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Catar inaugura estádio com ar-condicionado nos assentos para a Copa do Mundo

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estádio Al Wakrah
Igor Siqueira

Al Wakrah é o segundo estádio a ser entregue para a Copa do Mundo no Catar

A abertura do estádio Al Wakrah, nesta quinta-feira, na final da Copa do Emir, entre Al-Sadd e Al-Duhail, inaugura uma nova página tecnológica relacionada à preparação para a Copa do Mundo do Catar. A arena tem capacidade para 40 mil pessoas, é a segunda entregue para o Mundial, mas é a primeira na qual o sistema de condicionamento do ar é feito por saídas localizadas sob os assentos.

Famoso pelo design da cobertura, que virou motivo de piada na internet, o Al Wakrah é o primeiro estádio entregue pela organização da Copa que foi feito do zero. Quem o antecedeu na lista de arenas prontas é o Khalifa Stadium, um “vovô” para os padrões do Catar , cuja repaginação terminou em 2017 — reabrindo também para uma final da Copa do Emir — e envolveu uma refrigeração mais “tradicional”. 

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Na véspera da partida, Al-Sadd, de Xavi, e Al-Duhail, de Benatia, fizeram o reconhecimento da arena . Internamente, por causa do padrão Fifa , é difícil atribuir uma característica extremamente peculiar. Destacam-se a visão de baixo para cima da famosa cobertura, além do desenho dos assentos.


Estádio Al Wakrah
Igor Siqueira

Estádio Al Wakrah será palco da final da Copa do Emir nesta quinta-feira

Enquanto funcionários faziam os ajustes finais para a partida neste ainda empoeirado estádio, com cheiro de novo, o ar-condicionado estava em ação. A tecnologia aplicada foi desenvolvida por uma equipe chefiada pelo Dr. Saud Abdul-Ghani, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Qatar. No Al Wakrah, foi possível aplicar o método por completo. 

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“Como o Khalifa já era um estádio existente, não pudemos implementar toda a tecnologia que queríamos porque estávamos amarrados por estruturas de concreto e falta de espaço livre. Não pudemos, por exemplo, fornecer a refrigeração embaixo dos assentos. Mas usamos bocais que entregaram a exata quantidade de ar frio necessária para as pessoas aproveitarem o jogo confortavelmente”, explicou Abdul-Ghani.

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A cobertura do estádio, segundo o engenheiro, forma um mecanismo de defesa contra entrada do ar quente.

“A tecnologia trabalha para manter a bolha de ar frio por quanto tempo for necessário. No Al Wakrah Stadium, estamos usando uma técnica de circulação de ar, o que significa que reutilizamos parte do ar que já foi resfriado. Por isso a tecnologia do Al Wakrah é mais eficiente do que a do Khalifa”, completou Dr. Saud.


Saídas do ar-condicionado sob o assento
Igor Siqueira

Saídas do ar-condicionado sob o assento

Após a Copa do Mundo , a arena será usada pelo time local, que joga a segunda divisão do Qatar, e terá capacidade reduzida pela metade — ficando em 20 mil pessoas, com a retirada do anel superior. Os assentos serão destinados a outros países menos favorecidos financeiramente e que necessitam de contribuição para o desenvolvimento do futebol. 


Ele é o estádio que fica mais ao sul de Doha. A estação de metrô já está funcionando, mas ela fica um pouco distante. Por isso, há um serviço adicional de ônibus para levar os torcedores em um trajeto aproximado de 30 minutos.

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O Comitê Organizador Local não informa os preços dos estádios individualmente. Então, o investimento no Al Wakrah é apenas uma fatia do orçamento total de aproximadamente R$ 25 bilhões destinado a todas as construções de estádios e locais de treinamento para a Copa de 2022 .

Depois do Al Wakrah, o próximo estádio na fila para ficar pronto para a Copa do Catar é o Al Bayt, que fica em Al-Khor, ao norte de Doha.

Fonte: IG Esportes
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Combo Gre-Nal? Além da Copinha, dupla pode decidir Copa Santiago

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A final da Copa São Paulo de Futebol Júnior deste sábado (25) pode não ser a única entre Grêmio e Internacional no fim de semana. Nesta sexta-feira (24), a dupla gaúcha também briga por vagas na decisão da 32ª Copa Santiago de Futebol Juvenil, disputada no Estádio Alceu Duarte de Carvalho, na cidade de Santiago (RS). Às 19h (horário de Brasília), o Colorado faz a primeira das semifinais com o Palmeiras, que garantiu vaga ao vencer ontem (23) o Figueirense por 3 a 0. A segunda semifinal da noite de hoje (24) terá início às 21h: o Tricolor Gaúcho encara o Juventude em partida com transmissão ao vivo pela TV Brasil. Se vencerem, os rivais fazem o clássico gaúcho na decisão do título no domingo (26), às 10h, também com transmissão ao vivo na TV Brasil e reprise às 21h.

Nos elencos que estarão no gramado do Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) no sábado, às 10h, há vários jogadores que participaram ano passado da Copa Santiago. No Grêmio, cinco titulares e dois reservas do time da Copinha foram campeões do torneio juvenil em 2019: o goleiro Adriel, o lateral Vanderson, o zagueiro Natã, o meia Diego Rosa e os atacantes Pedro Lucas, Elias e Wesley.

No Inter, o lateral Leonardo, o meia Praxedes e o atacante Guilherme Pato faziam parte do grupo superado pelo Athletico Paranaense nas quartas de final da edição passada da competição na cidade de Santiago – o goleiro Emerson Júnior representou o Colorado na edição de 2018.

“Vejo muita tradição. Há oito, dez anos, não tinha tanto investimento [em formação] e essas competições é que seguravam a base no Brasil. Hoje, todas as equipes investem na base, mais campeonatos têm chancela da CBF [Confederação Brasileira de Futebol”, destacou Guilherme Bossle, técnico do sub-20 gremista, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (25), no Museu do Futebol, em São Paulo.

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Vantagem colorada

O histórico é favorável ao Internacional. Além de maior vencedor da Copa Santiago com 14 títulos, o Colorado conquistou quatro vezes a Copa São Paulo — a última em 1998, quando revelou o zagueiro Lúcio, pentacampeão mundial com a seleção brasileira em 2002. Já o Grêmio levantou a taça da competição juvenil sete vezes, mas nunca ganhou a Copinha. É a segunda vez que o Tricolor Gaúcho chega à final. Na única ocasião, em 1991, foi goleado pela Portuguesa do atacante Dener por 4 a 0.


Jogos da Copa Santiago

Você pode rever as partidas da Copa Santiago aqui.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Fonte: IG Esportes
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Coluna – Porque um pouco de perspectiva não faz mal

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Quando janeiro chegou, a realidade bateu: é ano de Olimpíada. Para muitas modalidades, isso é sinônimo de expectativas, que significam anos de resultados que servem como uma espécie de base de dados. No basquete 3×3, não é bem assim que funciona. Ele existe oficialmente como esporte organizado há pouco mais de uma década. Fará parte do programa olímpico pela primeira vez na Olimpíada deste ano. Fazer prognósticos se torna complicado. Muita coisa pode acontecer, inclusive nada. Afinal, para poder falar de planos em Tóquio, é preciso primeiro garantir presença lá. A seleção feminina não tem mais chances. A masculina ainda tem uma: o torneio Pré-Olímpico, que acontece em março, na Índia.

“Não somos favoritos (a conquistar a vaga)”, diz o técnico da seleção, Douglas Lorite. “A expectativa é chegar nas quartas de final. Se estivermos num bom momento, bem condicionados, podemos chegar à semifinal ou até à final. Mas vamos precisar ‘ralar’ muito para chegar lá.”

Em Nova Délhi (Índia) o Brasil disputará três vagas com outras 19 equipes. No final das contas, podem ser quatro, já que um dos países já classificados é a Rússia, recentemente banida de competições por causa de doping. Décima-quarta colocada no ranking da FIBA, a seleção brasileira, que está no grupo A, vai se deparar, logo de cara, com dois adversários mais bem posicionados: – Mongólia (8ª) e Polônia (13ª). Turquia e Espanha completam o grupo A. O técnico Lorite aponta Eslovênia e Estados Unidos como os mais fortes candidatos às vagas olímpicas, mas a disputa pela terceira vaga está em aberto. O jogador Jefferson Socas, um dos seis atletas que estão treinando no Rio de Janeiro em busca de uma vaga no elenco do Pré-Olímpico, concorda com o técnico.

“Sabemos que vai ser difícil. Mas se quiserem ganhar da gente, vai ter que ser dentro de quadra. Não vai ser com o histórico de outros anos. Vão ter que ganhar naquele dia, naquela hora, naquela quadra”, afirma convicto.

Segundos antes, Socas, talvez intuitivamente, explicou em poucas palavras o porquê de outras equipes estarem supostamente à frente do Brasil.

“Eles têm jogadores e equipes que jogam o ano inteiro e vivem disso”, diz.

 Basquete 3x3

Jefferson Socas busca uma vaga no elenco da seleção brasileira que vai disputar vaga no Pré-Olimpico –  Igor Santos/Agência Brasil

O próprio jogador é um exemplo peculiar disso. Em dezembro passado, Jefferson Socas recebeu do Comitê Olímpico Brasileiro o prêmio de Atleta do Ano no basquete 3×3. Acontece que nem ele pode dizer que o 3×3 é o foco único e indiscutível da carreira. Ele é atleta, mais especificamente ala-armador do Blackstar –  clube de Joinville (SC) -, equipe de basquete, digamos, convencional (a modalidade original 5×5). Em 2020, enquanto Soccas sonha com a Olimpíada na meia quadra, ele também integra o projeto do Blackstar de conquistar uma vaga no NBB. 

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“Na hora que eles me contrataram, eu já falei que eu tinha um plano no 3×3. Eu gostaria de viver do 3×3 mas, infelizmente, no Brasil ainda é muito difícil. Eles entendem o meu lado e sabem que estando em alto nível no 5×5 ou no 3×3, participando de mais campeonatos estarei mais bem preparado”, revela.

Procurar a quadra maior foi a forma que Socas encontrou para dar vazão à paixão pelo esporte. Na seleção, existe um exemplo de outro caminho: jogar no exterior. Leandro Lima praticamente não atuou no Brasil, mas acumulou anos de experiência na liga japonesa e, atualmente, jogando na Suíça. Aos olhos dele, a diferença é perceptível.

“É outra organização. Estrutura de primeira linha. Nesse aspecto de profissionalismo, o Brasil ainda está bastante longe”, acredita.

 Basquete 3x3

Leandro Lima, atuamente jogando na Suiça, também acumulou anos de experiência na liga japonesa de basquete 3×3 – Igor Santos/Agência Brasil

Categorias de base trazem sangue novo e boas expectativas

Para alguns, o tom pode parecer um tanto pessimista, mas há avanços acontecendo. O técnico Douglas Lorite, que também é técnico da seleção sub-23 e assistente técnico da sub-18, relata que as categorias de base vêm alcançando um patamar que permite voos maiores. Em 2016, o Brasil foi prata na Copa do Mundo Sub-18. No ano passado, nos Jogos Mundiais de Praia, mais uma prata, desta vez com a seleção sub-23. Até por isso, a classificação ou não para Tóquio deve ser analisada num contexto de evolução dentro do que tem sido apresentado.

Igor Santos sobre Basquete 3x3

Douglas Lorite, técnico da seleção brasileira de basquete 3×3 que vai disputar o Pre-Olímpico em março, na Índia – Igor Santos/Agência Brasil

Dois dos convocados para o período de treinos no Rio estiveram na conquista da equipe sub-23 em 2019: Matheus Parcial e Fabrício Veríssimo. Fabrício também esteve na conquista da prata em 2016, quando foi nada menos que o MVP (jogador mais valioso) da competição. Os dois, com 22 e 21 anos respectivamente, são possíveis pilares para que o Brasil assuma cada vez mais protagonismo no 3×3 mundial. 

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“Estamos preparando essa geração para chegar forte em busca da vaga para Paris, em 2024. É o nosso objetivo principal a longo prazo”, revela o técnico Douglas Lorite.

Fabrício admite que ainda tem a meta de ser uma estrela no 5×5. Mas uma vaga olímpica mudaria um pouco o cenário.

“Acredito que participar de uma Olimpíada é o sonho de todo atleta”, opina.

Já Matheus se considera completamente entregue ao 3×3.

“Foi a modalidade que me deu uma oportunidade e hoje em dia eu abraço com tudo”, diz.

 Basquete 3x3

 Matheus Parcial e Fabrício Veríssimo estiveram na conquista da equipe de basquete 3×3 sub-23 em 2019 – Igor Santos/Agência Brasil

Matheus assinou recentemente com o São Paulo DC, atual campeão brasileiro e uma das pouquíssimas equipes que consegue oferecer uma estrutura profissional para um atleta de 3×3 no Brasil. Mas é preciso que mais portas se abram se o objetivo é realmente criar uma cultura vencedora e, consequentemente, fortalecer também a seleção. Atualmente, a quantidade de eventos que um país organiza vale pontos no ranking, então quanto mais campeonatos acontecendo melhor para o país. Em breve, isso vai mudar e o ranking vai se tornar cada vez mais competitivo e baseado em performance. Como ser melhor? Participando do maior número possível de campeonatos. 

Talvez isso se reflita numa projeção mais otimista de classificação à Olimpíada nos próximos ciclos. É o que a nova geração espera. Se não for em 2020, que 2024 seja o ano em que eles possam mostrar que valeu a pena insistir na modalidade.


“Eu e Fabricio saímos de comunidades carentes, ele de Cachoeiras de Macacu e eu da Chatuba, em Mesquita (Baixada Fluminense). Viemos de projetos sociais. Chegar ao nível de jogar uma Olimpíada representaria muito não só para o Brasil, mas para todas essas pessoas que vêm lá de onde fomos criados”, acredita Matheus.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Fonte: IG Esportes
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