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Economia

Brasil teria 27 milhões na extrema pobreza se não fosse o auxílio emergencial

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Auxílio Emergencial
Sophia Bernardes

Auxílio Emergencial

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira (3) uma análise que mostra o  Auxílio Emergencial como o salvador da economia em 2020. Isso porque o programa de transferência de renda evitou com que 27,3 milhões de pessoas passassem para a extrema pobreza, ou seja, sobrevivessem com R$ 155 per capita por mês. 

No ano passado, mesmo com a pandemia, o percentual de pessoas nessa faixa caiu para 5,7%, o que equivale a aproximadamente 12 milhões de pessoas. 

Sem o auxílio, a extrema pobreza alcançaria 12,9% em 2020, mais que o dobro do verificado na prática pelo instituto. 

Em 2019, antes da pandemia, esse percentual era 6,8% maior do que o registrado em 2020. A marca de 5,7%, registrada em 2021, é a menor desde 2015 (5,1%). A série do IBGE reúne dados a partir de 2012.

A projeção faz parte da Síntese de Indicadores Sociais, publicação anual que avalia uma série de resultados nas áreas de economia, educação, habitação e saúde, informa a Folha de São Paulo. 

O índice de extrema pobreza considerado foi o do Banco Mundial para países pobres, que abrange pessoas que sobrevivem com menos de US$ 1,90 por dia. Mas se fosse usado o índice para países de renda média-alta, como é o caso do Brasil, o índice seria de 24,1%, equivalente a 51 milhões de pessoas.

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“Ao longo da série histórica (2012-2019), a diferença entre as taxas de pobreza e extrema pobreza, com benefícios de programas sociais e em um cenário simulado de rendimentos sem benefícios de programas sociais, oscilou entre 2,0 e 3,0 pontos percentuais. Em 2020, na ausência dos benefícios sociais, a diferença seria de 7,2 pontos percentuais para extrema pobreza e 8,0 pontos percentuais para pobreza”, diz a publicação.

O levantamento também mostra amortecimento na renda domiciliar, que caiu 4,3% no ano passado, mas sem o benefício o tombo seria de 8,4%. 

O IBGE também ressalta melhora no índice de Gini, que mede a disparidade entre os ganhos de pobres e ricos. O indicador recuou em 2020 para 0,524, mesmo patamar de 2015 e o menor da série iniciada em 2012. Sem o auxílio emergencial teria chegado a 0,573. 

Reduziu tombo do PIB

Um  estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) , sediado na Universidade de São Paulo (FEA/USP), afirma que se o valor fosse de R$ 200, como propôs o governo federal, a queda do indicador seria entre 8,4% e 14,8%. Graças aos R$ 600 obtidos em negociação com o Congresso, a queda observada em 2020 foi de 4,1%, afirma o estudo. 

O FMI (Fundo Monetário Internacional) também elogiou o programa de transferência de renda , mas ressaltou que seu fim poderia acelerar a degradação dos indicadores sociais.

“As transferências emergenciais de dinheiro acabarão expirando e, na ausência de um fortalecimento permanente da rede de proteção social, a pobreza e a desigualdade podem se agravar”, diz.

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Economia

Governo quer antecipar obras para escoar energia gerada no Nordeste

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Governo quer antecipar obras para escoar energia gerada no Nordeste
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Governo quer antecipar obras para escoar energia gerada no Nordeste

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) quer antecipar algumas das obras previstas para o escoamento da geração de energia produzida na área sul do Nordeste, de forma a reforçar a estrutura do Sistema Interligado Nacional, solucionando algumas restrições locais de conexão – o que poderá, inclusive, viabilizar futuros projetos de geração de energia na região.

A recomendação consta do Estudo de Escoamento de Geração da Região Nordeste – Volume I – Área Sul, levantamento que foi detalhado hoje (19) para agentes do setor elétrico (associações, agentes de geração e transmissão) em evento online organizado pela EPE e pelo Ministério de Minas e Energia.

Além de apresentar premissas e soluções, o evento mostrou o encadeamento deste estudo com outros que estão em andamento. Segundo a EPE, este é o primeiro de uma série de três volumes de estudos que apresentam recomendações visando reforçar a estrutura do Sistema Interligado Nacional.

Futuros projetos

Os estudos pretendem “solucionar restrições locais para conexão de futuros projetos de geração; aumentar a confiabilidade no atendimento à carga; e ampliar a capacidade de intercâmbio energético entre as regiões Norte/Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste”.

Nesse sentido, a expansão da malha de transmissão (que partirá da Bahia, interligando-se às linhas instaladas em Minas Gerais e no Espírito Santo) é apontada como solução para atender a oferta de geração de energia renovável – em especial eólica – gerada no Nordeste.

A expectativa é que, ao final, seja possível aumentar “significativamente” a capacidade de intercâmbio, “passando de 17,2 GW, previstos para o ano de 2026, para aproximadamente 30 GW, viabilizando assim o escoamento de cerca de 57 GW de geração renovável nas regiões Norte/Nordeste”, informa a EPE.

O primeiro volume trata apenas da expansão da chamada Área Sul da Região Nordeste. “Contudo, dada a magnitude do potencial previsto, as recomendações envolveram expansões da malha de transmissão desde a região norte do estado da Bahia até os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo”.

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Investimentos

O total de investimentos previstos é de cerca de R$ 18,2 bilhões, valor que abrange aproximadamente 6.600 km de linhas de transmissão em 500kV e 4 novas subestações de Rede Básica.

O levantamento recomenda a antecipação da maioria das obras previstas no estudo Expansão da Capacidade de Transmissão da Região Norte de Minas Gerais, que agregam mais R$ 6,3 bilhões em investimentos, com cerca de 2.500 km de linhas de transmissão em 500kV e 1 nova subestação de rede básica.

Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Paulo César Domingues, a solução final apresentada pelos relatórios estará integrada com as soluções regionais. “A expansão recomendada no Volume 1 contempla duas etapas de implantação. A primeira, de caráter determinativo, permite aumentar a capacidade de escoamento local, mas também constitui o primeiro conjunto de reforços em corrente alternada de ampliação da interligação Nordeste-Sudeste”, disse Domingues.

De acordo com o secretário, a segunda etapa, de caráter indicativo, é passível de atualização posterior e dependerá da dinâmica dos acessos dos empreendimentos de geração na Região Nordeste. “Se os montantes de geração prospectivos forem maiores do que os previstos nas datas de referência dos estudos, será necessário antecipar as datas de necessidade dos esforços”, acrescentou. Por isso, o secretário destacou a importância de monitorar constantemente o desempenho elétrico do sistema, considerando os acessos futuros dos agentes de geração.

Oportunidades

O presidente da EPE, Thiago Barral, ressaltou que muitas empresas têm buscado oportunidades nesse mercado e disse que tais investimentos serão essenciais para a segurança energética do Brasil. “Se o país quer sustentar o crescimento da demanda, vai precisar de transmissão. Essas obras terão benefício excelente porque vão gerar mais oferta de geração e mais competição”, afirmou Barral. Ele informou que, até março, entregará o desenho de um novo ciclo de expansão da infraestrutura.

A principal motivação para a elaboração dos estudos é a “expressiva expansão de geração renovável”, prevista para se concretizar principalmente nas regiões Norte e Nordeste nos próximos anos, destacou a consultora técnica da EPE Thaís Teixeira.

“Essa expansão de geração deve ser acompanhada pela expansão da rede de transmissão, de modo a prover uma integração segura da geração prospectiva projetada; proporcionar também margem adicional para escoamento para projetos de geração no futuro; e, acima de tudo, um atendimento seguro da demanda do sistema integrado nacional em múltiplos cenários alternativos que poderão ocorrer”, acrescentou.

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Economia

IFI: Brasil deve crescer 0,5% em 2022 graças à Covid e juros dos EUA

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IFI: Brasil deve crescer 0,5% em 2022 graças à Covid e juros dos EUA
Reprodução: iG Minas Gerais

IFI: Brasil deve crescer 0,5% em 2022 graças à Covid e juros dos EUA

A Covid-19 seguirá assombrando o crescimento da economia brasileira em 2022. Segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal da Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgado nesta quarta-feira (19), o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deve crescer 0,5% no ano por conta da terceira onda da doença e dos efeitos do aumento da taxa básica de juros dos Estados Unidos. A expectativa ainda é considerada otimista quando comparada à média do Boletim Focus: 0,29%. 

Cenário interno

Além disso, o crescimento também será pressionado devido ao “desempenho fraco da economia no último trimestre do ano passado e ao efeito do aumento da taxa básica de juros sobre a demanda agregada”.

Quanto à Covid, ela não dá sinais de arrefecimento. O Brasil registrou 208.018 casos de Covid-19 na primeira semana de 2022, alta de 383% quando comparada à semana anterior. 

Os reflexos são nítidos na força de trabalho. Por exemplo, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizou a Azul, a Gol e a Latam a voar com menos comissários em voos após avanço da variante Ômicron impactar tripulações. 

Tendo em vista que a curva de contágio pela nova variante ainda não está bem definida, ainda é difícil prever a retomada da economia, mas especialistas dizem que se ela repetir o padrão observado na África do Sul, só em março a situação estará controlada, mesmo assim não é possível medir os impactos a longo prazo na economia.

Cenário externo

Autoridades do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) disseram no mês passado que pode precisar não apenas aumentar as taxas de juros antes do esperado, mas também reduzir sua carteira geral de ativos para conter a alta inflação. O índice nos EUA subiu 7% em 2021, maior alta em quase 40 anos.

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“Se os Estados Unidos aumentarem a taxa de juros, eles podem puxar os investidores para o país e aí você tem o pior do mundos. Vamos ter juros altos, desemprego alto, renda caindo e taxa de câmbio subindo porque os Estados Unidos estarão mais atrativos”, comenta Fausto Augusto, diretor-técnico do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Inflação e Juros

A inflação ao consumidor fechou 2021 em 10,06%. Para este ano, a expectativa é que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) termine o ano em 5,2%, acima das previsões registradas nos últimos dois meses e da meta de 3,5%.

Já a taxa básica de juros (Selic), que encerrou o ano em 9,25%, deve alcançar 11,75% a.a. até o fim de 2022, segundo o Relatório Focus. A IFI, por sua vez, projeta a Selic em 11,25%.

Os juros também terão impacto na dívida pública. O Orçamento aprovado prevê deficit de R$ 79,4 bilhões (0,8% do PIB). A projeção da IFI é ainda maior: R$ 106,2 bilhões ou 1,1% do PIB.

O documento também chama atenção para deterioração do deficit primário, que fechou 2021 em cerca de R$ 38,2 bilhões, segundo dados do Portal Siga Brasil. Para 2022 a IFI projeta que o deficit irá piorar por dois fatores: perda de força da atividade econômica e aumento do gasto público permanente, como o eventual aumento para servidores, possibilitado pela PEC dos Precatórios.

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