conecte-se conosco

  • banner_Lorenzetti_1250x250

Nacional

Bolsonaro volta a defender o não uso de máscara, mas diz que decisão não é sua

Publicado


source
Bolsonaro volta a defender o não uso de máscara, mas diz que decisão não é sua
Agência Brasil

Bolsonaro volta a defender o não uso de máscara, mas diz que decisão não é sua

Após pedir para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, apresentar um “parecer” para liberar pessoas vacinas ou que já tenham sido contaminada pela Covid-19 de utilizaram máscaras, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a flexibilização nesta sexta-feira, mas afirmou que a decisão final será do ministro.

“Ontem pedi para o ministro da Saúde fazer um estudo sobre máscara. Quem já foi infectado e quem tomou vacina não precisa usar máscara. Mas quem vai decidir é ele, dar um parecer”, disse Bolsonaro, em entrevista na saída do Palácio da Alvorada.

Em seguida, o presidente disse que a definição “na ponta da linha” cabe a governadores e prefeitos, porque, de acordo com ele, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que “quem manda são eles”.

Entretanto, a decisão do STF a que Bolsonaro se referir, tomada em de abril do ano passado,, apenas garantiu a autonomia de estados e prefeituras para tomar decisões relacionadas à pandemia. Na mesma decisão, a Corte deixou claro que o governo federal também pode tomar medidas para conter a pandemia, mas em casos de abrangência nacional.

“Se bem que quem decide na ponta da linha é governador e prefeito. Eu não apito nada. É ou não é? Segundo o Supremo, quem manda são eles. Mas nada como você estar em paz com a sua consciência”.

Especialistas criticam ideia

Especialistas em saúde pública alertam que a ideia de Bolsonaro é “totalmente inadequada” e pode contribuir para o aumento do número de casos da doença no país.

O infectologista Julio Croda, professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), alerta que as vacinas não evitam a contaminação de quem já foi imunizado. Isso significa que essas pessoas têm menos chances de contrair a forma grave da Covid-19, mas que podem transmitir o vírus.

Máscaras formam uma barreira física ao vírus, o que impede a contaminação de pessoas que não estão infectadas. Por isso, enquanto a taxa de contágio continuar alta e o percentual de vacinados estiver no nível atual, todos precisam usar máscaras.

“O objetivo da vacina, neste momento, é prevenir os casos graves. A pessoa imunizada pode estar protegida de ser hospitalizada e de vir a óbito, mas pode virar uma fonte de transmissão para outras. Imagina isso nos ônibus, por exemplo. Do ponto de vista técnico, é uma medida totalmente inadequada”.

Você viu?

A pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo, colunista do GLOBO, lembra que mesmo os imunizados podem adoecer.

“Embora as vacinas que estamos usando sejam de muito boa taxa de proteção, elas não fazem milagre quando a transmissão na comunidade está muito alta. Enquanto nós não diminuirmos o contágio e obtivermos uma taxa de vacinação de 70%, ainda estamos sob risco”, afirmou, à Globonews.

Essa é, na avaliação dela, a diferença do Brasil com os EUA, que liberaram o uso de máscara por pessoas vacinadas, mas apenas em locais abertos. Lá, a taxa de contágio está em menos de 10 casos por cem mil habitantes, enquanto no Brasil varia entre 25 e 35. Além disso, já vacinou 43% da população.

“Eles estão com a epidemia absolutamente controlada, com baixo contágio e ocupação dos leitos. Enquanto aqui, vemos cidades voltando a taxas de transmissão próximas a 1, o nível mais perigoso que indica situação muito grave”, avalia.

Mesmo que saia do papel, uma determinação desobrigando o uso de máscara feita pelo Ministério da Saúde não deve ter efeitos práticos, na avaliação de Paulo Almeida, advogado do Instituto Questão de Ciência. Segundo o especialista, ela não anularia normas estaduais ou municipais que obrigam o uso do equipamento.

“Esse tipo de movimentação, ainda mais com a CPI tão esquentada, é mais uma tática de cortina de fumaça para desviar a atenção de outros assuntos do que uma medida prática. Inevitavelmente, será derrubada”, afirma.

Comentários Facebook

Nacional

CPI da Covid: Osmar Terra volta a citar dados falsos sobre pandemia

Publicado

por


source

BBC News Brasil

Osmar Terra (MDB-RS) na CPI da Covid
Divulgação/Agência Senado/Edilson Rodrigues

Osmar Terra (MDB-RS) na CPI da Covid


Em depoimento à CPI da Covid nesta terça (22/06), o  deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) citou dados falsos sobre a pandemia, como vinha fazendo ao longo de 2020.

Médico e ex-ministro da Cidadania, Terra foi chamado a depor por fazer parte do suposto “gabinete paralelo” que assessorava o presidente sobre a pandemia. Documentos entregues à CPI pelo governo mostram que o deputado esteve em diversas reuniões no Planalto para tratar de assuntos relacionados à covid-19.

Em seu depoimento, o  deputado afirmou que a estratégia da Suécia de não fazer lockdown foi um sucesso e que o país foi um dos que menos tiveram mortes no mundo.

A informação não é verdadeira. Sem isolamento, Suécia sofria já no final de 2020 com covid-19 fora de controle, UTIs lotadas e debandada de profissionais de saúde, como mostrou a BBC.

O deputado foi rapidamente corrigido pelos senadores, que lembraram que o país teve mais mortes por milhão de habitantes que os outros países escandinavos – Noruega, Finlândia e Dinamarca.

Lembraram também que, após a estratégia fracassada de combate à covid-19, o primeiro-ministro do país, Stefan Löfven, sofreu uma moção de desconfiança na segunda (21) e tem uma semana para apresentar sua renúncia.

Previsões erradas e a China

Para justificar as as previsões erradas que fez sobre a pandemia , o deputado citou as curvas de contaminação da China e da Coreia do Sul.

Você viu?

“Eram os dados que a gente tinha na época”, afirmou à CPI. O deputado também afirmou que a diferença entre os dois países asiáticos e o Brasil foi o “surgimento de novas cepas”.

Mais uma vez, a informação não é correta. Embora o surgimento de novas cepas tenha de fato agravado a pandemia no Brasil no fim de 2020, a China e a Coreia do Sul conseguiram conter a pandemia no início do ano porque adotaram estratégias diferentes do Brasil, baseadas em evidências científicas.

A China – que tem dimensões continentais e a maior população do mundo – adotou um lockdown nacional, com cidades maiores do que São Paulo totalmente fechadas, circulação interrompida em rodovias e outras medidas de restrição de circulação.

A Coreia do Sul – que é um país menor – implementou um sistema de testagem em massa e rastreamento de contatos, com quarentena de todas as pessoas que tiveram contato com infectados e o incentivo ao distanciamento social voluntário e generalizado da população.

Continue lendo

Nacional

Quadrilha especializada em roubos a residências de luxo é presa no Rio

Publicado

por


source
Integrantes da quadrilha que ainda estão foragidos. Quadrilha é especialista em roubos de residências de luxo
Divulgação

Integrantes da quadrilha que ainda estão foragidos. Quadrilha é especialista em roubos de residências de luxo


Policiais da 105ª DP (Petrópolis) prenderam dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de residências de luxo em Petrópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro. Felipe Ramos Ferreira foi detido na última segunda-feira (21) em Duque de Caxias e Roberto da Conceição foi preso na semana passada.

Dois integrantes da quadrilha ainda seguem foragidos, são eles Fabrício de Souza Ventura, conhecido como Buiu e Felipe do Santos da Silva, o Tilipe. Todos tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça.

Nessa segunda-feira, os investigadores também capturaram em flagrante Luiz Thiago Rodrigues da Silva, um dos donos de um ferro velho em Duque de Caxias, onde foi localizado parte de um carro roubado em uma das residências em Petrópolis.

Você viu?

Segundo as investigações da Polícia Civil, a quadrilha foi responsável por um roubo à residência no bairro da Taquara, em Petrópolis, ocorrido no dia 27 de abril deste ano e outro no dia 7 de maio, quando o grupo roubou três veículos importados, jóias de luxo e demaiis itens de valor. Nesses assaltos, as vítimas tiveram prejuízo de R$ 300 mil. Ainda de acordo com a polícia, os autores do crime agiram com extrema violência e mantiveram as vítimas em cárcere privado.


Já no mês passado, três integrantes do grupo – Fabrício, Felipe Ramos e Roberto – assaltaram uma casa no bairro Independência, em Petrópolis, no início de maio deste ano. A quadrilha levou três carros, aparelhos eletrônicos e joias.

Ainda segundo as investigações, o grupo planejava executar outros roubos na cidade de Petrópolis, e também um na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. De acordo com a polícia, Luiz é sócio do ex-policial militar Leandro Lopes, conhecido como Leandrão, excluído da policia por integrar a milícia de Jonas Gonçalves da Silva, conhecido como Jonas é nós.

Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Política MT

Mais Lidas da Semana