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Saúde

Com brasileiro, OMS cria grupo de elite para investigar novas doenças

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O brasileiro Carlos Morel fará parte de grupo de estudos da OMS
Peter Ilicciev/Fiocruz

O brasileiro Carlos Morel fará parte de grupo de estudos da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou hoje a criação de um painel cientistas que vão desenhar um programa de pesquisas para estudar o surgimento de novos patógenos, como o coronavírus causador da Covid-19. Reclamando de “politização” da ciência, a entidade afirma que a iniciativa busca melhorar pesquisas para elucidar a origem de novos micróbios e avançar na prevenção antes que se espalhem.

O comitê, batizado com o acrônimo SAGO (Grupo de Aconselhamento Científico para a Origem de Novos Patógenos), terá composição de 26 cientistas. Os nomeados foram anunciados hoje, e entre eles se encontra o do brasileiro Carlos Morel, ex-presidente da Fiocruz. A composição do painel foi escolhida a partir da indicação de mais de 700 cientistas, que ainda devem passar por uma etapa final de consulta pública e confirmação.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, a motivação para criação do novo grupo tem relação com a dificuldade de se determinar qual foi exatamente a origem do Sars-CoV-2 e de sua importância para prevenir futuras epidemias.

“O surgimento de novos vírus com o potencial de desencadear epidemias e pandemias é um fato da natureza, e apesar de o Sars-CoV-2 ser o mais novo deles, ele não será o último”, afirmou o médico, em pronunciamento.

“Entender de onde vêm novos patógenos é essencial para prevenir futuros surtos com potencial epidêmico e pandêmico, e requer uma vasta gama de expertises. Estamos muito satisfeitos com a competência dos especialistas escolhidos para o SAGO no mundo todo, e estamos ansiosos por trabalhar com eles para tornar o mundo mais seguro.”

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Entre outros nomes indicados para o grupo estão o epidemiologista John Watson, do University College de Londres, o geneticista Yungui Yang, do Instituto de Genômica de Pequim, e Inger Damon, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Em um artigo publicado como editorial da revista Science, Tedros e dois colegas de alto escalão da OMS, Michael Ryan e Maria Van Kerkhove, afirma que uma das razões para criação do SAGO é conter a pressão política que se criou sobre a investigação da origem da Covid-19, e tentar manter os trabalhos na área no campo mais técnico.

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“Os processos científicos foram feridos pela politização, razão pela qual a comunidade global de pesquisa precisa redobrar esforços para impulsioná-los”, afirma o trio.

Como a composição do SAGO inclui cientistas de todas as regiões do planetae diversas áreas de especialização, a OMS diz esperar que o novo painel tenha mais liberdade e autonomia para conduzir investigações e fazer avaliações de risco sobre novos vírus e bactérias. O grupo atuará formalmente como um braço da diretoria-geral da OMS.

No artigo da Science, os chefes da OMS afirmam que a origem da Covid-19 ainda é umam questão a ser respondida, e o novo painel de especialistas deve abordá-la. Após terem elogiado o governo chinês nos primeiros meses da pandemia em 2020, Tedros e seus coautores têm sido mais duros com a cobrança de transparência neste ano.

“Investigações detalhadas sobre os primeiros casos confirmados e suspeitos na China, antes de dezembro de 2019, precisam ser feitos com urgência, incluindo análises de amostras de sangue armazenadas naquele ano em Wuhan e proximidades, além de buscas retroativas por casos anteriores em dados de hospitais e registros de óbito”, escrevem os cientistas.

O trio tem tratado a hipótese de passagem de um vírus de morcego para humanos como a mais plausível a ser considerada, mas afirma que ainda não eliminou outras. “Um acidente de laboratório não pode ser descartado até que tenhamos evidência suficiente para fazê-lo”, escrevem.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Pfizer: Vacina é 91% eficaz em crianças de 5 a 11 anos

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Eficácia da Pfizer está sendo testada em crianças nos EUA
Reprodução: ACidade ON

Eficácia da Pfizer está sendo testada em crianças nos EUA

Um estudo publicado hoje pela Pfizer aponta que a vacina contra covid-19 da farmacêutica é segura em crianças de 5 a 11 anos, e apresentam cerca de 91% de eficácia nessa faixa etária.

Os Estados Unidos estão avaliando abrir a vacinação para esse público, e segundo a Associated Press, a aplicação pode começar já no próximo mês se o imunizante for aprovado pelas autoridades sanitárias.

O FDA, uma espécie de Anvisa do país, vai publicar seu parecer independente sobre os dados de segurança e eficácia da empresa no final do dia.

As evidências apresentadas pela Pfizer serão debatidos publicamente pelos consultores do FDA na próxima semana. Para manter as crianças na escola, a expectativa é de que a faixa etária de vacinação possa ser estendida – atualmente, maiores de 12 anos já podem se vacinar.

Fonte: IG SAÚDE

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Surto de salmonela atinge 37 estados dos EUA

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EUA enfrentam surto de salmonela
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EUA enfrentam surto de salmonela

Os Estados Unidos enfrentam um surto de salmonela em cerca de 37 estados. Segundo as autoridades federais de saúde, mais de 600 pessoas já adoeceram pela bactéria. A suspeita é de que as infecções estejam relacionadas a vários tipos de cebolas importadas.

“Dados epidemiológicos e de rastreamento mostram que uma fonte de infecções neste surto são cebolas roxas, brancas e amarelas importadas de Chihuahua, no México, e distribuídas nos Estados Unidos pela ProSource Inc”, informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) em um comunicado.

Muitos dos infectados comeram cebolas em um mesmo restaurante, segundo entrevistas conduzidas pelo CDC. O número de pessoas e estados afetados pode ser maior que relatado.

Segundo a agência, “isso ocorre porque muitas pessoas se recuperam sem atenção médica e não são testadas para salmonela”.

Os sintomas da salmonela incluem diarreia com sangue, febre alta, vômitos e desidratação, que aparecem de seis horas a seis dias após a infecção. O CDC investiga se outras cebolas e fornecedores podem estar ligados ao surto.

Fonte: IG SAÚDE

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