora Rosângela Medeiros da Costa e Silva; e a empregada doméstica da família, Leila Rosângela de Souza Mattos. Thayna também mudou sua versão sobre quem teria avisado sobre a morte de Henry. Em seu primeiro depoimento, ela teria dito que Monique ligou para falar que o menino tinha caído da cama. Depois, no entanto, ela disse que foi a irmã de Jairinho, Thalita Souza, quem ligou para avisar. Ela teria falado que o menino passou mal e morreu, sem entrar em detalhes. Segundo a babá, Thalita também teria chamado ela para conversar em sua casa. No local, a irmã do vereador teria falado para ela apagar as mensagens e deixado claro que ela não deveria contar a verdade sobre o caso à polícia.

No depoimento, a babá revela ainda que seu noivo já trabalhou na Prefeitura do Rio, na gestão de Marcelo Crivella, por indicação de Jairinho, assim como uma tia dela. Ambos, segundo Thayna, deixaram o governo quando Crivella saiu da prefeitura. Ainda segundo o depoimento, um tio dela é assessor pessoal do vereador.

Rosângela Medeiros da Costa e Silva

No novo depoimento que deu à polícia, a babá Thayna de Oliveira Ferreira relatou sobre o episódio de “chutes” e “bandas” também à avó materna do menino, a professora Rosângela Medeiros da Costa e Silva. A funcionária disse ter “contado tudo” para a idosa e que ela “ficou assustada” com o que ouvira. Ao acompanhar a patroa e o menino a uma sessão com a psicóloga que o acompanhava, a babá diz ter sido deixada na casa de Rosângela, em Bangu. Na residência, Thayna diz ter sido questionada pela avó da criança sobre o que “teria acontecido” e se Henry “estava ou não mentindo”. A funcionária disse ter contado sobre o menino “estar mancando”, com “dores na cabeça” e manchas roxas pelo corpo e afirmou que não existia a possibilidade de Henry estar mentindo, até porque ela vira a marca dos machucados. Thayna informou que não se prolongou no assunto para não parecer que fazia “fofoca” sobre a família.

Rosângela, assim como a filha, é professora. As duas trocaram 226 textos, ligações e arquivos entre a morte da criança e a prisão de Monique e Jairinho. No dia anterior ao sepultamento do neto, no Cemitério do Murundu, em Realengo, Rosângela escreveu à filha: “Dizia para o Henry que ninguém o amava mais que você. E eu lhe digo, ninguém a ama mais que eu. Quero estar com você. Não me deixe estar longe de você. Eu lhe peço. Vamos juntas despedir do Henry.” No dia 16 de março, Monique contou estar indo para o escritório do advogado André França Barreto, que, na ocasião, representava o casal. Ela disse ter passado por “sete horas de interrogatório” no local durante o dia anterior, “fazendo um possível inquérito” e escreve: “Que Deus me ajude”. Rosângela, identificada como “mamy” em sua agenda, então responde: “Isso tudo vai passar. Foi o que eu lhe disse. Tem coisas que nós, mães, não conseguimos evitar que o filho passe. Estou em oração por você e Deus escuta nossas orações.”

Em depoimento, Rosângela definiu o neto como um menino doce, tímido, introvertido, educado e excelente aluno. Avó era uma das pessoas preferidas de Henry.

Thalita Fernandes Santos

Mensagens recuperadas no celular de Monique Medeiros da Costa e Silva, que constam no inquérito, mostram a irmã de Jairinho tentando confortar a professora após a morte e o sepultamento do corpo do menino. A fisioterapeuta Thalita Fernandes Santos, que enviou elogios e frases de apoio à cunhada, foi interlocutora de pelo menos três testemunhas que admitiram mentir nos depoimentos e, depois da prisão do casal, mudaram suas versões.

Thalita é a irmã mais nova de Jairinho e considerada por familiares e amigos próximos seu braço direito. Ela mora na casa da família, em Bangu, e ajuda organizar as campanhas políticas dele e de seu pai, o policial militar e deputado estadual Jairo de Souza Santos, o Coronel Jairo (MDB).

Sobre a declaração da babá Thayna de Oliveira Ferreira, que disse ter sido procurada por Thalita para que fosse à sua casa, onde teria ouvido da fisioterapeuta para não contar tudo o que sabia sobre as agressões, ela informou que deveria ser dito “a verdade”. E negou que a funcionária tenha lhe relatado ter visto algo “anormal” ou algum “evento estranho”. Embora negue que tenha presenciado ou tomado conhecimento de qualquer agressão do irmão ao enteado, a fisioterapeuta disse que Monique contou que o menino tinha dificuldade de “aceitar o relacionamento” do casal.

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Polícia indicia mulher por suspeita de matar o filho Gael, de 3 anos, em SP

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Gael de Freitas Nunes, de 3 anos, foi encontrado pela tia-avó já desacordado na cozinha do apartamento
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Gael de Freitas Nunes, de 3 anos, foi encontrado pela tia-avó já desacordado na cozinha do apartamento

SÃO PAULO — A Polícia Civil de São Paulo indiciou uma mulher por suspeita de matar o filho de 3 anos, Gael de Freitas Nunes, na capital paulista.  Ela é suspeita de espancar o menino, que foi levado ao Hospital Santa Casa e não resistiu aos ferimentos. O caso aconteceu na noite da última segunda-feira.

Uma das linhas de investigação é de que a mãe teria passado por um surto psicótico no momento da agressão. Os investigadores também pediram à Justiça a conversão da prisão em flagrante da mãe para prisão preventiva.

Gael morava com a mãe, a tia-avó e uma irmã de 13 anos no bairro da Bela Vista, no centro de São Paulo. Em depoimento à polícia, a tia-avó que deu mamadeira para a criança por volta das 7 horas e ficou com ele na sala assistindo à televisão. Após alguns minutos, o garoto foi até a cozinha. A tia-avó disse que começou a ouvir choros, mas achou que o garoto estava apenas pedindo colo para a mãe.

Cerca de cinco minutos depois, começou a ouvir barulhos fortes de batidas na parede e acreditou que viriam de outro apartamento. Em seguida, ela passou a ouvir o barulho de vidro quebrando na cozinha e, quando chegou ao cômodo, a criança estava deitada no chão com vômito e coberta por uma toalha de mesa.

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Ainda de acordo com o G1, a testemunha conta que perguntou à mãe o que teria acontecido, mas ela não respondeu. A tia-avó pediu ajuda para a irmã de Gael, que ligou para o Samu e seguiu as orientações dos socorristas. A criança foi levada até o hospital, onde foi confirmada a morte.

A mulher, em estado de choque, foi encaminhada na mesma noite até o Hospital do Mandaqui, na Zona Norte, para ser medicada. Depois foi para a delegacia para prestar depoimento. Ela foi presa na madrugada desta terça-feira.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sendo registrado pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher.

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PF revida ataque e troca tiros com garimpeiros em terra Yanomami

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Agentes de segurança em diligência na comunidade de Palimiú, em Roraima
Polícia Federal

Agentes de segurança em diligência na comunidade de Palimiú, em Roraima

Agentes da Polícia Federal trocaram tiros com garimpeiros na Terra Indígena Yanomami nesta terça-feira (11) durante uma diligência para apurar o confronto ocorrido ontem entre invasores e indígenas , na comunidade de Palimiú, que teria deixado três garimpeiros mortos e seis feridos, entre eles um indígena.

Policiais federais e militares do Exército chegaram na tarde de hoje para dar início à investigação sobre o confronto. Segundo a PF, não foram encontrados corpos de garimpeiros mortos no local, embora os indígenas mantenham a versão de que três invasores teriam sido mortos e seus corpos levados pelos outros garimpeiros.

Quando os agentes se preparavam para retornar à Boa Vista, uma embarcação de garimpeiros passou no rio Uraricoera e disparou contra os agentes, que revidaram. De acordo com a PF, não há registro de feridos.

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“Quando a equipe de policiais federais estava prestes a embarcar de volta a Boa Vista, uma embarcação de garimpeiros passou no rio Uraricoera efetuando disparos de arma de fogo. A equipe se abrigou e respondeu a injusta agressão, sem contudo haver registro de atingidos de nenhum dos lados”, diz nota da PF.

A PF confirma também que apenas um indígena foi atingido de raspão, sem nenhuma gravidade. As informações corroboram as do presidente do Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye´kuanna, Júnior Hekurari Yanomami, que esteve ontem no local horas após o conflito.

Hoje pela manhã, dois aviões Cesnna Caravan fretados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) levaram militares do Exército e investigadores da PF, num total de 15 agentes, para investigar o caso.

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