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Com erotismo delicado e Keira Knightley, “Colette” espia feminismo extemporâneo

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Keira Knightley
é veterana de filmes de época. Estão aí “Orgulho & Preconceito” (2005), “Desejo e Reparação” (2007) e “A Duquesa” (2008), entre outros, para provar. Não deixa de ser impressionante, no entanto, a desenvoltura e aptidão da estrela para trafegar neste subgênero. “Colette” soma-se a esse vistoso plantel, mas também se distingue por ser aquele que mais confia nos predicados de Keira como atriz.


Keira Knightley brilha intensamente em Colette, destaque do Festival Mix Brasil
Divulgação

Keira Knightley brilha intensamente em Colette, destaque do Festival Mix Brasil

Dirigido por Wash Westmoreland
(“Para Sempre Alice”) a partir de um argumento desenvolvido por ele seu marido Richard Glatzer, morto em 2015, o filme reconstitui a trajetória de Sidonie Gabrielle Colette
, garota provinciana e filha de um veterano de guerra que se tornou a escritora mais influente da sociedade francesa do século XX.

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O roteiro assinado a seis mãos dá saltos temporais e se vale de elipses e diálogos tão sofisticados quanto sedutores para dar conta de uma vida tão rica e reverberante como a da biografada. O grande trunfo do texto, no entanto, é abraçar um feminismo que não é panfletário e resistir às tentações de vilanizar Willy (vivido com misto de canastice e fragilidade por Dominic West), bem como de convencionar a natureza da relação afetiva entre eles.

Amor e investimento


Dominic West e Keira Knightley em cena de Colette, que estreia comercialmente no Brasil em 13 de dezembro
Divulgação

Dominic West e Keira Knightley em cena de Colette, que estreia comercialmente no Brasil em 13 de dezembro

Willy vê na jovem Colette uma mulher à frente de seu tempo e vaidoso e intelectual que é decide toma-la para si, mas logo descobre que a relação com ela não será nos termos que ele estabelecer e que algum nível de concessão terá de ser feito. Willy publica romances e é figura colunável em uma Paris intelectualizada e boêmia, mas enfrenta profunda crise financeira.


A personagem Claudine chega ao teatro
Divulgação

A personagem Claudine chega ao teatro

Essas circunstâncias favorecem uma experiência. Sem poder pagar pelos escritores que habitualmente colaboram com sua editora, ele resolver escalar sua mulher como ghost writer.

A personagem Claudine, seus anseios e elaborações sobre a sociedade francesa, bem como suas picardias sexuais, calam forte junto a um público cioso por uma literatura escandalosa e instigante.

O inesperado sucesso, claro, promove Willy e Colette a outro patamar naquela cena burguesa, mas estabelece também outra dinâmica entre marido e mulher, uma que Wash Westmoreland desvela com apreço e minúcia revestindo seu filme de um delicado erotismo, mas também de um crescendo dramático consciencioso.

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Os trunfos de Colette

A maneira como o longa aborda a emancipação criativa, sexual e social de Colette em relação não só a seu marido, mas às amarras culturais da época é o aspecto mais entusiasmante de um filme repleto de pequenas delícias e sutis apontamentos, como a personagem de Denise Gouh. Sua Missy é um transgênero antes da formulação do conceito e sua importância para o amadurecimento intelectual, mas também emocional da protagonista constitui um comentário valoroso sobre o valor de se pensar uma agenda enquanto comunidade.


Keira Knightley em cena de Colette
Divulgação

Keira Knightley em cena de Colette

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Em um filme sem acontecimentos cataclísmicos, que se organiza como uma biografia e em que a sexualidade é um elemento tão latente quanto banal, seria natural uma recepção desentusiasmada. Mas é aí que Keira Knightley muda os sinais da equação. Sua atuação incisiva nos detalhes, absoluta nos olhares e gestos, e generosa nas sugestões dá ao filme outro tipo de materialidade, algo transcendental. O filme acaba, mas é impossível despedir-se de Colette
.

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Zezé Di Camargo e Luciano encerram comemorações pelos 46 anos de Tangará da Serra

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Foto: Assessoria de Imprensa

Fechando as celebrações do 46º aniversário de emancipação político/administrativa de Tangará da Serra, uma apresentação da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano neste domingo, 15, lotou o Módulo Esportivo, palco onde os artistas cantaram seus sucessos e encantaram o público.

Com entrada franca, o show faz parte do projeto ‘Consertos Ihara’ que leva para o interior do país o melhor da música nacional. O evento estava programado para acontecer em 2020, mas foi adiado devido à pandemia da Covid-19.

No palco com a dupla sertaneja, se apresentou a Orquestra Contemporânea Innovare. “O Concertos Ihara vem cumprir o objetivo de interiorizar a cultura e valorizar as pessoas que ajudam, dia após dia, a construir a história desse imenso país”, frisou a organização do evento que contou com o apoio do Município.

Foto: Assessoria de Imprensa

“São projetos sociais e culturais como esse que reforçam que, além de levarmos soluções inovadoras para a agricultura brasileira, também buscamos fortalecer nosso comprometimento com as comunidades onde atuamos”, afirma Gabriel Saul, Gerente de Comunicação da Ihara.

O projeto é enquadrado na Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Ihara, apoio da Prefeitura e realização do Ministério do Turismo.

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Xuxa cita dupla personalidade de Pelé e momento quente com Senna

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Xuxa Meneghel já namorou Pelé e Ayrton Senna
Reprodução/Divulgação

Xuxa Meneghel já namorou Pelé e Ayrton Senna

Xuxa vive uma história de amor madura com o ator e cantor Junno Andrade. A apresentadora, de 59 anos, diz que seus relacionamentos a levaram à forma com ela encara, atualmente, a vida a dois. Alguns deles acompanhados de perto pelos olhos atentos do público, como Pelé e Ayrton Senna. Este último, um relacionamento intenso, mas que não durou muito tempo. Nas palavras da apresentadora, ambos tinham uma conexão que “era difícil para as outras pessoas entenderem”.

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Xuxa revelou até o que ocorria na intimidade entre ela e o piloto. A apresentadora narrou, por exemplo, um momento quente do casal quando pediu para que ele usasse um capacete.

“Na hora em que a gente foi ficar junto, ele começou a puxar o meu cabelo, como se fosse uma chuquinha, para cima. Aí eu olhei para ele e disse: ‘Ah, você quer ficar com a Xuxa da televisão’… Não tem problema, boto a bota, chuquinha, mas você coloca o capacete?”, disse ela ao programa “Papagaio Falante”, no Youtube.

Ainda segundo ela, isso aconteceu após ela narrar para Beco, apelido pelo qual chamava Ayrton, um episódio de um relacionamento anterior em que, na hora do rala e rola, o parceiro pediu para que ela cantasse “Quem quer pão?”.

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Xuxa falou ainda sobre seu relacionamento com Pelé. Disse que o ex-jogador foi seu “primeiro amor, um grande amor”. Eles se conheceram durante um ensaio fotográfico para uma capa de revista. Ficaram juntos por cerca de seis anos. A apresentadora, porém, destacou que não foi um período “fácil” e citou que Pelé tinha “dupla personalidade”.

“Foi dos17 aos 23. Ele tem dupla personalidade, fala na terceira pessoa. Eu me apaixonei pelo Dico (apelido), que era apaixonado, era familia”, disse Xuxa sobre ele na intimidade.

Diferente da forma que agia quando o astro do futebol entrava em cena: “Às vezes chegava com camisa suja de batom. Dizia: ‘essas mulheres ficam querendo agarrar o Pelé’. Eu era muito nova. Não foi fácil.”

No início do relacionamento, Xuxa contou que Pelé levou as modelos que participaram do ensaio para uma boate. Na hora da despedida, ele deu um beijo “quase na boca” da apresentadora.

“Meu coração bateu mais forte. (Posteriormente) mandava flores para minha mãe. Conversava com o meu pai”, completa ela, que, no início do relacionamento, só saía com Pelé depois da autorização dos pais.

Fonte: IG GENTE

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