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Economia

Bolsonaro se reúne com Guedes para tentar afastar pressão sobre ministro

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Paulo Guedes está pressionado pela ala política a após demissão de secretários
MARCOS CORRÊA/ PR

Paulo Guedes está pressionado pela ala política a após demissão de secretários

O presidente Jair Bolsonaro chegou há pouco na sede do Ministério da Economia, em meio a dúvidas sobre a permanência do ministro Paulo Guedes no posto de chefe da equipe econômica. O presidente vai se reunir com o ministro e com integrantes da equipe.

O encontro ocorre em meio a dúvidas sobre a permanência do ministro no posto de chefe da equipe econômica, devido à crise fiscal e a debandada de quatro secretários do ministério na noite de quinta-feira.

As agendas das autoridades não previam o encontro. Segundo membros do governo, Bolsonaro irá ao ministério expressar apoio ao ministro, que permanece no governo mesmo pressionado pelas mudanças no teto de gastos.

Segundo fontes palacianas, Guedes não pediu demissão e a ida de Bolsonaro ao prédio é uma tentativa de fortalecê-lo.

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Mudanças no Ministério da Economia

Além da discordância em relação à revisão do teto de gastos, o receio de se tornarem alvo de investigações de órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público também motivou a nova debandada da equipe de Paulo Guedes.

Bruno Funchal, que pediu demissão nesta quinta-feira do cargo de Secretário do Tesouro e Orçamento, era um dos que mais resistiam à ideia da revisão do teto. Além dele, também pediram afastamento o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, e os secretários adjuntos de Funchal e de Bittencourt, respectivamente Gildenora Dantas e Rafael Araújo.

O teto de gastos é uma regra fiscal que limita o crescimento de despesas da União à inflação do ano anterior. Ou seja, na prática, não há aumento real de despesas. Para viabilizar o pagamento do novo Auxìlio Brasil de R$ 400, essa fórmula foi alterada na PEC dos Precatórios, aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados ontem.

Ao comentar sobre a proposta de oferecer o pagamento de R$ 400 a cerca de 750 mil caminhoneiros para compensar a alta do preço dos combustíveis, Bolsonaro disse que o mercado fica “nervosinho” e afirmou que deverá ocorrer novo reajuste do preço dos combustíveis.

Bruno Funchal, que pediu demissão nesta quinta-feira do cargo de Secretário do Tesouro e Orçamento, era um dos que mais resistiam à ideia da revisão do teto. Além dele, também pediram afastamento o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, e os secretários adjuntos de Funchal e de Bittencourt, respectivamente Gildenora Dantas e Rafael Araujo.

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Economia

Verba liberada com reajuste do teto não vai para classe política, diz Guedes

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Paulo Guedes, ministro da Economia
Edu Andrade/Ascom ME

Paulo Guedes, ministro da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (3) que a verba liberada com a PEC dos Precatórios e com o ajuste do teto de gastos não será destinada para a classe política. Ele também ressaltou que a ideia de calcular o teto tendo como base dezembro, e não junho como antes, não partiu do Ministério dele.

“A revisão do teto não veio da economia, mas é tecnicamente sustentada, e o dinheiro não está indo para a política”, disse em apresentação no Encontro Anual da Indústria Química.

Parte do Congresso, no entanto, defende o aumento das emendas do relator, que formam o “Orçamento Secreto” , por recursos da folga no teto.

Segundo ele, o espaço fiscal liberado vai para o Auxílio Brasil , benefício que substituiu o Bolsa Família. Além disso, o ministro pretende separar parte da verba para compra de vacinas e para a desoneração da folha de pagamentos até 2023. 

A mudança proposta pelo Senado de limitar o subteto de precatórios até 2026 desagradou Guedes, mas ele ressaltou que traz segurança jurídica a longo prazo. 

No mesmo evento, Guedes culpou a alta na taxa básica de juros pela desaceleração no crescimento após o resultado negativo do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre

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“A Faria Lima, os banqueiros estão prevendo crescimento menor. É natural, é do ângulo de visão de financistas. É claro que vai haver desaceleração forte porque os juros estão subindo. A inflação subiu. De novo, estamos fazendo a coisa certa. O importante não é a previsão, é fazer a coisa certa”, declarou o ministro.

Ontem, Guedes havia atribuído a queda de 0,1% no PIB às “condições climáticas”. 



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Economia

Lula: ‘Bolsonaro acha que o povo votará nele porque criou o Auxílio Brasil’

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'Bolsonaro acha que o povo brasileiro vai votar nele porque ele criou o Auxílio Brasil', afirma Lula
Reprodução/YouTube

‘Bolsonaro acha que o povo brasileiro vai votar nele porque ele criou o Auxílio Brasil’, afirma Lula

Em entrevista ao podcast Podpah , exibida na noite da última quinta-feira (2), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL), pela extinção do Bolsa Família e pela criação do  Auxílio Brasil no lugar do antigo programa. “Ele acha que o povo brasileiro é bobo, que vai votar nele só porque ele criou o Auxílio Brasil”, afirmou Lula.

“O Bolsa Família foi eleito por diversas vezes o melhor programa de transferência de renda do mundo”, continuou o petista. “Esse troglodita não precisava ter acabado com isso. Ele podia ter aperfeiçoado, poderia ter aumentado [o valor do benefício]. Ele queria acabar [com o Bolsa Família] ‘porque o programa era do Lula. Tinha que ter o programa do Bolsonaro’. O programa não era do Lula, era do povo brasileiro. O Lula não recebia o Bolsa Família”.

O ex-presidente da República chamou Bolsonaro de “anomalia política” e disse que o atual chefe do Executivo “não sabe respeitar o ser humano”. Lula ainda questionou o motivo pelo qual existem mais de 19 milhões de pessoas passando fome no país atualmente . Em 2009, penúltimo ano de seu mandato, eram 11,2 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Não é porque falta comida, falta dinheiro para as pessoas comprarem”, disse ele. “Quando nós criamos o Bolsa Família, o que a elite brasileira falava? ‘Ah, o Lula tá criando vagabundo. Essas pessoas não querem mais trabalhar. As pessoas só querem fazer filho para poder ganhar mais’. Está cheio de gente que acha que o cara é pobre porque ele quer”, criticou.

Economia

Durante a entrevista, Lula mentiu ao afirmar que foi o único presidente brasileiro a ser convidado para todas as reuniões do G8 — sigla usada para denominar as oito nações mais ricas do mundo. Em 2004, o ex-presidente deu uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo criticando a exclusão do Brasil do encontro do G8 naquele ano.

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A reportagem afirmava que, após ter participado da reunião da cúpula em 2003, na França, o nosso país não foi convidado para o encontro no ano seguinte, quando os Estados Unidos foram os anfitriões. Na ocasião, Lula afirmou que o Brasil em breve voltaria a ser “a ser a sexta, a sétima ou a oitava economia mundial”.

Isso, de fato, aconteceu, mas foi durante o governo Dilma. Em 2011, o Brasil se tornou a sexta maior economia do mundo, superando a Grã-Bretanha. Atualmente, o país ocupa a 13ª posição, segundo um levantamento da  Austin Rating , divulgado nesta sexta.

Preço dos combustíveis e do gás de cozinha

O petista também se equivocou ao fazer um comentário sobre o preço da gasolina. “Por que a Petrobras está vendendo a R$ 8 o litro da gasolina, quando nós somos autossuficientes?”. O Brasil tem, sim, uma boa quantidade de petróleo para a autossuficiência, mas a capacidade de refino do produto no país é muito abaixo da demanda interna.

Além disso, o valor do combustível é definido pela política de Preço de Paridade de Importação (PPI) da Petrobras, adotada em 2016, que considera a variação do preço do petróleo no mercado internacional. Nas refinarias, a gasolina custa R$ 3,19. Nas bombas, o preço médio do litro no país é de R$ 6,74, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Lula também afirmou que durante seus oito anos de governo, ele nunca aumentou o preço do gás de cozinha. Em dezembro de 2010, já no final de seu segundo mandato, o botijão custava, em média, R$ 38,30. A variação ao longo do período foi de cerca de R$ 0,20. Hoje, o custo médio é de R$ 102,60, também, em grande parte, por causa do preço do petróleo lá fora.

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