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Economia

Com greves, servidores aumentam pressão por reajuste salarial

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Servidores do Banco Central estão em greve
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Servidores do Banco Central estão em greve

A movimentação dos servidores federais por reajustes e reestruturação de carreiras vem aumentando a pressão sobre o governo nas últimas semanas.  Funcionários do Banco Central (BC) entraram em greve na sexta-feira (1º), enquanto funcionários do Tesouro Nacional realizaram paralisações. Servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) decidiram iniciar uma “operação padrão” .

Também há movimentos da Receita Federal, do INSS e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A demanda dos servidores acontece na esteira da promessa do presidente Jair Bolsonaro de que iria reajustar salários apenas das carreiras federais de segurança, como a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Nesta semana, o governo também passou a discutir a possibilidade de conceder aumento linear de 5% a partir de julho, o que não agradou aos sindicatos dos servidores. Os funcionários ficaram com os salários congelados em 2020 e 2021. Nos estados, praticamente todos os governadores já anunciaram aumentos, o que intensifica a pressão sobre Bolsonaro.

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A greve do Banco Central começou na sexta-feira e já afeta algumas divulgações e serviços. Segundo o BC, devido à paralisação, o relatório Focus (com estimativas de mercado para a economia), os indicadores econômicos e o Relatório de Poupança não serão divulgados nas datas previstas para a próxima semana.

Forçar uma proposta

O presidente do Sindicato Nacional de Funcionários do BC (Sinal), Fabio Faiad, disse que há uma adesão de 60% a 70% dos servidores da instituição e entrega de 700 dos quase mil cargos comissionados. Quando isso ocorre, o servidor perde a gratificação, mas mantém o emprego.

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A demanda é por reestruturação da carreira e um reajuste de 27%. O movimento é liderado por servidores da elite do funcionalismo. Analistas do Banco Central têm salário inicial de R$ 19,2 mil que pode chegar a R$ 27,4 mil no topo da carreira.

Ele afirma que os serviços essenciais serão mantidos. O BC vem ressaltando que tem planos de contingência para manter o funcionamento de sistemas críticos, como o Pix e o Sistema de Transferência de Reservas (STR).

Para o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, o reajuste pensado pelo governo de 5% é “completamente inaceitável”. “A mobilização é para forçar o governo a apresentar uma proposta, que efetivamente não apresentou para ninguém, nem para a polícia”.

Na tarde de sexta-feira, representantes de algumas categorias se reuniram com o Ministério da Economia. Segundo Sergio Ronaldo da Silva, do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos (Fonasefe), a expectativa era a de que a pasta apresentasse alguma resposta em relação à reivindicação de recomposição salarial de 19,99%. Em nota, a Economia afirmou que não partiu da pasta a convocação formal da reunião.

No Tesouro Nacional, as atividades ficaram paralisadas durante toda a sexta, afetando os pagamentos de despesas do governo. A mobilização já atrasou a apresentação de relatórios fiscais e provocou cancelamento de comunicados a estados e municípios.

No INSS, servidores administrativos estão em greve desde 23 de março. Já os médicos peritos paralisaram o atendimento em 30 de março, o que tem afetado o atendimento.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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