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Economia

BRF, dona de Sadia e Perdigão, será controlada pela Marfrig

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Marfrig (MRFG3) agora manda na BRF (BRFS3), dona de Sadia e Perdigão
Felipe Moreno

Marfrig (MRFG3) agora manda na BRF (BRFS3), dona de Sadia e Perdigão

A Marfrig e seu controlador, Marcos Molina, já podem ser chamados formalmente de controladores da BRF, mesmo tendo participação de 33,25% na empresa. Na assembleia geral de acionistas da produtora de frango e suínos realizada nesta segunda-feira, Molina conseguiu 97,88% dos votos para eleger sua chapa única no conselho de administração da companhia.

A aprovação veio depois que o fundo de pensão Previ (do Banco do Brasil), que detém 6,13% do capital da BRF, entrou em acordo com a Marfrig no domingo, véspera da assembleia, e indicou um dos membros da chapa de candidatos ao conselho.

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Com isso, o fundo retirou seu pedido de adoção da chamada sistemática do voto múltiplo na assembleia, feito no último dia 24 e que tinha o objetivo de dificultar a eleição de um conselho de administração formado por Molina e executivos de sua confiança.

No domingo, Marfrig e Previ assinaram comunicado em conjunto direcionado à BRF e que afirmavam recebeu correspondência, nos termos do Anexo II ao presente Comunicado, encaminhada pelos acionistas Marfrig Global Foods S.A. (“Marfrig”) e Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ (“Previ”), na qual estes informam que, em função da decisão do Sr. Oscar de Paula Bernardes Neto de retirar sua candidatura ao Conselho de Administração, que “concordaram com o preenchimento da vaga surgida na chapa indicada para concorrer aos cargos no conselho de administração pelo sr. Aldo Luiz Mendes, doutor em Economia pela Universidade de São Paulo, ex-vice presidente de Finanças do Banco do Brasil e ex-diretor do Banco Central, nome indicado pela acionista Previ”.

O novo conselho da BRF tem o próprio Marcos Molina como presidente e, como vice-presidente, o atual presidente do conselho do Santander Brasil, Sergio Rial.

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Fazem parte do novo board da BRF ainda, além de Aldo Luiz Mendes: Marcia Aparecida Marçal dos Santos, membro do conselho de administração da Marfrig e desde 2007 e presidente do braço de responsabilidade social da empresa de Molina; Eduardo Pocetti, ex-presidente da consultoria BDO e membro do conselho fiscal da Marfrig; Deborah Stern Vieitas, presidente da Amcham e membro do conselho de administração do Santander Brasil; o produtor rural Pedro de Camargo Neto; e Altamir Batista Mateus da Silva, ex-diretor do Banco Safra.

 Entre os atuais conselheiros da BRF, permanecem Augusto Marques da Cruz Filho, atual vice-presidente do conselho, e Flavia Maria Bittencourt, presidente da Adidas.

 Como resultado da negociação entre Marfrig e Previ, foi suprimido da primeira proposta de chapa o nome de Oscar de Paula Bernardes Neto, presidente do conselho de administração da Localiza e ex-presidente da Bunge.

A Marfrig já investiu cerca de R$ 7 bilhões em ações para conquistar sua posição acionária atual na BRF e é hoje a maior acionista da empresa, com 33,25% do capital. A previ é o segundo maior acionista, com 6,13%, seguida da gestora Kapitalo e do Petros (fundo de pensão dos funcionários da Petrobras), com 5,34% e 5,26%, respectivamente.

A BRF tem passado por dificuldades para crescer e manter a rentabilidade. Mais recentemente, enfrenta pressões de custos de insumos como o milho.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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