conecte-se conosco



Nacional

Cientista cria bebês resistentes ao HIV e gera dúvidas no meio científico

Publicado


Cientista chinês cria bebês resistentes ao HIV
Reprodução/MIT

Cientista chinês cria bebês resistentes ao HIV

O pesquisador chinês He Jiuankui revelou, nesta segunda-feira (26), o nascimento de bebês resistentes ao vírus causador da Aids, o HIV. Nascidos no mês passado, de acordo com o cientista, as gêmeas tiveram seu DNA modificado graças a um “potente instrumento” que reescreve o código genético. A nova engenharia genética denominada como Crispr foi utilizada por Jiuankui para atingir o resultado.

Leia também: Falta investimento para conter epidemia de HIV no mundo, dizem pesquisadores

De acordo como cientista, a operação foi feita através da alteração dos embriões de sete casais que realizavam tratamento de fertilidade. Com o objetivo de atribuir aos embriões a capacidade de resistir a possíveis infecções por HIV , a intervenção foi feita no principal receptor no qual se liga o vírus, o CCR5. O experimento resultou em apenas uma gravidez até agora.

A técnica utilizada é um procedimento proibido nos Estados Unidos, segundo alega um cientista americano que trabalhou com Jiuankui. O veto veio do temor que as mudanças genéticas causam no ramo científico, não só nos Estados Unidos, mas também no resto do mundo, devido ao risco de que sejam causados danos em outros genes que não estavam anteriormente danificados.

Em 2003, as clínicas chinesas foram proibidas de realizar a transferência de embriões geneticamente modificados a fim de iniciar uma gravidez. Por esse motivo, o pesquisador encontra-se agora sob investigação a fim de descobrir se os métodos infringiram leis e regulações chinesas. 

Leia mais:  Bolsonaro afirma que intervenção federal não será prorrogada em seu governo

Caso a alteração genética nos bebês seja comprovada, excluindo as questões legais que envolvem o processo, a descoberta será considerada como um grande e promissor avanço científico. Os resultados não tiveram a confirmação por parte de nenhum cientista, a não ser o próprio He Jiuankui, que declarou os resultados em uma conferência internacional sobre edição de genes.

A declaração gerou uma onda de críticas entre especialistas chineses que apontam que o experimento criava riscos inaceitáveis para atingir um objetivo questionável.

“Essas duas crianças são as cobaias. Eles passaram por todo o seu processo de gestação sem terem entendido os riscos com antecedência”, disse Liu Ying, do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Pequim.

Leia também: Um em cada cinco homens que fazem sexo com outros homens tem HIV, diz pesquisa

Outro grupo de 122 cientistas também condenou a pesquisa de Jiuankui e pediu pelo estabelecimento de uma governança legal sobre a manipulação de genes.

“Isso representa um grande golpe para a imagem e o desenvolvimento das ciências da vida chinesas no cenário global. É extremamente injusto para muitos estudiosos honestos e sinceros que trabalham para aderir às práticas morais nas ciências”, afirmaram.

A experiência veio descrita em um documento publicado pela Universidade de Ciência e Tecnologia, da cidade chinesa Shenzen, e noticiada pela revista do Instituto Americano de Massachusetts (MIT). De acordo com a publicação, a pesquisa teve o consenso do Comitê Ético para que fosse conduzida.

Leia mais:  Futuro ministro da Saúde diz que Mais Médicos parecia convênio entre Cuba e o PT

He Jiuankui afirmou que os pais das gêmeas, batizadas de Lulu e Nana, não quiseram ser identificados ou entrevistados e, devido a isso, o cientista desconhece o lugar em que eles moram e onde o trabalho foi feito.

Erradicação do vírus HIV


Resposta ao combate à Aids está abaixo das metas globais estabelecidas para 2030
Adair Gomes/ Imprensa MG

Resposta ao combate à Aids está abaixo das metas globais estabelecidas para 2030

Nos últimos anos, o número de novas infecções causadas pelo HIV veio aumentando em cerca de 50 países e, no cenário global, decaiu apenas 18% nos últimos sete anos (2,2 milhões em 2010 para 1,8 milhão, no ano passado).

De acordo com um relatório divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), o ritmo de progresso em relação aos combate ao vírus, pela primeira vez,  não está em alinhamento com as metas globais  que preveem a eliminação da Aids até 2030.

Entre os fatores que têm influenciado nesses dados estão o conservadorismo social, que intensifica a violência estrutural, dificultando na prevenção, e falhas no abastecimento de medicamentos, atrapalhando os tratamentos contra infecções ocasionadas pelo HIV .

*Com informações da ANSA

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Já apostou? Prêmio da Mega-Sena pode chegar a R$ 42 milhões neste sábado

Publicado

por


Aposta mínima da Mega-Sena (seis números) custa R$ 3,50 e pode ser feita em qualquer casa lotérica do País
Paulo Pinto/Fotos Públicas

Aposta mínima da Mega-Sena (seis números) custa R$ 3,50 e pode ser feita em qualquer casa lotérica do País

Um sortudo pode ganhar até R$ 42 milhões no próximo concurso da  Mega-Sena , que será realizado neste sábado (15). O prêmio acumulou depois que ninguém acertou as seis dezenas do sorteio da última quarta-feira (12).

No entanto, a  Mega-Sena  deixou muita gente sorrindo a toa. A quina teve 82 apostas ganhadoras, sendo que cada apostador ficou com R$ 35.639,55. A quadra teve 5.610 apostas ganhadoras, ficando cada uma com R$ 744,19.

Para participar, é necessário realizar uma aposta mínima de R$ 3,50 em qualquer uma das 13 mil lotéricas espalhadas pelo País.  Apostadores também podem entrar no sorteio pela internet, o valor mínimo para fazer uma compra pelo sistema online é de R$ 30 em apostas. O serviço do site funciona 24 horas por dia.

Esse é um concurso realizado pela  Caixa  Econômica Federal que pode pagar milhões ao apostador que acertar seis números, que são sorteados ao menos duas vezes por semana – normalmente, de quarta-feira e sábado. Ainda é possível ganhar prêmios menores ao acertar quatro (Quadra) ou cinco dezenas (Quina).

Leia também: Eles foram premiados, mas perderam tudo 

O próprio jogador pode escolher os números da aposta ou tentar a sorte com a “Surpresinha”, em que o sistema das  lotéricas  escolhe os números. É possível também concorrer com as mesmas dezenas por dois, quatro ou oito concursos consecutivos na chamada “Teimosinha”.

Leia mais:  Renan Calheiros defende médium João de Deus: “ele é patrimônio nosso”

Como jogar na Mega-Sena


Para concorrer ao prêmio da Mega-Sena, é preciso escolher pelo menos seis números entre os 60 disponíveis
iG São Paulo

Para concorrer ao prêmio da Mega-Sena, é preciso escolher pelo menos seis números entre os 60 disponíveis

Os prêmios iniciais costumam ser em torno de R$ 2,5 milhões para quem acerta seis dezenas. O valor vai acumulando a cada concurso sem vencedor. Também é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para isso, é preciso marcar de 6 a 15 números do volante.

Leia também: Apostas para a Mega da Virada 2018 já estão abertas em todo o país 

O prêmio bruto da  Mega-Sena  corresponde a 46% da arrecadação. Dessa porcentagem, 35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados, 19% entre os acertadores de 5 números (Quina), 19% entre os acertadores de 4 números ( Quadra ), 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5 e 5% ficam acumulado para a primeira faixa (Sena) do último concurso do ano de final zero ou 5.

Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Freixo diz que não acredita na ligação de milícias com  a morte de Marielle

Publicado

por


Marcelo Freixo falou sobre os riscos de vida que corre e criticou suspeitas levantadas sobre assassinato de Marielle Franco
Cristina Indio de Brasil/Agência Brasil

Marcelo Freixo falou sobre os riscos de vida que corre e criticou suspeitas levantadas sobre assassinato de Marielle Franco

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ) disse não ter dúvida de que continuará recebendo ameaças enquanto a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ) não for esclarecida. Ainda assim, disse que não tem razão para acreditar que o suposto plano para mata-lo tenha vindo do mesmo grupo que assassinou a vereadora. Na última quarta-feira (14), Freixo recebeu a informação de que seria morto durante evento neste fim de semana.

Leia também: Polícia cumpre primeiros mandados de prisão ligados à morte de Marielle Franco

“Se nós não descobrirmos quem mandou matar Marielle e porque mandou matar, isso significa dizer que um grupo político pode ter a violência como método, um grupo político pode se contrariado matar. Talvez eles descubram que podem matar não só uma juíza, não só uma deputada, não só uma vereadora, mas podem matar um promotor, uma jornalista, podem matar outros. Basta que seus interesses sejam ameaçados”, afirmou Marcelo Freixo .

O deputado também criticou a declaração do secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, em entrevista publicada nesta sexta-feira (14) no jornal  O Estado de S. Paulo , que atribuiu a morte de Marielle Franco a milicianos interessados na grilagem de terrenos na zona oeste do Rio . O deputado estadual disse que não interessa mais declarações de autoridades sobre as possíveis causas e que o secretário deveria esclarecer o crime e não falar de possibilidades.

Leia mais:  TSE julga nesta terça-feira prestação de contas da campanha de Bolsonaro

 “São nove meses de investigações. É tempo de apresentar provas e concluir o caso. A gente também não quer que, no final do ano, no afogadilho, do final da intervenção, seja apresentado qualquer resultado. Isso também não é aceitável”.

A CPI das Milícias , que tinha Freixo como presidente, terminou em novembro de 2008 com 226 indicados. Entre eles, políticos, policiais militares, agentes penitenciários e integrantes das Forças Armadas. No entanto, descartou a possiblidade de a morte de Marielle ser resultado do trabalho na CPI, quando era assessora, ou pela atuação dela contra as milícias, já durante o mandato.

“A Marielle não teve, no curto período que exerceu a vereança, que foi apenas um ano e três meses, uma atuação destacada em áreas de milícias. Ela não estava à frente de nenhuma CPI ou investigação. Houve um trabalho de sua assessoria de regularização fundiária de uma determinada região que não foi concluía, mas não foi ela. É claro que isso tem que ser investigado”, disse.

Desde o fim da CPI das Milícias, o deputado é acompanhado por uma escolta de segurança. Ele afirmou que pretende continuar com o mesmo grupo, o qual já conhece como atua. Em fevereiro, Freixo, que foi eleito deputado federal, começará a trabalhar em Brasília.

O parlamentar não acredita que precisará mudar a equipe de escolta por policiais federais, porque pretende contar em Brasília com a proteção da Polícia Legislativa da Câmara Federal.

Leia mais:  Bolsonaro afirma que intervenção federal não será prorrogada em seu governo

*Com Agência Brasil

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana