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Economia

Caixa vai priorizar clientes de baixa renda e crédito imobiliário

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Caixa Econômica Federal deve começar a priorizar clientes menores em 2019, de baixa renda, além do crédito imobiliário
Arquivo/Agência Brasil

Caixa Econômica Federal deve começar a priorizar clientes menores em 2019, de baixa renda, além do crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal vai, a partir de agora, deixar operações com grandes empresas de lado para focar no atendimento a clientes de baixa renda e em crédito imobiliário. A informação foi dita na quarta-feira (2), pelo novo presidente do banco estatal, Pedro Guimarães.

Leia também: Quem é Pedro Guimarães, futuro presidente da Caixa Econômica Federal

De acordo com Guimarães, o banco não deve fazer parcerias com outras instituições grandes, já que elas podem conseguir apoio a partir de outros meios. “Até que ponto a Caixa Econômica Federal
tem que ter mais de R$ 100 bilhões em empréstimos a grandes empresas, que podem tranquilamente tomar esses recursos no mercado interno e no mercado externo?”, disse.

Para ele, é necessário prestar atenção nos correntistas menores. “Por que a Caixa, com 93 milhões de clientes, que não consegue financiar microcrédito e não tem operação relevante de consignado, tem que emprestar para uma empresa gigante? Não vejo nenhum sentido”, afirmou.

Leia também: Governo estuda aumentar imposto de renda para classes mais altas, diz secretário

Em sua fala, o novo presidente da instituição financeira também criticou a atuação da Caixa durante os governos petistas, quando empresas como a Petrobras receberam empréstimos.

Conheça o novo presidente da Caixa Econômica Federal


O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, foi indicado pessoalmente por Paulo Guedes
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, foi indicado pessoalmente por Paulo Guedes

Pedro Guimarães
foi indicado por Paulo Guedes
para comandar a Caixa. Ele é sócio do banco de investimentos Brasil Plural e especialista em processos de privatizações. O presidente da estatal acompanhou, por exemplo, a privatização do Banespa, antigo banco estadual de São Paulo.

Leia também: Os 27 nomes que compõem a equipe econômica de Paulo Guedes

Guimarães em 20 anos de experiência no mercado financeiro e é doutor em economia pela Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. Em sua tese, o novo presidente da Caixa Econômica Federal
discutiu o processo de privatização no Brasil.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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