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Mato Grosso

Com uso de tecnologia, criminosos demonstram conhecimento técnico

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Mesmo com toda tecnologia investida por bancos e outros estabelecimentos cujas atividades incluem valores em espécie, os bandidos não se intimidam e seguem realizando seus roubos usando a “mesma moeda”.

Os crimes praticados na região atestam que os criminosos se valem de grande aparato tecnológico e conhecimento técnico para lograrem êxito em suas ações.

Criminosos usam de tecnologia que inclui maleta com equipamento que desliga sinais de áudio, vídeo e alarmes de bancos

Para executar roubos como os de Mirassol D’Oeste, os criminosos usam de tecnologia que inclui uma maleta com um equipamento que desliga sinais de áudio, vídeo e alarmes de bancos. A maleta, já apreendida pela polícia em junho deste ano quando da prisão do assaltante Josimar Gomes Amado (Formiga), possui um botão de acionamento capaz inibir os sinais transmitidos de maneira remota.

Ações na região

Na última segunda-feira (03), a mesma agência do Banco do Brasil de Mirassol D’Oeste foi alvo de um novo assalto. Os autores já foram identificados e presos pela polícia. Também foram presas outras sete pessoas em Barra do Bugres. O grupo estaria se preparando para executar assaltos na região.

É possível que as duas movimentações criminosas também tenham planejamento e comando de dentro de unidades prisionais.

Apesar de indicar a efetividade da atuação policial, as prisões nas cidades de Mirassol D’Oeste e Barra do Bugres colocaram as forças de segurança em alerta e causaram apreensão na sociedade regional, já que evidenciam intensa atividade criminosa na região sudoeste de Mato Grosso.

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Além da proximidade da região sudoeste da fronteira com a Bolívia (que favorece o tráfico de drogas), o período de final de ano é um fator de intensificação da atividade criminosa. O comércio em toda a região registra aumento significativo da atividade econômica e, por consequência, maior circulação de dinheiro em espécie, cenário que atrai bandidos.

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Mato Grosso

MT participa de discussões internacionais sobre mudanças climáticas

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), apresenta na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas deste ano (COP24), na Polônia, o sistema Estadual de REDD+ e participa das negociações em busca de alternativas para enfrentamento das mudanças climáticas.

Um dos temas em debate é a viabilização de linhas de financiamento para povos indígenas. “Estamos realizando uma construção conjunta, entre governo e povos indígenas, para que os povos nativos obtenham recursos junto aos financiadores internacionais”, explica a coordenadora de Mudanças Climáticas e REDD+, Alcilene Freitas. O debate ocorreu no âmbito das reuniões do GCF Task Force e contou com a participação do governo norueguês, maior contribuinte do Fundo Amazônia e financiador do, e Instituto Centro de Vida (ICV).

A participação de Mato Grosso no projeto que premia países e estados pioneiros no combate ao desmatamento na Amazônia, o Programa REM também estará em voga durante a conferência. Mato Grosso irá receber dos governos da Alemanha e do Reino Unido 22 milhões de libras e 17 milhões de euros, cerca de R$ 180 milhões na moeda atual, em um período de cinco anos. Os recursos serão repassados pelo banco alemão KfW e administrados pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a previsão é que o primeiro desembolso, cerca de R$ 45 milhões, seja feito em dezembro de 2018.

Do valor disponibilizado ao Estado, 40% será destinado ao fortalecimento institucional do governo de Mato Grosso. Os recursos serão investidos para complementar ações já realizadas pelo Estado para combater o desmatamento e valorizar a floresta em pé.  Já os outros 60% serão repartidos em quatro subprogramas, sendo, 17% para projetos de produção sustentável, 22% para povos indígenas, 41% para agricultura familiar e 20% para agricultura familiar e povos tradicionais em outros biomas.

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O Programa REM está integrado ao Sistema Estadual de REDD+ [Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal], com a Estratégia Produzir, Conservar, Incluir (PCI), e com o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Incêndios Florestais (PPCDIF), contribuindo diretamente para o alcance das metas estabelecidas para conservação ambiental e redução do desmatamento.

“A partir do bom exemplo que temos com o Programa REM, temos aqui na COP 24 a oportunidade de realizar contatos com outros financiadores internacionais para investimento em Mato Grosso”, explica a coordenadora do Programa REM, Lígia Vendramin. Uma das inovações do programa em Mato Grosso é a construção participativa do Subprograma Territórios Indígenas, a ser financiado pelo projeto. Em um esforço inédito, 1500 pessoas de 42 povos indígenas diferentes se reuniram em oito oficinas para elaborar as propostas.

A conferência é realizada em Katowice, município a 300km de Varsóvia, capital polonesa, e segue até a próxima sexta-feira (14).

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Mato Grosso

Reeducandos de Cáceres são qualificados em modelagem de roupas e pintura predial

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Reeducandos da unidade prisional de Cáceres concluíram nesta semana os cursos de modelistas e pintura. A capacitação é resultado de uma parceria entre a unidade, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Mato Grosso, o Conselho da Comunidade e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

No curso de pintura, que iniciou em novembro, 25 recuperandos foram capacitados em aulas  teóricas e práticas. A prática foi aplicada na própria unidade, onde os custodiados pintaram os corredores do bloco 1, 2 e 3 e estão finalizando um desenho de uma paisagem na área de lazer do bloco 3.

Já no curso de modelista, 15 recuperandos aprenderam ao longo de 20 dias a confeccionarem moldes de roupas e a realizarem corte e costura. Ao final das aulas, alguns alunos fizeram peças de roupas para filhos como vestido, shorts, camisa, entre outros materiais como resultado do aprendizado.

Para o diretor da unidade, Welton Dias Ribeiro, essas atividades são importantes para tirar os presos da ociosidade, além de contribuírem para qualificação e ressocialização. “Além dos cursos, os internos também participam de atividades intramuros que incluem diversos serviços como eletricista e pedreiro, e trabalhos extramuros que são realizados por um grupo de presos em empresas públicas e privadas”. 

Os reeducandos receberão um certificado com 160h/aulas, que conta para a remição de pena, conforme prevê a Lei de Execução Penal, que determina que a cada três dias trabalhados ou de estudo, um dia é descontado na pena recebida.

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