conecte-se conosco


Economia

Cade vai investigar suposto abuso da Petrobras no mercado de refino

Publicado


O estudo do Cade foi elaborado pouco depois de a Petrobras ter anunciado a possibilidade de vender 60% da participação em duas refinarias localizadas nas regiões Sul e Nordeste
Divulgação/Petrobras
O estudo do Cade foi elaborado pouco depois de a Petrobras ter anunciado a possibilidade de vender 60% da participação em duas refinarias localizadas nas regiões Sul e Nordeste

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou, na última quarta-feira (5), a instauração de um inquérito administrativo contra a Petrobras. A investigação vai apurar suposto abuso de posição dominante no mercado nacional de refino de petróleo, explorado quase integralmente pela estatal.

Leia também: Petrobras prevê investimentos de US$ 84,1 bilhões nos próximos cinco anos

De acordo com o Cade, a decisão de investigar a Petrobras
tem como base uma nota técnica elaborada pelo seu Departamento de Estudos Econômicos (DEE), no âmbito do grupo de trabalho instituído com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O estudo buscou debater a estrutura do mercado de refinaria no Brasil e possíveis medidas para estimular a competição no setor.

O levantamento foi elaborado pouco depois de a Petrobras ter anunciado a possibilidade de vender 60% da participação em refinarias localizadas nas regiões Sul e Nordeste. A operação, inicialmente focada em duas refinarias, resultaria em duas novas empresas e a estatal teria participação minoritária de 40% em cada uma delas.

Segundo o Cade
, porém, a proposta de venda parcial desses ativos não cria concorrentes plenamente independentes, ainda que a participação da estatal nas novas empresas seja apenas passiva (sem poder de controle). “Se a intenção na venda dos referidos ativos é a criação de um ambiente concorrencial vigoroso, entende-se ser oportuna a sugestão de que se faça uma venda de ativos por completo”, diz a nota técnica.

Leia mais:  Inflação oficial do Brasil ficou em 3,75% no final de 2018

Para o presidente do Cade, Alexandre Barreto, a Petrobras, que detém 98% de participação nesse mercado, é uma formadora de preço e influencia uma das cadeias mais relevantes do País
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Para o presidente do Cade, Alexandre Barreto, a Petrobras, que detém 98% de participação nesse mercado, é uma formadora de preço e influencia uma das cadeias mais relevantes do País

O estudo sugere que a Petrobras deve levar em consideração a localização dos bens a serem vendidos e incluir  refinarias
mais próximas das concorrentes nesse pacote. Isso, de acordo com a nota, reduziria os custos de distribuição e ampliaria a competitividade no setor. “[Com essa medida] seria possível melhorar o design de ativos desinvestidos, com o foco no bem-estar social em termos concorrenciais”, explica.

Para o presidente do Cade, Alexandre Barreto, a Petrobras, que detém 98% de participação nesse mercado, é uma formadora de preço e influencia uma das cadeias mais relevantes do País. “Compete ao Cade fazer um controle preventivo exatamente para evitar que os agentes do mercado abusem do poder que eventualmente eles detenham”, defendeu Barreto.

E completou: “No mesmo sentido, no âmbito repressivo, é válido também uma reflexão sobre as estruturas dos mercados, especialmente se, nos casos extremos, e condicionado à ocorrência de ilícito, seja socialmente desejável uma intervenção estrutural da autoridade concorrencial”.

Leia também: Mourão defende venda da BR Distribuidora e é contra a privatização da Petrobras

A Petrobras
, que recentemente divulgou seu  plano de negócios
para os próximos cinco anos, ainda não se pronunciou sobre o caso.

Leia mais:  Imóveis: comprar ou não comprar? Confira dicas de quando investir

*Com informações da Agência Brasil

Comentários Facebook
publicidade

Economia

Frigorífico de Tangará deverá ser habilitado para exportar carne para a China

Publicado

A planta frigorífica da Marfrig de Tangará da Serra está na lista de 30 frigoríficos propensos à exportação de carne bovina para a China. A informação é da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. No início da semana, ela disse que fechou uma lista de frigoríficos (de bovinos, aves e asininos) a ser entregue para os chineses avaliarem.

Os executivos da Marfrig se disseram bastante confiantes com as autorizações da China para que mais unidades da companhia possam exportar. De acordo com eles, é possível que Pequim autorize mais frigoríficos brasileiros a exportar já na próxima semana.

De acordo com o jornal Valor Econômico, a demanda excepcional da China por carnes alterou o planejamento de vendas da Marfrig Global Foods. Miguel Gularte, executivo responsável pelas operações da empresa na América do Sul, para se apropriar dos aumentos quase diários dos preços pagos pelos importadores chineses – o país asiático sofre com a escassez devido ao surto de peste suína africana -, a Marfrig aumentou os estoques e reduziu o volume de vendas já comprometido em alguns dias.

Com isso, a companhia consegue aproveitar os preços mais altos carnes, fechando os contratos gradualmente e à medida que os preços da carne sobem, justificou Gularte. Além disso, a apreciação do dólar perante o real também favorece as margens de lucro na Marfrig nas exportações, acrescentou o CEO da Marfrig, Eduardo Miron, que também acompanhou a visita.

Leia mais:  Ações da Petrobras caem mais de 7% após intervenção de Bolsonaro

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Sicredi promove várias ações na Semana Nacional de Educação Financeira

Publicado

A 6ª edição da Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF) está sendo realizada entre os dias 20 e 26 de maio em todo o país e o Sicredi reforça sua participação no evento que tem o objetivo de estimular o debate sobre o tema na sociedade. Este ano, o conceito do Sicredi é “#fiquenoverde – Faz diferença deixar sua vida financeira mais saudável”, cujas ações vão focar especialmente crianças e adolescentes e mostrar quanto o conhecimento a respeito da administração de gastos pode trazer de benefícios se o tema fizer parte do nosso dia a dia desde a infância.

Cada pessoa tem um jeito de cuidar do seu dinheiro. Identificar o seu perfil é o primeiro passo para conquistar uma vida financeira mais saudável, reforça a Cooperativa Sicredi.

Em Tangará da Serra foram realizadas palestras em parceria com o Programa Moral do Rotary Tangará Cidade Alta na EE Emanuel Pinheiro e nas Comunidades Terapêuticas Resgate e Liberdade e Viver de Novo. Foi realizada ainda, no dia 20, palestra com alunos da Universidade de Mato Grosso. No ambiente virtual, as dicas para uma vida financeira mais saudável estarão concentradas em um espaço permanente, dedicado exclusivamente ao tema, que ficará hospedado no site do Sicredi (www.sicredi.com.br/educacaofinanceira. 

Em Tangará da Serra foram realizadas palestras em parceria com o Programa Moral do Rotary Tangará Cidade Alta na EE Emanuel Pinheiro e nas Comunidades Terapêuticas Resgate e Liberdade e Viver de Novo.

A página inclui conteúdos voltados aos jovens, como histórias interativas que contam a origem do dinheiro, materiais para oficinas com grupos de crianças, livros, e-books e vídeos, além de um teste para descobrir seu perfil financeiro e compartilhar o resultado nas redes sociais.

O conceito da instituição neste ano será “#Fiquenoverde – Faz diferença deixar sua vida financeira mais saudável”

Uma das grandes novidades deste ano é a parceria do Sicredi com a Mauricio de Sousa Produções (MSP), que traz os personagens da Turma da Mônica para falarem de educação financeira de forma leve e divertida. A série com três gibis deu origem a três vídeos animados da Turma da Mônica que estão disponíveis nas redes sociais do Sicredi.

Leia mais:  TCU proíbe Infraero e Eletrobras de aumentarem salários de funcionários

 

 

Fonte:Assessoria de Comunicação

 

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana