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Economia

Bolsonaro articula para manter indicação de Adriano Pires na Petrobras

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Jair Bolsonaro quer manter indicação de Pires à frente da Petrobas
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 25.03.2022

Jair Bolsonaro quer manter indicação de Pires à frente da Petrobas

Após o consultor Adriano Pires informar ao Palácio do Planalto ter desistido de ocupar a presidência da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro ainda tenta reverter a decisão e salvar a indicação do economista para o cargo.

Pires não fez ainda qualquer comunicado formal ao governo. Não enviou até agora uma carta desistindo da indicação, por exemplo. Mas já avisou a ministros que não teria como assumir o cargo por conflitos de interesses em decorrência das empresas para as quais ele prestou serviços, como informou a colunista do GLOBO Malu Gaspar.

Adriano Pires havia sido indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo na semana passada, para substituir o general Joaquim da Silva e Luna. No domingo, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, já havia declinado do convite para o cargo de presidente do Conselho de Administração da empresa.

Bolsonaro está no Rio, sede da empresa, acompanhado de ministros como Bento Albuquerque, de Minas e Energia. Em nota divulgada na tarde desta segunda-feira, o Palácio do Planalto e o Ministério de Minas e Energia informaram que não receberam nenhum comunicado oficial de Adriano Pires.

Obstáculos para posse de Pires

O problema também é que o Comitê de Pessoas da Petrobras tem em maõs pareceres contrários às nomeações de Pires e Landim (presidente do Flamengo). Eles chegaram a ser avisados desses documentos. Esse parecer é decorrente de uma investigação conhecida internamente como Background Check de Integridade (BCI).

O Comitê de Pessoas, portanto, seria mais um obstáculo para Pires assumir o cargo, caso ele recue e decida ficar na empresa. As relações dele também despertaram críticas da equipe econômica, especialmente por conta do novo Marco Regulatório do Gás natural.

Em conversas com auxiliares no domingo e nesta segunda-feira, Bolsonaro atribuiu a supostos “inimigos” que estão na Petrobras os obstáculos criados para Pires assumir o cargo. Esses obstáculos deixaram Bolsonaro irritado e o presidente não quer dar o braço a torcer.

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Nas conversas, Bolsonaro reclamou que teria, na sua visão, de escolher o presidente da Petrobras. E afirmado que Pires é qualificado para o cargo. Em entrevista ao GLOBO na semana passada, Albuquerque disse que Adriano Pires era a pessoa mais indicada para estar à frente da Petrobras neste momento.

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Como mostrou Malu Gaspar, entre os clientes de Pires está o empresário e sócio de distribuidoras de gás Carlos Suarez, que é também amigo de décadas de Landim. Outros clientes do consultor são a associação do setor (Abegás), a Compass, concessionária de gás do empresário Rubens Ometto, e diversas outras empresas do setor.

Não é segredo para o governo, porém, essa relação de Pires. Auxiliares de Bolsonaro, inclusive, dizem que ele foi escolhido por conta desse currículo.

Por lei, filho de Pires não poderia comandar CBIE

Pires também precisaria contornar uma exigência considerada difícil por ele. Pela legislação, o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), que ele preside, não poderia ficar sob o comando de seu filho, Pedro Rodrigues Pires, hoje sócio-diretor do empreendimento.  A Lei das Estatais veda que executivos dessas empresas tenham parentes em empreendimentos concorrentes.

Fundado em 2000, o CBIE se apresenta como uma consultoria especializada em regulação e assuntos estratégicos em energia. Nos quadros da empresa consta Pedro Rodrigues Pires, filho de Adriano Pires, como sócio diretor.

O Ministério Público já pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que apure se há conflito de interesse na indicação de Adriano Pires. Isso porque, conforme argumenta o MP, Pires está há mais de 20 anos à frente do CBIE.

Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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