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Saúde

Brasil chega a 95 mil mortes e 2,8 milhões de casos de Covid-19

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Sepultamentos no Cemitério Nossa Senhora Aparecida
Alex Pazuello/Semcom

Brasil passa de 95 mil mortos pela Covid-19 nesta terça (4)


O Brasil atingiu hoje novas marcas no número de casos e de óbitos causados pela Covid-19 , doença transmitida pelo  novo coronavírus (Sars-Cov-2). Até agora, foram mais de 95 mil vítimas fatais da pandemia no País. Os casos, por outro lado, estão cada vez mais próximos de seu terceiro milhão, e hoje chega a 2,8 milhões de casos.


O total de óbitos atualmente é de 95.819, sendo que 1.159 foram registrados nas últimas 24 horas. A taxa de letalidade da Covid-19 no País se manteve em 3,4%. Já o número de casos é de 2.801.921, com 51.768 registrados no último dia. 

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.


Ontem (4), o Brasil iniciou a semana registrando 16.476 casos e 556 mortes em 24 horas . O total era de 2.750.153 infectados e 94.660 óbitos da Covid-19 em todo País.

O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 23.702 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 13.715 mortes, seguido por Ceará (7.806), Pernambuco (6.717) e Pará (5.799).

Os estados que registram maior número de casos são: São Paulo (575.589), Ceará (179.341), Bahia (175.389), Rio de Janeiro (168.911) e Pará (158.277).



Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

A vacina russa contra o Covid-19 e por que ela desperta dúvidas

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BBC News Brasil

Russia

Getty Images
A Rússia diz que vai começar uma vacinação em massa em outubro

As tentativas apressadas de se desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus  (Sars-Cov-2) criaram uma espécie de “corrida espacial” do século 21.

Se em meados do século passado as grandes potências tinham como objetivo chegar ao espaço, agora a meta é encontrar uma solução para acabar com a pandemia de Covid-19 .

E, assim como na corrida espacial, a Rússia se apressa para deixar a concorrência para trás. Na semana passada, o Kremlin anunciou que iniciaria em outubro um projeto de vacinação em massa contra o coronavírus com uma injeção.

Mas sabe-se muito pouco sobre a eficácia dessa vacina e ela vem sendo questionada por especialistas internacionais.

Segundo informou o ministro da Saúde, Mijail Murahkko, depois de completar “ensaios clínicos”, o país realizará registros e começará a produção da dose para iniciar em dois meses a vacinação em massa.

“A primeira vacina contra o coronavírus , desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, completou seus ensaios clínicos e agora estão sendo preparados os documentos para o procedimento de registro”, indicou Murashko.

De acordo com o ministro, o país também está testando outras vacinas que serão submetidas a ensaios clínicos nos próximos meses.

A Rússia não é o primeiro país a testar vacinas contra o coronavírus e anunciar resultados promissores (a Coreia do Norte fez o mesmo no fim de semana), mas é o  primeiro país a anunciar vacinação em massa da população.

A eficiência da vacina, no entanto, é colocada sob suspeita.

Dados não divulgados

A Rússia não publicou nenhum estudo ou dado científico sobre os testes que realizou, e também não se conhecem os detalhes sobre as fases do processo que geralmente devem ser cumpridas antes de se aprovar e lançar no mercado uma vacina .

Na sexta-feira, em uma audiência no Congresso americano, Anthony Fauci, que é o principal especialista do governo dos Estados Unidos para doenças infecciosas, questionou se os métodos usados na Rússia e na China para testar vacinas foram corretos, pela rapidez com que se completaram.

“Nós também poderíamos ter uma vacina amanhã. Não seria segura ou eficaz, mas poderíamos ter uma vacina amanhã”, disse.

Na segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que, apesar de haver várias vacinas na fase final de testes , a eficiência destas ainda está para ser demonstrada e que, provavelmente, não haverá uma “solução imediata”.

“Várias vacinas se encontram agora em ensaios clínicos de fase três, e todos esperamos ter várias eficazes que possam ajudar a prevenir a infecção nas pessoas. No entanto, não há uma solução imediata neste momento e pode ser que nunca haja”, disse o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A fase três seria a última das etapas de aprovação de uma vacina , e também a mais decisiva, pois é quando se produzem as evidências reais sobre o seu uso contínuo.

Na terça-feira, um porta-voz da OMS reforçou os pedidos de cautela. “Às vezes, pesquisadores afirmam que encontraram algo. Isso é, obviamente, uma boa notícia”, disse Christian Lindmeier. “Mas há uma grande diferença entre descobrir, ou ter uma pista, de uma vacina que funcione e passar por todas as fases (de testes)”, acrescentou.

O que se sabe sobre a vacina russa?

Segundo o serviço da BBC em língua russa, a primeira vacina do país contra o coronavírus foi desenvolvida por cientistas do Centro Nacional de Investigação de Epidemiologia e Microbiologia (Gamaleya) junto ao Ministério da Defesa.

Em meados de junho, este último informou sobre a conclusão “bem-sucedida” de testes em voluntários no hospital militar Burdenko, mas não publicou nenhum tipo de evidência científica.

voluntarios

Reuters
A Rússia mostrou alguns dos voluntários que participaram do teste

“No momento da alta, todos os voluntários sem exceção que receberam imunidade contra o coronavírus se sentiram bem. Portanto a primeira vacina doméstica contra a nova infecção por coronavírus está pronta”, disse o vice-ministro de Defesa, Ruslan Tsalikov.

O Ministério da Defesa enfatizou que os resultados até agora mostram “de forma inequívoca” o desenvolvimento de “uma resposta imune em todos os voluntários, sem efeitos colaterais, complicações ou reações indesejadas”.

Não se informou quantas pessoas foram submetidas ao teste, detalhes sobre elas, informações sobre quanto duraria a resposta imune ou o tipo de imunidade que a vacina oferece.

O anúncio da campanha de vacinação em massa foi feito quando a vacina ainda se encontrava “na etapa fina da segunda fase”, segundo a agência estatal russa de notícias Itar-Tass.

O que se sabe sobre a campanha de vacinação na Rússia?

Segundo indicou o Ministério da Saúde, após o registro e a produção, a vacinação deve começar em outubro de forma gratuita .

Inicialmente, de acordo com as autoridades sanitárias, serão vacinados grupos especiais da população: médicos, professores e aqueles que estão constantemente em contato com grandes grupos de pessoas.

Segundo a vice-primeira-ministra russa, Tatiana Golikova, a vacina , que é “uma das mais promissoras” em teste atualmente no país, será submetida a um ensaio clínico maior neste mês.

“Em agosto de 2020, planejamos testá-la sob outras condições, ou seja, depois do registro se planeja outro ensaio clínico com 1,6 mil pessoas. Esperamos o lançamento para produção industrial em setembro de 2020 “, disse.

Nesta segunda-feira, em entrevista à Itar-Tass, o ministro da Indústria e Comércio, Denis Manturov, indicou que no próximo mês três empresas russas vão começar a produção comercial.

Por que a vacina desperta suspeitas e dúvidas?

O serviço em russo da BBC afirma que tanto dentro como fora da Rússia vários especialistas têm expressado temores de que os ensaios clínicos teriam sido insuficientes, já que houve um grande esforço do Kremlin para ganhar a corrida mundial por uma vacina.

O presidente russo, Vladimir Putin, instruiu o governo em abril a tomar decisões destinadas a simplificar e encurtar o prazo para os ensaios clínicos e pré-clínicos .

Em maio, a Associação de Organizadores de Pesquisas Clínicas criticou a Rússia logo que se descobriu que os cientistas do Instituto Gamaleya haviam se inoculado com algumas doses quando a vacina ainda estava em fase de testes em animais.

No entanto, o diretor do Instituto, Alexander Gintsburg, explicou que alguns pesquisadores tomaram um medicamento experimental “para continuar desenvolvendo (a vacina) sem riscos de infecção durante a pandemia” e sublinhou o fato de que nenhum cientista teve efeitos colaterais.

Laboratorio

Getty Images
Os avanços na busca por vacinas estão acontecendo em velocidades extraordinárias

O serviço russo da BBC diz que recentemente houve relatos de integrantes da elite russa que tiveram acesso em abril à vacina contra coronavírus do Instituto Gamaleya. Mas o Ministério da Saúde negou a informação.

Vários especialistas internacionais, incluindo Fauci, também questionaram a pressa da Rússia, a possível eficácia da vacina e o anúncio da campanha de vacinação sem que tenham sido concluídos os testes em maior escala.

“Qualquer um pode dizer que tem uma vacina e fabricá-la, mas é preciso demonstrar que ela é segura e eficaz, o que duvido que tenham demonstrado”, disse Fauci na semana passada em entrevista nos Estados Unidos.

“É preciso ter cuidado com quem diz ter agora uma vacina.”

Outra dúvida que ainda persiste é sobre a capacidade da Rússia de conseguir produzir em tão curto tempo uma vacina para tantas pessoas.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Governo do Irã escondeu maioria das mortes por Covid no país, mostram documentos

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BBC News Brasil

Equipe chega com paciente a hospital iraniano

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Irã foi o país mais atingido pela pandemia no Oriente Médio

O número de mortes por covid-19 no Irã é quase o triplo do que o governo iraniano divulga, segundo uma investigação da BBC News Persa.

Registros oficiais do próprio governo, obtidos pela reportagem, apontam que cerca de 42 mil pessoas morreram com sintomas do novo coronavírus até 20 de julho. No entanto, as estatísticas divulgadas oficialmente pelo Ministério da Saúde apontam 14.405 mortes no mesmo período.

Com base nos mesmos registros revelados, o total de pessoas infectadas é o dobro do que o governo divulga: 451.024, ante 278.827.

Independentemente da contagem, o Irã continua sendo o país mais atingido pela pandemia no Oriente Médio. E nas últimas semanas começou a enfrentar uma segunda onda de infecções.

A primeira morte no Irã por covid-19 foi registrada em 22 de janeiro, segundo documentos e registros médicos obtidos pela BBC. Isso aponta que a primeira vítima fatal do país foi registrada um mês antes de o governo iraniano divulgar oficialmente a primeira infecção.

Diversos observadores internacionais têm questionado os dados divulgados pelo Irã desde a chegada do vírus ao país.

Número diário de mortes por covid-19 no Irã. Dados omitidos* vs dados divulgados**, entre 22.jan e 20.jul. .

Há discrepâncias graves entre dados nacionais e regionais, e estatísticos têm tentado traçar estimativas paralelas da real dimensão da pandemia no Irã.

A subnotificação, bastante associada à falta de testes, tem sido percebida em diversas partes do mundo, mas as informações vazadas à BBC revelam que as autoridades iranianas divulgaram números significativamente menores de infectados apesar de contarem com registros mais completos.

Isso indica que eles deliberadamente suprimiram dados mais negativos.

Procurado, o Ministério da Saúde do Irã disse que os relatórios do país enviados à Organização Mundial da Saúde sobre o número de casos e mortes de coronavírus são “transparentes” e sem qualquer irregularidade.

De onde v ê m os dados obtidos pela BBC?

Os documentos foram enviados à reportagem por uma fonte anônima.

Eles incluem detalhes das datas de internação de pacientes em hospitais no Irã – com nome, idade, gênero, sintomas, período de internação e eventuais comorbidades, como hipertensão e diabetes.

A fonte anônima afirmou ter compartilhado os dados com a BBC a fim de “revelar a verdade” e para dar fim a “jogos políticos” em meio à pandemia.

A discrepância entre os dados divulgados e o número de mortes nesses registros obtidos pela reportagem é equivalente aos cálculos de mortes em excesso até meados de junho. Mortes em excesso são aquelas que superam o patamar histórico de falecimentos em condições “normais”.

Mulher tem temperatura medida ao chegar a mesquita

AFP
País adotou medidas para tentar conter disseminação da covid-19

O que os dados revelam?

Teerã, a capital iraniana, tem o maior número de mortes, com 8.120 pessoas que perderam a vida por covid-19 ou sintomas semelhantes.

A cidade de Qom, o epicentro inicial do vírus no Irã, é a mais atingida proporcionalmente, com 1.419 mortes. Ou seja, uma morte por covid-19 para cada 1.000 pessoas.

Curiosamente, do total de mortes, 1.916 eram de cidadãos estrangeiros. Isso indica um número desproporcional de mortes entre migrantes e refugiados, principalmente de países vizinhos como o Afeganistão.

A tendência geral de casos e mortes nos dados vazados à BBC é semelhante aos relatórios oficiais, embora de grandeza distinta.

O aumento inicial de mortes é muito mais acentuado do que os números do Ministério da Saúde e, em meados de março, era cinco vezes o número oficial.

gráfico com taxa de mortes por província iraniana

BBC

Medidas de isolamento social foram impostas durante as férias de Noruz (Ano Novo Iraniano) no final da terceira semana de março, e houve um declínio em seguida de casos e mortes.

Mas à medida que as restrições do governo foram retiradas, os casos e mortes começaram a aumentar novamente após o final de maio.

De todo modo, a primeira morte registrada na lista vazada ocorreu em 22 de janeiro, um mês antes do primeiro caso de coronavírus ser oficialmente registrado no Irã.

Na época, as autoridades do Ministério da Saúde insistiam em negar que houvesse casos de coronavírus no país, apesar dos relatos de jornalistas no Irã e dos alertas emitidos por diversos profissionais médicos.

Em 28 dias, até o primeiro reconhecimento oficial em 19 de fevereiro, 52 pessoas já haviam morrido no país.

Médicos com conhecimento sobre o tema afirmaram à BBC sob condição de anonimato que o ministro da Saúde do Irã estava sofrendo bastante pressão de órgãos de inteligência e segurança do país.

Em meio a isso, diversos profissionais de saúde tentaram alertar as autoridades e a população para a disseminação da doença.

Por que houve um acobertamento?

O início da pandemia de covid-19 no Irã coincide com o aniversário da Revolução Islâmica de 1979 e com eleições parlamentares.

Esses eventos são grandes oportunidades para a República Islâmica exaltar seu apoio popular, e dificilmente o governo arriscaria perdê-las por causa de um vírus.

O aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo, acusou adversários de usarem o coronavírus para minar as eleições, que tiveram alta abstenção.

Antes da pandemia, o Irã já enfrentava diversas crises internas.

Em novembro de 2019, o governo aumentou o preço da gasolina da noite para o dia e reprimiu violentamente os protestos contra a medida. Centenas de manifestantes foram mortos em questão de dias.

Memorial a vítimas

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Tentativa de acobertamento de queda de aeronave levou a protestos pelo país

Em janeiro deste ano, a resposta iraniana ao assassinato pelas Forças Armadas americanas do principal general iraniano, Qasem Soleimani, visto como uma das figuras mais poderosas do Irã, gerou uma outra crise.

Em alerta máximo, as Forças Armadas iranianas dispararam por engano mísseis contra um avião ucraniano apenas alguns minutos depois da decolagem do aeroporto internacional de Teerã. Todas as 176 pessoas a bordo morreram.

As autoridades iranianas inicialmente tentaram encobrir o que aconteceu, mas depois de três dias foram forçadas a admitir o erro. O episódio arranhou bastante a imagem do governo dentro do país.

Nouroldin Pirmoazzen, ex-deputado que também era funcionário do Ministério da Saúde, disse à BBC que, neste contexto, o governo iraniano estava “ansioso e com medo da verdade” quando o coronavírus atingiu o Irã.

“O governo temia que os pobres e os desempregados fossem às ruas.”

Pirmoazzen aponta o episódio em que o Irã impediu a organização internacional de saúde Médicos Sem Fronteiras de tratar casos de coronavírus na Província central de Isfahan como evidência da estratégia do governo em relação à pandemia.

O Irã estava passando por tempos difíceis, mesmo antes do confronto militar com os EUA e o coronavírus.

As sanções que se seguiram à retirada dos EUA do acordo nuclear em maio de 2018, ordenada pelo presidente americano, Donald Trump, atingiram fortemente a economia.

“Quem trouxe o país a esse ponto não paga o preço. São as pessoas pobres do país e meus pacientes pobres que pagam o preço com a própria vida. No confronto entre os governos dos EUA e do Irã, somos esmagados pelas pressões de ambos os lados”.

Fonte: IG SAÚDE

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