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Economia

BNDES desembolsou R$ 69,3 bilhões em 2018

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Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2018 atingiram R$ 69,3 bilhões, uma queda de 2% em comparação ao ano anterior. Desse total, a maior parte dos recursos liberados, da ordem de R$ 30,4 bilhões, ou o correspondente a 43,9%, foi direcionada para projetos na área de infraestrutura, com aumento de 13% em relação a 2017.

Os dados foram divulgados hoje (29) pelo banco e mostram que o setor de infraestrutura se destacou também entre as aprovações registradas em 2018, com desempenho 60% maior que no ano anterior, somando R$ 47,6 bilhões.

Para o setor de agropecuária, foram desembolsados R$ 14,7 bilhões, expansão de 2% frente o ano anterior. Já para as áreas industrial e de comércio e serviços, as liberações alcançaram, respectivamente, R$ 12,3 bilhões e R$ 11,9 bilhões, com queda de 18% em cada setor.

De acordo com o BNDES, as aprovações de recursos para novos financiamento somaram R$ 94,9 bilhões, revelando incremento de 27% no acumulado de 2018, em relação a 2017.

As micro, pequenas e médias empresas (MPMES) receberam R$ 30,1 bilhões ou o correspondente a 44,7% do total liberado pelo BNDES, maior percentual da série histórica, mostrando aumento de 4% em comparação ao ano anterior.

Regiões

Por regiões, o Centro-Oeste teve o maior crescimento percentual nas liberações do banco em 2018, concentrando R$ 9,4 bilhões, valor 12% maior que em 2017. As aprovações para novos projetos de investimento nessa região evoluíram 70%, somando R$ 12 bilhões. O resultado, segundo o BNDES, foi influenciado pela aprovação de financiamento para o sistema de transmissão que vai conectar a Estação Conversora Xingu (PA) à Estação Conversora Terminal Rio (RJ) para escoamento da energia gerada pela Usina Hidrelétrica Belo Monte.

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Para as demais regiões, na comparação com 2017, os desembolsos mostraram retração de 16% (Nordeste), 8% (Norte), 1% (Sudeste), com o Sul registrando crescimento de 1%. Já as aprovações para as regiões Norte, Sul e Sudeste aumentaram em relação ao ano anterior 270%, 29% e 17%, respectivamente. No Nordeste, após crescimento de 70% em 2017, contra 2016, as aprovações para novos financiamentos no ano passado tiveram variaram negativa (-9%).


Por meio de sua subsidiária BNDES Participações (BNDESPAR), o banco investiu no mercado de capitais R$ 412 milhões em fundos de crédito, com um efeito multiplicador de três vezes. Isso significa que para cada milhão de reais do BNDES, foram aplicados R$ 3 milhões por outros investidores, informou a instituição.

Edição: Fernando Fraga

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Economia

Presidente da Netflix: US$ 520 milhões em série será pechincha no futuro

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IstoÉ Dinheiro

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Emily Canto Nunes/iG São Paulo
Reed Hastings mostrou serenidade ao falar do aumento da concorrência no setor de streaming

The Crown ” é uma série de época que trata dos bastidores do início do reinado de Rainha Elizabeth II a frente do Reino Unido.

Uma das principais séries exclusivas da Netflix, a produção é também uma das mais caras da televisão americana, devido sua reconstituição de época e grandeza do roteiro, o custo total de uma temporada do seriado é de cerca de R$ 520 milhões (100 milhões de libras).

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O valor porém assusta analistas da Netflix, uma vez que a empresa tem atualmente US$ 12,3 bilhões em dívidas no longo prazo e descarta qualquer possibilidade de angariar renda de outras maneiras – como um plano de assinatura grátis com propagandas.

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Netflix/Divulgação
The Crown é uma das séries mais caras da Netflix


Quem não está preocupado com isto no momento é o presidente do serviço de streaming, Reed Hastings , que acalma os investidores com o que normalmente deveria significar problema para empresas: aumento da concorrência.

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Durante conferência da indústria de televisão RTS no Reino Unido, Hastings disse o mundo do streaming será “totalmente novo” em novembro com a chegada dos streamings da Disney e Apple. 

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Segundo ele, o arrefecimento na competição fará com que empresas explorem melhor conteúdos e talentos disponíveis, e completou dizendo que neste novo cenário, o dinheiro gasto com The Crown será uma pechincha para os novos padrões da indústria. “Parecerá uma pechincha”, disse.

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O executivo disse também que neste ano gastou 400 milhões de libras em produções no Reino Unido , e que a tendência é crescer. Quando questionado se o número poderia dobrar para 2020, ele disse que “provavelmente não”, mas que os investimentos terão um “grande aumento”.

Fonte: IG Economia
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Economia

Veja as contas que você pode ficar sem pagar para sair do vermelho

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Reprodução
Confira dicas sobre quais contas e dívidas devem ser priorizadas na hora do aperto

O endividamento faz parte da vida do brasileiro. Mais de 40% da população adulta tem pelo menos uma dívida que não consegue pagar e a inadimplência vive seu maior índice da história, atingindo 63,2 milhões de pessoas, de acordo com a Serasa Experian.

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Manter as contas em dia, especialmente em período de alto desemprego, não é tarefa simples. As pendências, contudo, podem criar uma “bola de neve” até que se tornem impagáveis e passem a afetar mais diretamente a vida do endividado, com a restrição ao nome , por exemplo.

Para começar a organizar as finanças em um momento de aperto, vale até mesmo saber quais contas e dívidas são mais “atrasáveis” .

Para isso, é importante levar em conta os juros , os serviços que podem ser cortados e ainda estar atento ao confisco de bens em caso de atraso de determinadas contas, além, claro, de buscar a educação financeira para regularizar a situação caso haja restrição ao nome e a partir disso construir uma situação estável dentro de cada realidade.

Fabrizio Gueratto, financista do canal 1Bilhão Educação Financeira, orienta que o primeiro passo para ter uma condição financeira estável é procurar se enxergar, entender o que acontece e quais as razões para o descontrole de gastos, recorrendo até mesmo a questões familiares e culturais que levam ao hábito de gastar mais do que se deve.

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Segundo ele, o caminho é colocar na ponta do lápis os ganhos, os gastos e as dívidas, construir um espelho financeiro e traçar pontos negativos de uma vida de endividamento, como atritos com a família, por exemplo, e pensar em como seria se livrar das pendências.

Cortar gastos supérfluos e se adequar a própria realidade são pontos de mudança. Para Gueratto, é preciso entender que gastar é prazeroso, sim, mas procurar desculpas para gastar mais do que seu rendimento permite vai trazer consequências. “Uma hora a conta chega”, lembra.

“Gastar dá prazer, mas a partir da educação financeira o brasileiro deve procurar ter prazer em guardar dinheiro”, afirma o financista, que cita três perguntas que cada um deve se fazer na hora de comprar: “Quero? Posso? Preciso?”. Segundo ele, entender a realidade e gastar dentro do possível sempre deve ser a regra, não a exceção.

Afinal, quais dívidas e contas devem ser prioridade?

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Contas essenciais, como as de luz, água e gás, devem sempre ser tratadas como prioridade


  1. Contas essenciais;
  2. Dívidas em relação a bens em alienação;
  3. Dívidas com cartões de crédito e cheque especial.

De acordo com Fabrizio Gueratto, além do básico e do que pode comprometer bens , a prioridade deve ser renegociar dívidas com juros altos, sobretudo com cartão de crédito e cheque especial. 

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Na hora de não pagar, portanto, opte por aquelas que  não envolvam corte imediato de serviços, não coloquem bens em risco e tenham os juros mais baixos. Tributos costumam ter os juros mais baixos.

Por outro lado, atrasar serviços não essenciais , de entretenimento, por exemplo,  pode ser mais vantajoso do que ficar sem pagar a luz.  

Embora tenham juros mais baixos que outras dívidas, as contas essenciais , tais como as de luz, água e gás, estão sujeitas a interrupção do serviço em curtos períodos de tempo após atraso.

Então, elas  devem ser priorizadas , já que o corte seria feito pouco após o atraso no pagamento e esses serviços são vitais e os bloqueios afetariam direta e rapidamente a vida do endividado.

Dívidas em relação a bens em alienação também devem estar sempre no radar, já que não acertar as contas também afetaria a qualidade de vida do endividado diretamente.

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Segundo Gueratto, compras parceladas e a cultura de comprar sempre algo a mais no dia a dia pesa no fim do mês e acaba comprometendo o orçamento de muitos brasileiros a curto, médio e longo prazo.


Para ele, em casos mais extremos, o ideal é fazer um cartão pré-pago, procurar condições melhores e cortar gastos, já que os juros do cartão de crédito são abusivos.

Fonte: IG Economia
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