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Confira a pauta de julgamentos do Supremo Tribunal Federal desta quinta-feira (10)

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Confira a pauta de julgamentos do Supremo Tribunal Federal desta quinta-feira (10)

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar nesta quinta-feira (10) o julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 817338, com repercussão geral reconhecida, que discute a possibilidade de revogação de anistia política concedida a cabos da Aeronáutica atingidos por ato ministerial que, durante o regime militar, limitou o tempo de permanência em serviço para não concursados. Sete ministros já votaram, sendo que quatro deles consideraram constitucional a revogação da anistia. Outros três ministros rejeitaram esse entendimento.

Outro tema em pauta é objeto de cinco mandados de segurança que discutem se o Tribunal de Contas da União (TCU) pode ou não impor medida cautelar de indisponibilidade de bens contra particular. As ações foram impetradas por empresas, como a construtora Norberto Odebrecht S/A (MS 34357), e também por pessoas físicas. O relator dos processos, que serão julgados em conjunto, é o ministro Marco Aurélio, que, em todos os casos, deferiu liminar determinando a liberação dos bens. Para o relator, não cabe ao TCU determinar medida cautelar constritiva de direitos, como a indisponibilidade de bens, com efeitos práticos tão graves e capazes de resultar em “verdadeira sanção patrimonial antecipada”.

A pauta também traz o Recurso Extraordinário (RE) 636886, que discute a prescrição nas ações de ressarcimento ao erário com base em decisão de tribunal de contas. O tema tem repercussão geral reconhecida e resultou na suspensão nacional determinada pelo relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, com base no artigo 1.035 (parágrafo 5º) do Código de Processo Civil (CPC).

Confira, abaixo, todos os temas pautados para a sessão de hoje . Os julgamentos têm transmissão ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

Recurso Extraordinário (RE) 817338 – Repercussão geral 
Relator: ministro Dias Toffoli
União e Ministério Público Federal x Nemis da Rocha
O recurso discute a possibilidade de anulação de ato administrativo pela administração pública, mesmo depois de decorrido o prazo decadencial de cinco anos previsto na Lei 9.784/1999, caso seja evidenciada violação direta ao texto constitucional. Na decisão questionada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) declarou a decadência do ato que anulou a Portaria Interministerial 134/2011 do Ministério da Justiça e da Advocacia-Geral da União que instaurou procedimento de revisão de anistias. Para o STJ, a portaria interministerial não tem o efeito de reabrir prazo decadencial já finalizado.

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Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4776 
Relator: ministro Gilmar Mendes
Associação Nacional dos Auditores dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) x Assembleia Legislativa
Retomada do julgamento da ação com a apresentação do voto-vista do ministro Marco Aurélio. A ADI questiona o artigo 151 da Constituição do Estado de São Paulo, segundo o qual o Tribunal de Contas municipal será composto por cinco conselheiros e obedecerá, no que couber, aos princípios da Constituição Federal. A Atricon argumenta que a norma impede a composição heterogênea e proporcional da Corte de Contas municipal, diante da impossibilidade de delimitar a escolha de quatro conselheiros pela Câmara Municipal e de três pelo chefe do Poder Executivo local, cabendo a este indicar um dentre auditores e outro dentre membros do Ministério Público, e um terceiro à sua livre escolha.
*Sobre o mesmo tema será julgada em conjunto a ADI 346

Mandado de Segurança (MS) 34357 
Relator: ministro Marco Aurélio
Construtora Norberto Odebrecht S/A x Tribunal de Contas das União
A empreiteira contesta acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) por meio do qual foi decretada cautelarmente a indisponibilidade de seus bens para garantir integral ressarcimento de débitos em apuração em Tomada de Contas Especial. A construtora sustenta que o artigo 44, parágrafo 2º, da Lei 8.443/1992 é inaplicável ao particular que contrata com a administração pública. O ministro relator deferiu o pedido de liminar, autorizando a livre movimentação dos bens da Odebrecht. Os ministros vão decidir se o TCU tem competência cautelar para impor a indisponibilidade de bens de particulares.
*Sobre o mesmo tema serão julgados em conjunto os Mandados de Segurança 34410, 35506 ,  34392 e 34421.

Recurso Extraordinário (RE) 636553 – Repercussão Geral 
Relator: ministro Gilmar Mendes
União x João Darci Rodrigues de Oliveira
Os ministros vão decidir qual deve ser a data de início do prazo decadencial de cinco anos, previsto no artigo 54 da Lei nº 9.784/18999, para que a administração pública possa rever ou anular ato concessivo de aposentadoria. O recurso da União tem repercussão geral reconhecida e contesta acórdão do TRF da 4ª Região, segundo o qual, ultrapassado o prazo decadencial da norma, sem que ela tenha sido retirada do universo jurídico, “prevalece a segurança jurídica em detrimento da legalidade da atuação administrativa". Para a União, a Constituição Federal estabelece que o direito à aposentadoria/pensão somente ingressa no patrimônio jurídico-subjetivo do servidor após a análise da legalidade de sua concessão pelo TCU. O servidor, por sua vez, sustenta que se aposentou em 1997, tendo seu ato de aposentadoria sido considerado ilegal somente em 2003, quando a administração pública já não poderia fazê-lo.

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Recurso Extraordinário (RE) 636886 – Repercussão geral 
Relator: ministro Alexandre de Moraes
União x Vanda Maria Menezes Barbosa
O recurso discute a possibilidade de prescrição da pretensão de ressarcimento ao erário fundada em decisão do Tribunal de Contas. No caso concreto, uma ex-presidente da Associação Cultural Zumbi, em Alagoas, deixou de prestar contas de recursos recebidos do Ministério da Cultura para fins de aplicação no projeto Educar Quilombo. Por essa razão, o TCU, no julgamento de tomadas de conta especial, condenou a ex-dirigente a restituir aos cofres públicos os valores recebidos. A parte não cumpriu a obrigação, o que levou a União a ajuizar ação de execução de título executivo extrajudicial. Decisão da primeira instância da Justiça Federal em Alagoas reconheceu, de ofício, a prescrição e extinguiu o processo de execução fiscal. Em seguida, ao julgar recurso, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) manteve a sentença. No STF, a União alega que não se aplica ao caso a decretação de prescrição de ofício, prevista no artigo 40, parágrafo 4º, da Lei 6.830/1980, às execuções de título extrajudicial propostas com base em acórdão do TCU que impõe ressarcimento ao erário. O ministro relator determinou a suspensão do processamento de todas as demandas pendentes em tramitação no território nacional.


AR/VP

Fonte: STF
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Grupo gestor do Programa de Enfrentamento à Desinformação reúne-se com a ONG Politize!

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O grupo gestor do Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições Municipais de 2020 reuniu-se, nesta quinta-feira (14), com Lucas Costa, representante da organização não governamental Politize!, na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O encontro foi uma oportunidade para que as duas instituições discutissem termos de parcerias para o desenvolvimento e divulgação de material educacional para conscientização sobre a desinformação.

A reunião foi presidida pelo coordenador do grupo gestor do Programa e juiz auxiliar da Presidência do TSE, Ricardo Fioreze, com a participação da assessora-chefe de Comunicação (Ascom) da Corte Eleitoral, Ana Cristina Rosa, que integra o grupo. Entre as estratégias definidas, foi acordado que a ONG avaliará os conteúdos sobre o combate à desinformação que são desenvolvidos pela Ascom, pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE), e pela Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) do Tribunal para divulgação por meio da sua plataforma.

O representante da Politize! explicou que a ONG se dedica à missão de formar uma nova geração de cidadãos conscientes e comprometidos com a democracia por meio da educação política dentro e fora da internet. Lucas Costa detalhou ainda as atividades que são desenvolvidas pela organização, que se encaixam em três esferas distintas: criação de conteúdos, promovendo o debate de ideias e humanizando a política, mostrando sua importância e a importância de participar dela; atuação em escolas e comunidades para promover o debate democrático; e formação de líderes, chamados “embaixadores”, que atuam estimulando o protagonismo político das pessoas em suas comunidades.

O coordenador do grupo gestor, juiz Ricardo Fioreze, enfatizou que a participação da Politize! no Programa de Enfrentamento à Desinformação é muito importante, porque a entidade pode contribuir diretamente com o eixo temático “Alfabetização Midiática e Informacional” do programa do TSE. “Esse eixo temático mira, basicamente, conscientizar sobre a desinformação e sobre todos os efeitos negativos que ela produz. E, também, nos auxiliará a divulgarmos melhor o processo eleitoral numa perspectiva de interesse do eleitor”, afirmou.

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Programa de Enfrentamento à Desinformação

Lançado no último mês de agosto, o Programa de Enfrentamento à Desinformação, que já conta com 41 instituições parceiras, foi organizado em seis eixos temáticos.

O primeiro, “Organização interna”, visa à integração e à coordenação entre os níveis e as áreas que compõem a estrutura organizacional da Justiça Eleitoral e a definição das respectivas atribuições contra a desinformação. “Alfabetização Midiática e Informacional” é o segundo eixo, que tem como objetivo capacitar as pessoas para identificar e checar uma desinformação, além de estimular a compreensão sobre o processo eleitoral.

O eixo “Contenção à Desinformação” define medidas concretas para desestimular ações de proliferação de informações falsas, enquanto o quarto eixo, “Identificação e Checagem de Desinformação”, incentiva a busca e o aperfeiçoamento de novos métodos de identificação de possíveis práticas de disseminação de conteúdos falaciosos.

O Programa conta ainda com dois últimos eixos: “Aperfeiçoamento do Ordenamento Jurídico“ e “Aperfeiçoamento de Recursos Tecnológicos”.

Confira abaixo a lista das instituições que já assinaram o termo de adesão:

1. Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert);

2. Associação Brasileira de Imprensa (ABI);

3. Associação Brasileira de Internet (Abranet);

4. Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel);

5. Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint);

6. Associação Nacional dos Jornais (ANJ);

7. Agência Aos Fatos;

8. Associação Acredito;

9. Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom);

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10. Associação InternetLab de Pesquisa em Direito e Tecnologia;

11. Boatos.org;

12. Conselho Gestor da Internet (CGI.br);

13. Instituto Palavra Aberta;

14. Instituto Update;

15. Ministério da Justiça e Segurança Pública;

16. Ministério Público Federal;

17. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

18. Partido Avante;

19. Partido Comunista do Brasil (PCdoB);

20. Partido Democracia Cristã (DC);

21. Partido Democratas (DEM);

22. Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB);

23. Partido Solidariedade;

24. Partido Progressistas (PP);

25. Partido Republicanos;

26. Partido Trabalhista Brasileiro (PTB);

27. Politize!;

28. Safernet Brasil;

29. Sociedade Brasileira de Computação (SBC);

30. Secretaria Executiva do Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral;

31. Agência Lupa;

32. Partido Social Cristão (PSC);

33. Partido Podemos (Pode);

34. Partido Democrático Trabalhista (PDT);

35. Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;

36. Instituto Não Aceito Corrupção;

37. Google;

38. Facebook;

39. Twitter;

40. WhatsApp;

41. Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner)

RG/JB, DM

12.11.2019 – TSE reúne-se com Google, Facebook, WhatsApp e Twitter para alinhar estratégias de combate à desinformação nas Eleições 2020


30.08.2019 – TSE lança Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020

Fonte: TSE
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Conexão Eleitoral: TSE promove audiências públicas para debater resoluções das Eleições 2020

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Esta semana, o programa Conexão Eleitoral mostra que, de 26 a 28 de novembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará audiências públicas para debater as resoluções que regulamentarão as Eleições Municipais de 2020. As minutas das instruções já podem ser consultadas no Portal do TSE.

O processo de prestação de contas eleitorais também será detalhado no programa. Reportagem explica a importância de coligações, de partidos e de candidatos informarem à Justiça Eleitoral as movimentações financeiras realizadas durante a campanha.

Esta edição fala ainda sobre o empenho da Justiça Eleitoral em incentivar os jovens a participarem da vida política do país. As ações da Semana do Jovem Eleitor serão realizadas de 25 a 29 de novembro, com o objetivo de conscientizar esses futuros eleitores sobre a importância do voto. Mais de 1,4 milhão de brasileiros de 16 e 17 anos de idade votaram nas Eleições Gerais de 2018.

O Conexão

Produzido pelo Núcleo de Rádio e TV do Tribunal Superior Eleitoral, o Conexão Eleitoral vai ao ar pela TV Justiça nas segundas-feiras, às 19h30. As reprises ocorrem nas quartas, às 11h, nas quintas, às 20h30, nos sábados, às 5h, e nos domingos, às 21h.

Você também pode assistir ao programa na página da Justiça Eleitoral no YouTube.


AN/LC, DM

Fonte: TSE
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