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Economia

Companhias aéreas aumentam valores para bagagens em até R$ 650

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Empresas esclareceram que a alta se deve ao atual cenário de aumento do petróleo
Raphael Magalhães

Empresas esclareceram que a alta se deve ao atual cenário de aumento do petróleo

As principais companhias aéreas do país, Gol, Azul e Latam, decidiram aumentar o preço aplicado no despacho de bagagens. Os valores vão de R$ 75 até R$ 650, nesse caso para voos internacionais.

A Gol afirmou que o reajuste nos valores para o despacho de bagagens se deve ao atual cenário de aumento de custos na aviação comercial, e ainda como forma de adequação aos valores praticados pelo mercado.

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A companhia área explicou que, nos voos domésticos, custa a partir de R$ 95 (1ª bagagem), R$ 129 (2ª bagagem) e R$ 180 (3 a 5 bagagens). Esses preços se aplicam em mais de 48 horas antes da decolagem. No caso de quem deixa para próximo da viagem, os preços aumentam para os seguintes valores: R$ 140 (1ª bagagem), R$ 160 (2ª bagagem) e R$ 250 (3 a 5 bagagens).

No caso de voos internacionais, a primeira bagagem custa R$ 199, R$ 249 (2ª bagagem) e R$ 350 (3 a 5 bagagens) para quem comprar até mais de 48 horas de decolagem. Enquanto quem comprar em menos de dois dias, deverá desembolsar R$ 229 para a primeira bagagem, R$ 279 (2ª bagagem) e R$ 650 (3 a 5 bagagens).

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A Latam também afirmou que devido a situação externa em função da guerra na Ucrânia, que impacta diretamente no preço do petróleo e, consequentemente, na alta do preço do querosene da aviação (QAV) e nos custos da empresa, viu a necessidade em reajustar os preços.

“Diante da imprevisibilidade desta crise, a empresa precisou fazer algumas alterações em voos programados para os próximos meses e postergar o lançamento de novas rotas. Esse cenário também impacta em aumento de preços das passagens e serviços adicionais da ordem de 25% a 30%”, informou a empresa.

O despacho de bagagens da companhia teve ajustes de preço no dia 14 de março, tanto para bagagens de 15 kg, como de 23 kg, com o seu valor mínimo passando para R$ 75. O valor máximo da franquia, de R$160, continuará o mesmo.

Já a Azul afirmou que o reajuste foi em 7 de março na 1ª peça em canais digitais, que passou de R$ 80 para R$ 90 em trechos domésticos. As demais cobranças permanecem inalteradas. Todos os valores estão publicados e atualizados no site https://www.voeazul.com.br/bagagem .

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Economia

Desenvolve MT firma parceria com Prefeitura de Tangará

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A Agência de Fomento de Mato Grosso (Desenvolve MT) e a Prefeitura de Tangará da Serra firmaram uma parceria, cujo objetivo é atender as demandas de empreendedores por linhas de crédito. Um agente de crédito municipal facilitará aos interessados o acesso aos financiamentos oferecidos pela instituição.

Um termo de cooperação com esta finalidade foi assinado, na noite de segunda-feira (9), durante o evento Mulheres Empreendedoras, promovido pela prefeitura tangaraense no Centro Cultural do município. Atualmente, 40 cidades do interior mato-grossense já contam com esta parceria. Apenas neste ano, seis municípios foram visitados por técnicos da Desenvolve MT com esta finalidade.

Segundo o secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Tangará da Serra, Silvio Sommavilla, as expectativas são as melhores possíveis. “Em nosso município há muitos empreendedores interessados em acessar estas linhas de crédito. A tendência é a chegada de mais recursos, fomentando nossos negócios e, consequentemente, gerando emprego e renda”.

No evento, o assessor executivo da Desenvolve MT, José Roberto Weber, apresentou aos participantes as linhas de crédito, em especial o Programa Mulheres e Jovens Empreendedores, colocadas à sua disposição. Ele relatou que em 2021 foram financiados cerca de R$ 400 mil aos empreendedores de Tangará Serra.

Para empreendedora Tânia Fernandes Alves Silva, da loja Tânia Sapatilhas, uma das participantes, a obtenção de um financiamento oferecido pela Desenvolve MT foi fundamental para seu negócio.

“É importante destacar que a instituição facilita nosso acesso, ao nos dar a opção de solicitar o empréstimo de forma online, via plataforma digital. O financiamento me ajudou a adquirir os insumos necessários para aumentar a produção de sapatilhas”, afirmou.

Para o presidente da Desenvolve MT, Jair Marques, é de suma importância entender a demanda dos municípios. “O Governo do Estado vem cumprindo o seu papel ao criar um ambiente favorável para o desenvolvimento dos pequenos negócios, e nós, da agência, estamos trabalhando nesta direção”, explicou.

Participaram da assinatura do termo de cooperação o prefeito Vander Masson, seu secretário Silvio Somavilla e o representante da Desenvolve MT, José Roberto Weber.

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Economia

Veja se vale a pena o empréstimo da Caixa para microempreendedores

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Aplicativo Caixa Tem
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Aplicativo Caixa Tem

Começou a valer na última segunda-feira, dia 28, uma nova modalidade de empréstimo a trabalhadores informais e microempreendedores individuais (MEIs). O crédito é de até mil reais para pessoa física ou de até R$ 3 mil para pessoa jurídica (MEI), concedido pela Caixa Econômica. Mas na hora da contratação, é importante ter cautela: quando o crédito vale a pena?

Pelas regras, o empréstimo concedido pelo SIM Digital (Programa de Simplificação do Microcrédito Digital para Empreendedores) poderá ser quitado em até 24 vezes. No caso dos MEIs, somente pessoas jurídicas com atividade produtiva de receita bruta anual de até R$ 360 mil poderão participar. Quem estiver com o nome negativado para crédito também poderá ser beneficiado.

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Além disso, quem tinha, até 31 de janeiro de 2022, alguma operação de crédito ativa pelo Sistema de Informações de Créditos disponibilizado pelo Banco Central do Brasil não poderá participar do programa. Essa regra vale para pessoas físicas e MEIs.

Pelos cálculos do governo, a expectativa é de que até 4,5 milhões de trabalhadores sejam atendidos. Após quase dez dias em vigor, a Caixa Econômica ainda não tem um balanço de quantos empreendedores já pediram acesso ao crédito. A previsão é de que isso aconteça na próxima semana.

Como solicitar?

Para pessoas físicas, o pedido de empréstimo pode ser feito pelo aplicativo Caixa Tem. Já os MEIs precisam contratar o microcrédito presencialmente nas agências da Caixa Econômica Federal.

O programa de microcrédito foi instituito pelo governo federal em 18 de março, via Medida Provisória. Para bancar a medida, o governo destinou R$ 3 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para cobrir a inadimplência dos tomadores.

Vale a pena?

Com taxas de juros a partir de 1,95% e 1,99% ao mês, respectivamente para pessoa física e jurídica, chegando a 3,60% para as duas modalidades, os empréstimos poderão ser quitados em até 24 vezes.

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Segundo a Caixa, as prestações serão debitadas mensalmente da conta do usuário no Caixa Tem, na data escolhida para o vencimento da parcela.

Para especialistas, as taxas de juros são baixas quando comparadas a outras linhas de crédito, mas de forma absoluta, são elevadas. Por isso, na hora de contratar ou não o crédito, é preciso ter cuidado.

“Para um microempreendedor sem dívidas, pode ser um crédito interessante para fazer a empresa crescer, mas é preciso levar em conta se os juros valem a pena de acordo com a margem de lucro do negócio. Para quem tem um lucro baixo, a prestação do empréstimo pode acabar comprometendo uma parcela importante da renda”, alerta Eliane Tanabe, planejadora financeira CFP pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar).

Já para quem já está endividado, o crédito pode ser uma opção para sair do sufoco. Ainda assim é preciso colocar as finanças na ponta do lápis, comparar as taxas de juros e checar se a parcela do empréstimo cabe no orçamento mensal com tranquilidade.

“Se for para quitar uma dívida de valores mais altos, pode valer a pena. Fora isso, existe um grande risco de contrair uma débito para um gasto às vezes desnecessário e ter um custo elevado mais adiante. O consumo também é válido, desde que não haja um endividamento prévio, senão acaba sendo um gasto hoje por uma dor de cabeça amanhã”, avalia o professor de Finanças a Ibmec, Gilson Oliveira.

Para aqueles microempreendedores ainda sem muito planejamento financeiro, Tanabe explica que é preciso separar as contas familiares das despesas do negócio:

“É importante ter domínio do orçamento. A empresa precisa ser capaz de gerar uma renda que cubra os custos da família, honre as despesas do negócio, como funcionários e fornecedores, e, nesse caso, a parcela do empréstimo.”

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