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Chantageada por nude? Entenda o que é sexting e como agir nessa situação

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Como boa noveleira que é, quando assistiu a cena em que Marilda, personagem de Letícia Spiller na novela da Rede Globo “O Sétimo Guardião”, é ameaçada por Valentina, interpretada por Lilia Cabral, de ter um vídeo em que aparece nua exposto, a produtora de eventos Maria*, de 29 anos, sentiu um frio na espinha como se estivesse revivendo um passado não muito distante. “Só quem foi vítima de sexting sabe o que é isso”, desabafa.


A personagem de Letícia Spiller, Marilda, é ameçada de sexting pela irmã Valentina, interpretada por Lilia Cabral
Divulgação/TV Globo

A personagem de Letícia Spiller, Marilda, é ameçada de sexting pela irmã Valentina, interpretada por Lilia Cabral

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O termo pode parecer desconhecido, mas provavelmente você já ouviu falar dele ou até mesmo esbarrou com algum caso de sexting por aí. Trata-se de quando alguém envia mensagens, fotos ou vídeos com conteúdo sexual explícito na internet.

Na trama, Marilda é gravada enquanto andava nua pela cidade e isso vira objeto de chantagem. Não foi ela quem enviou um vídeo íntimo ou um nude para um parceiro, por exemplo. O que aproxima o caso da realidade são as ameaças sofridas pela personagem e o medo de ser exposta. 

“Quando percebi que a chantagem era real, eu não conseguia mais fazer nada direito. Era como se minha vida estivesse acabada”, conta Maria.

Ameaças na vida real


Sexting não é considerada uma prática ilegal, mas ser ameaçada sim, explica o advogado Leonardo Pacheco
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Sexting não é considerada uma prática ilegal, mas ser ameaçada sim, explica o advogado Leonardo Pacheco

Infelizmente, situções como a de Maria não são raras. Vira e mexe casos como esse se tornam notícia quando envolvem pessoas famosas ou acabam em tragédia. “Vi mulheres que entraram em depressão, que até chegaram a cometer suicídio por conta de uma foto íntima vazada. Eu sabia dos riscos, mas nunca pensei que pudesse acontecer comigo porque achei que estava enviando as imagens para uma pessoa que me amava”, afirma Maria. 

Há um ano, ela e o namorado, que estavam juntos há três anos, resolveram trocar imagens provocantes pelo celular para tentar salvar a relação, que estava esfriando. Em muitas fotos ela aparecia sem roupa, quase sempre a pedido do namorado.

“Até que descobri uma traição dele com uma prima minha e tive coragem para terminar aquele relacionamento que não ia bem há muito tempo. Fiquei com raiva e queria contar para todos os nossos familiares e amigos que ele havia me traído. Foi aí que ele me ameaçou”, relembra.

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“Quase arruinou minha vida”


Quando descobriu que o sexting poderia ser divulgado, Maria ficou desesperada e deprimida
Pexels

Quando descobriu que o sexting poderia ser divulgado, Maria ficou desesperada e deprimida

Só o fato de saber que poderia ter um nude seu vazado deixava Maria sem rumo. “Desisti de contar o que tinha acontecido, mas mesmo assim não sosseguei. Fiquei três semanas sem comer e dormir direito, não conseguia trabalhar, não conseguia fazer nada e chorava muito. Quase arruinou minha vida.”

O maior medo de Maria era de como seus pais e outros familiares reagiriam. O possível comportamento da família da produtora de eventos é um reflexo da sociedade. As mulheres são as mais prejudicadas nesses casos. Só em 2017, a ONG Safernet, um canal online que auxilia vítimas de crimes digitais, mostra que realizou 204 atendimentos relacionados a sexting e exposição íntima em que a vítima era uma mulher, enquanto foram registrados 85 atendimentos contra homens.

Com medo do que poderia acontecer e com a ameaça ficando cada vez mais séria, Maria conta que tomou coragem e falou a verdade para os pais. “Não foi fácil tomar essa decisão, mas meu psicológico já estava muito abalado e eu achei que falando com eles me sentiria mais aliviada, caso tivesse as fotos expostas.”

De fato falar com a família ajudou e tirou o peso de suas costas. No entanto, não foi suficiente e ela resolveu dar ouvidos aos conselhos dos amigos e buscou ajuda psicológica. “Foi o que me salvou.”

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Divulgar sexting sem autorização é crime


Mulheres devem ser encorajadas a denunciarem chantagem por sexting, considerada uma prática ilegal
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Mulheres devem ser encorajadas a denunciarem chantagem por sexting, considerada uma prática ilegal

Sem saber sobre se tinha ou não direito de buscar ajuda jurídica – e também constrangida e deprimida com a situação -, Maria se sentiu desamparada em um primeiro momento e optou por não registrar o caso na Justiça, com medo de desgaste, de tomar tempo e de até mesmo não dar em nada.

“Ainda que não ocorra uma punição mais grave, levar o processo adiante fará com que o criminoso agressor receba uma punição bem mais severa em caso de reincidência”, afirma o advogado Leonardo Serra de Almeida Pacheco, especialista em Direito Digital.

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Ele explica que é comum a dúvida sobre ser ou não crime a chantagem por nude, mas que existem várias formas que fazem com que a prática possa ser interpretada como ilegal, como é descrito o crime de extorsão no artigo 158 do Código Penal, com pena de reclusão de quatro a dez anos e multa.

“O problema é que este crime determina que o intuito tem que ser para obter vantagem econômica. Ou seja: se o sujeito pede dinheiro, ou algo equivalente, para não divulgar um nude, é caracterizado como extorsão”, explica.

E se a pessoa que ameaça não está interessada em dinheiro? “Tive casos no escritório que o sujeito estava de posse de fotos e vídeos íntimos de garotas e as ameaçavam de compartilhar as imagens, exceto se elas se exibissem na webcâmera para eles.”

Apesar de não poder ser caracterizado como extorsão, o caso pode ser interpretado como estupro.

“A pessoa que exige que a outra se exiba, se masturbe ou até mesmo transe com ele, sob pena de divulgação de uma foto ou vídeo íntimo, não está constrangendo – mediante grave ameaça (a divulgação da intimidade é grave para a vítima) – a praticar que com ele se pratique outro ato libidinoso? Eu entendo que sim. Por isso entendo ser possível classificar como a prática de estupro”, analisa.

Em casos de chantagem psicológica, como aconteceu com Maria, a situação também pode ser enquadrada como crime, com base na Lei Maria da Penha, onde são consideradas formas de violência doméstica e familiar contra a mulher violência física, violência psicológica, violência sexual, violência patrimonial e violência moral.

“Não devemos nos calar. A cada mulher que se omite quando é ameaçada deixa um homem achar que pode ter poder sobre ela. Não somos culpadas pela falta de carater de outra pessoa. Sou muito mais do que um nude”, encoraja Maria.

Se ameaçada por sexting , o ideal é buscar apoio da Justiça, amigos e psicólogo, se for o caso. “A mulher nunca deve se esquecer de deixar claro que é ela a vítima de um crime. E não a criminosa. O registro, a filmagem, a fotografia e o amor consensuais não são crimes. Mas a divulgação sem autorização é”, declara o advogado. E completa: “A vergonha deve ser de quem divulgou, de quem mentiu, de quem traiu a confiança. Nunca de quem amou e confiou.”

*Nome fictício para preservar a identidade da entrevistada

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Saiba como “esfriar” o sexo no calor

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O verão está cada vez mais próximo, e os dias mais quentes da primavera já mostram que quem quer aproveitar um momento de amor com o parceiro terá que fazer o inverso do que é mais buscado para conseguir aproveitar o sexo no calor: terá de “esfriar” as coisas.


Uso de algumas
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Uso de algumas “técnicas” pode deixar o sexo no calor mais refrescante e ainda afasta a moleza das altas temperaturas

Mas fica tranquila, não queremos que o tesão de vocês diminua . Muito pelo contrário, o que a gente quer é te ajudar a espantar aquela moleza dos dias mais quentes para que você consiga fazer sexo no calor sem nenhum problema – ou até mesmo passar mal.

E seja no calor ou no frio, vale lembrar sempre que antes de qualquer relação sexual ou novidade no ato é essencial que todas as pessoas envolvidas no contexto erótico estejam de acordo com as ideias que serão praticadas. Se alguém não concordar com o que for proposto, não tem jeito, é partir para outra forma de fazer sexo .

E você já separou a camisinha também? Seja o preservativo feminino  ou o masculino, o sexo seguro não evita apenas uma gravidez indesejada ou IST (infecção sexualmente transmissível), mas também deixa mulheres e homens mais tranquilos e sem preocupações para transar. Sente dificuldade na penetração com camisinha? Invista então nos lubrificantes à base de água. Agora, vamos às dicas para o sexo no calor.

Dicas para um sexo no calor mais refrescante


Desde a escolha de um ambiente arejado até o uso de cubos de gelo, vale quase tudo na hora de refrescar o sexo no calor
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Desde a escolha de um ambiente arejado até o uso de cubos de gelo, vale quase tudo na hora de refrescar o sexo no calor

O melhor de tudo é que não é preciso investir muito dinheiro para refrescar o sexo nos dias quentes. É fato que menos é mais nesse caso, já que quanto menos coisa na cama nessa hora melhor. Mas vale reservar um dinheiro para inovar e deixar tudo mais gostoso:

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1. Busque um ambiente arejado, com ventilador ou ar condicionado


Deixar o ar circular no quarto ou no ambiente da relação é o primeiro passo para deixar o sexo no calor mais agradável
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Deixar o ar circular no quarto ou no ambiente da relação é o primeiro passo para deixar o sexo no calor mais agradável

A primeira forma de “esfriar” o sexo no calor é escolhendo um lugar arejado, que haja circulação de ar. Mas caso isso não seja possível, o uso de ventilador ou ar condicionado é uma boa opção. Caso vocês não tenham em casa, por que não investir em um motel?

Além de o sexo fora de casa ser uma forma que inovar e sair da rotina, lugares como um motel costumam ter ar condicionado dentro dos quartos, deixando a temperatura ambiente mais agradável nos dias de verão e/ou muito quentes.

Em casa, também existe a possibilidade de deixar janelas e portas abertas para o ar circular – desde que não haja mais ninguém na residência que não esteja participando do ato sexual, é claro. Porém nessa hora é preciso tomar cuidado com os vizinhos também. Se a janela não dá para “o nada”, mas, sim, para a sacada de um vizinho, por exemplo, pode ficar mais complicado.

2. Banheira pode ser alternativa


Transar em banheira pode ser ruim porque a água atrapalha a lubrificação, mas no sexo no calor dá para
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Transar em banheira pode ser ruim porque a água atrapalha a lubrificação, mas no sexo no calor dá para “brincar” antes

O sexo na banheira pode ser uma boa forma de afastar o calor, mas há um problemão: atrapalha a lubrificação. E atrapalhando a lubrificação, atrapalha tudo no sexo, já que a penetração não vai rolar da forma que deve ocorrer.

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A ideia aqui é usar a banheira para as formas de sexo sem penetração , masturbação e/ou preliminares. Vocês podem “brincar” dentro da água e depois avançar o ato fora dela, com bastante lubrificação – as mulheres agradecem, e muito!

3. Chuveiro vai deixar vocês ainda mais molhados


Água no chuveiro vai escorrer pelo corpo e não ficar parada como na banheira, e a ducha é melhor para o sexo no calor
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Água no chuveiro vai escorrer pelo corpo e não ficar parada como na banheira, e a ducha é melhor para o sexo no calor

Saindo da banheira, por que não aproveitar o chuveiro para começar o sexo com penetração? Como o casal não vai ficar dentro da água nesse caso, já que ela vai apenas escorrer pelo corpo dos dois, dá para encontrar posições sexuais em que a água não atrapalhe a lubrificação da mulher ou da camisinha em si.

4. Invista em posições simples


Posições muito difíceis vão fazer o casal se esforçar e ficar mais quente, então o mais básico é melhor no sexo no calor
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Posições muito difíceis vão fazer o casal se esforçar e ficar mais quente, então o mais básico é melhor no sexo no calor

Não adianta querer inovar nas posições sexuais quando o assunto é sexo no calor, a não ser que vocês queiram ficar muito suados. O melhor nesse caso é investir em posições mais simples, que não vão gastar muito da energia de vocês.

Outra ideia é apostar em posições em que vocês não tenham de ficar muito grudados, como a posição em que a mulher fica de quatro para o homem penetrar por trás. Ou então vocês podem apostar no sexo em pé para não ter de deitar na cama, que costuma esquentar com o contato com o corpo – ainda mais com dois ou mais corpos transando. 

5. Abuse dos acessórios refrescantes


Borrifar água no parceiro durante o sexo no calor pode ser boa alternativa para refrescar a transa – e ainda é divertido
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Borrifar água no parceiro durante o sexo no calor pode ser boa alternativa para refrescar a transa – e ainda é divertido

Você sabia que existem acessórios sexuais para refrescar o ato sexual? Desde cremes e diferentes tipos de gel com o objetivo de refrescar o casal e que podem ser usados em uma massagem pré-sexo a até lubrificantes e calcinhas comestíveis com sabor hortelã, os produtos disponíveis em sex shops também podem ajudar a combater o calor na hora da transa.

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Porém, se você não quer gastar, há duas opções básicas fáceis de encontrar em casa: cubos de gelo e um borrifador de água. As borrifadas podem ser dadas durante as trocas de posições, mas o cubo de gelo ainda pode entrar como uma graça no
sexo no calor , estimulando os sentidos do parceiro. Tesão certo! (Ah! E não se esqueça de se hidratar também.)

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Jovem conta como comentário sobre seu peso no Natal foi um gatilho para bulimia

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Há diversas maneiras de celebrar o Natal em família sem causar problemas. Uma delas é evitar falar sobre a aparência das pessoas. Até a frase “E os namoradinhos?” soa menos inapropriada – embora seja péssima – do que comentários sobre o peso de alguém. Não entendeu o motivo? Simples: além de quase sempre serem carregadas de preconceito, essas falas podem ser um gatilho para que quem as ouve desenvolva doenças sérias , como bulimia, anorexia e depressão.


Georgie sofreu de bulimia durante oito anos, mas não havia contado aos familiares sobre a doença com medo de ser julgada
Reprodução/Facebook

Georgie sofreu de bulimia durante oito anos, mas não havia contado aos familiares sobre a doença com medo de ser julgada

Não, não é exagero. A história de Georgie Kelly é um exemplo disso. A jovem, que sofreu de bulimia por quase oito anos, conta que um comentário maldoso feito por um parente na noite do Natal fez com que a doença se desencadeasse novamente, quase levando-a ao suicídio.

“Na minha família, durante a ceia, sempre temos um buffet e uma mesa de sobremesas à nossa disposição. Eu estava me sentindo um pouco melhor na época, não havia ficado doente [por conta da bulimia] por um ano, então decidi pegar duas fatias de bolo de Natal”, lembra a britânica, de 21 anos.

Foi então que um familiar achou que poderia repreendê-la ao avaliar seu corpo, considerado “acima do padrão” por ele e insinuou que ela deveria perder peso . “Me observando, ele disse: ‘Georgie, você não precisa de mais bolo’. Bastou essa frase para que todas as minhas inseguranças voltassem”, conta ela.

O que é bulimia?


Diferente da anorexia, a bulimia nervosa se dá quando a pessoa passa a comer compulsivamente e usar métodos para perder peso, como abusar de laxantes ou induzir o vômito
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Diferente da anorexia, a bulimia nervosa se dá quando a pessoa passa a comer compulsivamente e usar métodos para perder peso, como abusar de laxantes ou induzir o vômito

Diferente da anorexia, outro distúrbio alimentar que é definido pela baixa ingestão de comida e resulta na perda de peso acentuada, a bulimia, ou bulimia nervosa, como também é chamada, ocorre quando a pessoa passa a ter episódios frequentes e incontroláveis de ingestão de grandes quantidades de alimentos, geralmente aqueles com alto teor calórico, e passa a adotar reações inadequadas para evitar o ganho de peso.

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Essas reações costumam ser por indução de vômitos, uso de laxativos e diuréticos, jejum prolongado ou até mesmo a prática exaustiva de atividade física.

Quem tem a doença não é conhecido pela magreza. Por serem mulheres jovens a maioiria das vítimas, o corpo delas parece obedecer o padrão, já que um dos comportamentos identificados como sinais do transtorno é o fato de elas cuidarem dele de forma obsessiva.

Entretanto, por seguirem dietas rigorosas, elas acabam perdendo o controle e passam a ingerir uma quantidade muito grande de alimentos, na maior parte das vezes, às escondidas. Assim, um sentimento de culpa e remorso as invade, o que as leva a recorrer aos métodos para evitar o ganho de peso. 

Em muitos casos, além de depressão, é possível que a pessoa também apresente problemas como a destruição do esmalte dos dentes, inflamação na garganta, sangramentos, problemas gastrintestinais, arritmias cardíacas e desidratação.

“As pessoas precisam entender que comentar o peso de alguém pode ser muito perigoso. Se você perceber que alguém perdeu peso, pergunte a essa pessoa como ela está, antes de dizer que ela está maravilhosa”, destaca a jovem.

“Eu entendo que as pessoas perdem peso por razões de saúde e para se sentir bem, mas pode haver outros motivos que as fizeram muito mal até alcançarem seus “objetivos”, alerta.

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Como a bulimia quase acabou com a vida de Georgie


Por conta da bulimia, jovem foi ficando deprimida e passou a ter pensamentos suicidas:
Reprodução/Facebook

Por conta da bulimia, jovem foi ficando deprimida e passou a ter pensamentos suicidas: “Eu não queria mais estar aqui”

Ela estava em seu último ano na Universidade de Worcester, no Reino Unido, estudando sociologia, quando ouviu o comentário cruel e impensado. “Na época eu estava escrevendo minha dissertação e me sentindo muito ansiosa, então comecei a ficar cada vez mais doente. Eu me sentia tão deprimida que não saí da cama por um mês”, afirma.

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Por se sentir culpada, ela passou a comer salada e frango por semanas após o episódio. “Eu costumava pensar comigo mesma que não queria mais estar aqui”, conta.

“Eu sabia que era bulímica, mas sempre me perguntava se alguém acreditaria em mim, já que eu não sou ‘magra o suficiente’ para ter a doença”, declara. No entanto, quando a bulimia ficou fora de controle, Georgie começou a se machucar.

Essa não foi a primeira vez que ela teve pensamentos e atitudes suicidas como consequência da doença. Dessa vez, quando reconheceu os sinais, telefonou para sua mãe, contou que queria se matar e se abriu sobre o transtorno alimentar que manteve em segredo por tantos anos.


Por não ser
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Por não ser “magra o suficiente” para ter bulimia, britânica achava que seus parentes não acreditariam que ela tinha a doença

“Ser bulímica me fez querer o suicídio por vários motivos. Por isso que é tão importante para mim deixar os outros saberem que aqueles que sofrem de um transtorno alimentar nem sempre são extremamente magros ou apresentam sinais claros”, ressalta.

Ela agora está em tratamento, fazendo sessões comportamentais cognitivas e admite que, embora considere estar em recuperação, sempre terá que lutar contra a doença e os pensamentos suicidas.

Mesmo assim, Georgie espera que sessões regulares com um profissional especializado em transtornos alimentares possam ajudá-la a permanecer no caminho certo.

“Sinais como perder muito peso e evitar situações sociais como festas de Natal podem significar que alguém está sofrendo de um distúrbio alimentar. Se seu filho está fazendo a refeição no quarto ou escondido, sempre pergunte o por quê”, adverte.

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O caso de bulimia de Georgie mostra como não é engraçado e nem vai ajudar ninguém fazer uma “piada” sobre o peso alheio. Se você realmente tem a intenção de cuidar de alguém que está acima do peso, certifique-se de que isso é realmente um problema para ela e pense em como oferecer apoio, de maneira empática e saudável.

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