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Brasil e China devem tratar de certificados para florestas plantadas em reunião do Brics

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) reuniu-se nesta quarta-feira (15), em Pequim, com empresários chineses e brasileiros do setor de florestas plantadas e celulose. No encontro, os representantes da China solicitaram a uniformização dos certificados fitossanitários para o comércio dos produtos.

Tereza Cristina sugeriu aos chineses, maiores importadores mundiais de celulose, que as conversas sobre o tema ocorram durante reunião do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul), que será realizada no Brasil, em novembro deste ano.

A ministra destacou alto uso de tecnologia no setor, que tem crescido dentro da economia brasileira, e a busca por ampliar os negócios com a China. “É um setor que teve um desenvolvimento pujante nos últimos anos, extremamente organizado. Eu me orgulho muito de ser de um estado que resolveu parte dos seus problemas quando trouxe essa atividade florestal como uma das principais, o Mato Grosso do Sul”, disse.

Atualmente, o Brasil tem 10 milhões de hectares de árvores plantadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que corresponde a 1% do território nacional, mas é responsável por 91% de toda a madeira para fins industriais. Desse total, 5,8 milhões de hectares têm algum tipo de certificação florestal com indicadores reconhecidos internacionalmente, conforme dados do ministério.

As florestas plantadas estão localizadas principalmente em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul, em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

De acordo com o diretor Jurídico e de Relações Institucionais da Suzano, Pablo Machado, as exportações do setor chegam a US$ 12,5 bilhões. A China, conforme o executivo, respondeu por 42,7% das vendas no ano passado e 40%, em 2017. “Brasil é um parceiro confiável e tem capacidade de ofertar mais celulose à China. Gostaríamos de continuar e ampliar em longo prazo essas parcerias”. Suzano lidera o segmento de celulose de eucalipto no Brasil.

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Em 2017, o setor respondeu por 5% das exportações brasileiras e 10% das exportações do agronegócio. A produção florestal ocupa o quarto lugar, ficando atrás apenas da soja, das carnes e do setor sucroalcooleiro.

Já José Carlos da Fonseca Junior, diretor de Relações Institucionais da Ibá, propôs que áreas degradadas no Brasil sejam usadas para florestas plantadas, o que renderia mais de US$ 6 bilhões de investimentos nos próximos anos. “Brasil pode expandir as capacidades e suprir as necessidades crescentes da China”. Segundo os produtores, o país lidera o ranking global de produtividade florestal, com uma média de 35,7 m³/ha/ano para o plantio de eucalipto, o que representa quase duas vezes mais a produtividade dos países do Hemisfério Norte,  e 30,5 m³/ha/ano para pinus.

No ano passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas – PlantarFlorestas, que prevê aumentar em 2 milhões de hectares a área de cultivos comerciais até 2030.

 Sinochem

Tereza Cristina reuniu-se também com o Frank Ning, CEO da ChemChina e da Sinochem, empresas chinesas que atuam nos setores de agroquímicos e energia. Na reunião, Ning disse que com a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China os chineses “cada vez mais terão de diversificar a busca por alimentos e comprar mais do Brasil”.

Tereza Cristina vem ressaltando que a disputa pode ser uma oportunidade para os exportadores brasileiros aumentarem a participação no mercado chinês, maior importador de soja e carnes.

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A ministra destacou que, no último dia 11 em Niigata (Japão), os Líderes de Agricultura do Hemisfério Ocidental assumiram o compromisso de trabalhar em conjunto “em defesa da segurança alimentar global e do comércio agrícola, com base em princípios científicos e de análises de risco”, o que pode estimular as relações com os chineses. Tema abordado na apresentação do CEO da Companhia das Cooperativas Agrícolas do Brasil (CCAB), Jones Yasuda, que destacou o papel do Brasil na nutrição e segurança alimentar global nas próximas décadas.

Ning informou ainda que as empresas do grupo são sustentáveis e não haverá problemas para o fornecimento de produtos aos clientes, incluindo os produtores brasileiros.

O deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira (MDB-RS), que integra a comitiva, tratou da importância de o Congresso Nacional concluir a votação da proposta que altera a legislação sobre agroquímicos. Os parlamentares da comitiva acompanharam as duas reuniões desta quarta-feira.


Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Controle biológico pode alcançar até 80% de eficiência contra ácaro-rajado na produção de morango

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A adoção do controle biológico, no âmbito do manejo integrado de pragas (MIP), pode obter até 80% de eficiência de controle contra o ácaro-rajado, principal praga do morango no Distrito Federal, especialmente no período seco e quente do ano. A liberação dos inimigos naturais na lavoura, se realizada no momento exato e na quantidade correta, garante altos índices de controle e contribui para a redução do número de pulverizações de produtos químicos.

“Nos últimos anos, os produtores de morango têm relatado uma menor eficiência do controle químico e isso acontece, principalmente, em função da resistência da praga aos produtos químicos (acaricidas) utilizados”, analisa o pesquisador Miguel Michereff Filho, da Embrapa Hortaliças (Brasília, DF). A falta de opção de produtos registrados para a cultura do morango e o uso indiscriminado, como o aumento da frequência de pulverização e/ou da dose usada, favorece o aumento da resistência do ácaro-rajado ao controle químico.

Durante treinamento realizado para técnicos da Emater/DF e para produtores do Núcleo Rural de Brazlândia, no último dia 16, o pesquisador explicou os princípios do MIP, com foco no morango, e deu ênfase ao controle biológico como estratégia para reduzir os problemas associados à resistência. “Quando a infestação por ácaro-rajado não é controlada, pode haver uma redução de 80% da produção de morango”, estima Michereff.

A região de Brazlândia é o principal polo de produção de morango no Distrito Federal. Segundo dados da Emater/DF, em 2018, a área cultivada com morango no Distrito Federal foi de 167 hectares, distribuídos entre cerca de 250 produtores rurais. A produção total foi de mais de 7.500 toneladas, sendo a produtividade por hectare estimada em 37.500 caixas de 1,2 kg. O custo de produção de um hectare de morango, no Distrito Federal, ficou na faixa de R$ 125.000,00.

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A principal mensagem passada aos participantes do treinamento foi de que, embora o custo do controle biológico e do controle químico seja praticamente equivalente, há uma economia indireta e outras vantagens associadas à adoção do MIP como, por exemplo, a redução entre 30% e 40% da frequência de pulverizações, o que contribui para a maior sustentabilidade da cultura. “Há também uma exigência do mercado consumidor por alimentos mais saudáveis, o que pode fazer o produtor repensar em outras vias de controle”, pondera o pesquisador.

Inimigos naturais

Os inimigos naturais do ácaro-rajado, recomendados para o controle biológico em plantios de morango, são ácaros predadores conhecidos como ácaros fitoseídeos. A utilização deles funciona muito bem nas regiões Sul e Sudeste porque eles são adaptados aos ambientes com umidade por volta de 60%. De acordo com Michereff, no Distrito Federal, especialmente no inverno, quando a umidade relativa apresente índices bem baixos, é preciso orientar os produtores sobre a liberação dos ácaros predadores para que eles permaneçam viáveis por mais tempo dentro da lavoura.

Ele recomenda que os produtores façam uma irrigação por aspersão nos plantios de morango, logo antes de efetuar a liberação dos inimigos naturais, porque isso cria um microclima com maior umidade, que é favorável à atuação dos ácaros predadores. “Os produtores precisam de conhecimento técnico para utilizar com eficácia o controle biológico. Antes de liberar o predador, é preciso cumprir algumas práticas culturais na lavoura e estabelecer condições favoráveis para que o inimigo natural possa agir no controle da praga”, comenta.

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Treinamentos

Cursos de capacitação para técnicos e produtores rurais têm sido a base do projeto “Promoção do Manejo Integrado de Pragas na Produção de Hortaliças do Distrito Federal”, que visa resgatar a adoção das boas práticas agrícolas direcionadas ao manejo de pragas em quatro culturas agrícolas: morango, alface, tomate e pimentão.

O objetivo dos treinamentos tem sido, segundo o pesquisador, fazer um diagnóstico, trocar experiências e nivelar os conhecimentos para que, em uma segunda etapa, a partir de parcerias e articulação institucional, seja possível efetuar a instalação de Unidades de Referência Tecnológica (URT) para implementação do MIP nessas quatro importantes culturas do Distrito Federal.

No cronograma do projeto, os próximos cursos vão contemplar alface (setembro), tomate (outubro) e pimentão (início de 2020). O projeto é realizado em cooperação técnica com a Emater/DF e com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).

Informações à imprensa:


Paula Rodrigues
Embrapa Hortaliças
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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CAFÉ/CEPEA: Favorecidos por chuvas, cafezais de robusta no ES têm boa florada

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Cepea, 21/08/2019 – Uma nova florada de boas proporções foi induzida nos cafezais de robusta no Espírito Santo, depois das chuvas registradas no início de agosto, de acordo com colaboradores do Cepea. Apesar de preocupações com o clima mais seco e fortes ventos nos últimos dias, agentes indicam que o desenvolvimento da safra 2020/21 tem ocorrido sem problemas. Já em Rondônia, o clima está adverso: as altas temperaturas e a incidência solar estão levando à queima das flores abertas. Vale lembrar, no entanto, que as floradas ocorridas na praça rondoniense foram induzidas pela irrigação, com pouca representatividade na área total das lavouras. Chuvas volumosas ainda são necessárias para a abertura de uma grande florada. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA
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