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Política Nacional

Bolsonaro ataca STF no aniversário de 58 anos do golpe de 64

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Bolsonaro ataca ministros no aniversário do golpe de 64
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 25.03.2022

Bolsonaro ataca ministros no aniversário do golpe de 64


O presidente  Jair Bolsonaro  voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira. Ele pediu que algumas pessoas não atrapalhem, coloquem suas togas e parem de “encher o saco”. Sem citar nomes, também fez referências ao ministro Alexandre de Moraes, relator inquérito que tem o próprio Bolsonaro ou apoiadores como alvos, e à ministra Rosa Weber, que rejeitou um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para arquivar um inquérito em que o presidente é investigado por prevaricação. Para Bolsonaro, Moraes “deve ser um desocupado”.

“Nós aqui temos tudo para sermos uma grande nação, para sermos exemplos para o mundo. O que que falta? Que alguns poucos não nos atrapalhem. Se não tem ideias, cala a boca. Bota a sua toga e fica aí, sem encher o saco dos outros”, disse Bolsonaro em cerimônia de troca de ministros no Palácio do Planalto.

Ele atacou especificamente Moraes:

“Um ministro que não tem o que fazer, deve ser um desocupado, fica o tempo todo me processando. Alguém que nunca fez nada de útil para a sociedade de repente processa o deputado, ou melhor — o deputado também, né — o presidente. O que quer com isso? O que ajuda o Brasil? Olha os problemas que o nosso povo tem.”

O deputado é Daniel Silveira (União Brasil-RJ), que estava presente na cerimônia e vinha resistindo a uma ordem de Moraes para colocar uma tornozeleira eletrônica. Aliado de Bolsonaro, Silveira se tornou alvo de um processo no STF. Ele é réu acusado de agressões verbais e ameaças a ministros da Corte para favorecer interesse próprio, de incitar a violência para impedir o livre exercício dos Poderes Legislativo e Judiciário, e de incitar a animosidade entre as Forças Armadas e o STF.

Outra ministra criticada por Bolsonaro foi Rosa Weber. Ela rejeitou um pedido do procurador-geral da República Augusto Aras para arquivar o inquérito sobre suspeita de prevaricação do presidente Jair Bolsonaro envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin. Rosa Weber determinou a devolução do processo para uma nova análise de Aras a respeito das provas colhidas. É a primeira vez que um ministro do STF reverte um arquivamento solicitado por Aras em relação a Bolsonaro. A Polícia Federal também havia descartado a prática de crimes do presidente.

“Agora esses dias, a PF diz que eu não tenho nada a ver, e a Saúde, com uma vacina que não foi comprada, não foi gasto um real. Mas uma ministra: não, eu não vou arquivar. Isso é passível de detenção do presidente. O que essas pessoas querem? O que têm na cabeça? O que essas pessoas ajudam o Brasil?”, disse Bolsonaro.

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Ele também falou de inimigos que “habitam essa região dos três poderes”:

“A democracia e a liberdade é uma batalha. Deste governo, imprensa brasileira, vocês nunca ouviram uma palavra de censura à mídia, de controle social, de desmonetizar página de pessoas que pensam diferente do presidente. Temos inimigos sim. São poucos inimigos de todos nós aqui no Brasil. E habitam essa região dos três poderes. Esses poucos podem muito, mas não podem tudo.”

Defesa do golpe de 1964 A cerimônia no Planalto ocorreu no aniversário de 58 anos do golpe de 1964, que implantou uma ditadura militar no Brasil. Defensor do regime que durou até 1985, Bolsonaro elogiou os presidentes militares.

“O que seria do Brasil sem as obras do governo militar? Não seria nada, seria uma republiqueta. O que seria da Agricultura sem Geisel ter mandado [o ministro da Agricultura] Alysson Paulinelli enviar para fora do Brasil jovens a estudar agricultura? Hoje somos essa potência do agronegócio. O que seria da Amazônia sem Castelo Branco criar a Zona Franca de Manaus? Já teríamos perdido a Amazônia. É uma luta da verdade contra mentira, da história contra a estória, do bem contra o mal. E o Brasil resistiu. Obras fantásticas. O desbravamento do Centro-Oeste. O que seria do nosso mar territorial sem Médici ampliar de 12 para 200 milhas? O que seria da nossa Força Aérea sem a criação da Embraer? Brasileiros fantásticos à frente desses projetos”, disse Bolsonaro.

Com o golpe, o então presidente João Goulart fugiu do país, sem oferecer resistência armada. Assim, na avaliação de Bolsonaro, o que houve foi uma vacância do cargo que foi preenchida normalmente.

“Hoje são 31 de março. O que aconteceu nesse dia? Nada. A história não registra nenhum presidente da República tendo perdido o mandato nesse dia. Então para que a mentira? A quem ela se presta? O Congresso Nacional no dia 2 de abril de 64 votou pela vacância de João Goulart, com voto inclusive de Ulysses Guimarães. Quem assumiu o governo nesse dia? Não foi nenhum militar. Foi um deputado federal, o presidente da Câmara, de nome Ranieri Mazzilli. Por que omitir isso? Que aconteceu em 11 de abril de 64? Eleições indiretas no Congresso Nacional, à luz da Constituição de 1946. E ali com o voto também de Ulysses Guimarães, o Congresso, com quase 100% dos presentes, elegeu o marechal Castelo Branco como presidente da República à luz da Constituição de 1946. E ele só tomou posse no dia 15 de abril de 64. E prosseguiu a história”,  disse Bolsonaro.

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Política Nacional

PT deve aprovar Alckmin como vice de Lula no próximo dia 14

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Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)
Foto: Ricardo Stuckert – 05.04.2022

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (dir.)

A executiva nacional do PT definiu na noite desta quinta-feira o calendário dos trâmites partidários relativos à eleição presidencial deste ano. A aprovação da escolha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ser o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ocorrer em reunião do diretório nacional no próximo dia 14.

Nesta sexta-feira, o PSB apresentará formalmente, em um encontro com a direção do PT em São Paulo, a indicação do ex-governador.

No dia 30, ocorrerá no Anhembi, em São Paulo, o lançamento da pré-candidatura. Na ocasião, será apresentada a frente de partidos que apoiará o petista, composta pela federação formada por PT, PCdoB e PV, pela federação que reúne PSOL e Rede, em coligação com PSB e o Solidariedade.

Lula quer simbolizar a amplitudade de sua candidatura no ato com as presenças do ex-tucano Alckmin e do líder sem teto Guilherme Boulos (PSOL), que desistiu de disputar o governo de São Paulo e será candidato a deputado federal.

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A executiva do PT também marcou para 4 de junho o encontro partidário. Pela tradição petista, são nos encontros que as chapas são aprovadas. Porém, a corrente majoritária da sigla, a CNB, quer que o diretório nacional já faça uma primeira aprovação da chapa no dia 14.

Correntes minoritárias do PT se opõem à indicação de Alckmin para vice com o argumento de que os seus governos em São Paulo contrariaram bandeiras defendidas historicamente pelo partido, como os direitos humanos e a defesa dos professores. O grupo, porém, não deve ter votos suficientes para barrar a entrada do ex-governador na chapa.

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Política Nacional

Anitta vira alvo de bolsonaristas em ataques nas redes sociais

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Anitta
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Anitta

Lollapalooza e campanha de incentivo para que jovens tirem o título de eleitor: as manifestações da cantora Anitta nas redes sociais não tem agradado os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, a deputada distrital Julia Lucy (NOVO) publicou um vídeo sobre a cantora nas redes sociais que causou polêmica. Na gravação, ela disse que a sexualização da mulher brasileira a “envergonha”. Este foi o episódio mais recente que gerou uma série de manifestações por parte dos apoiadores do presidente.

Em parceria com a consultoria BITES, o GLOBO apurou os ataques sofridos pela cantora desde 1° de dezembro do ano passado. Neste período, foram ao menos 458 mil menções que citam Anitta e o presidente. Só na bancada bolsonarista no Congresso, 22 deputados e senadores publicaram posts sobre a cantora.

Na ocasião, influenciadores como a atriz Maria Bopp tuitaram que o sucesso de Anitta seria apenas a primeira “alegria” dos brasileiros em 2022. O título na Copa e a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas também apareceram nas listagens dos internautas.

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Além disso, com a proibição das manifestações políticas no Lollapalooza, Anitta veio à público para dizer que pagaria a multa dos artistas que descumprissem a então decisão judicial, que, após polêmica, foi revogada. À época, os bolsonaristas reagiram. No dia 28, o pré-candidato à deputado estadual Jorge Rodrigues se manifestou e sugeriu a prisão da cantora.

No dia 10 de março, teve até uma troca de farpas entre Bolsonaro e Anitta, que também movimentou as redes. Na ocasião, o presidente opinou sobre o programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e foi questionado pela cantora: “é presidente ou subcelebridade?”.

Apesar de março ter sido o mês em que a cantora carioca foi mais visada por bolsonaristas, os ataques não são de hoje. A artista já era motivo de piada entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Em dezembro, o ex-secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura André Porciuncula chegou a dizer que, na próxima entrevista, usaria frases de Anitta. O intuito da fala era dizer que a artista era um exemplo de baixa cultura, além de atacar um outro veículo de comunicação.

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