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Economia

Black Friday: 25% dos consumidores pretende usar Pix; fique atento aos golpes

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Guia mostra cuidados na hora de pagar
Reprodução: iG Minas Gerais

Guia mostra cuidados na hora de pagar

Um quarto dos consumidores que vão às compras nesta Black Friday pretende usar o Pix como forma de pagamento, atrás apenas do uso de cartão de crédito, citado por 91% dos participantes da pesquisa feita pela Neotrust.

Especialistas, no entanto, alertam que apesar da rápida popularização do sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, que já soma mais de cem milhões de usuários em um ano de atividade, é preciso redobrar os cuidados ao usar o Pix.

A estimativa da ClearSale, empresa especializada em cibersegurança, é que as tentativas de fraudes com ou sem Pix — aumentem 52% entre hoje e sexta-feira.

Além dos golpes, os especialistas chamam atenção para o fato de que, apesar de o Banco Central ter anunciado a criação do mecanismo especial de devolução, que facilita o ressarcimento caso o usuário tenha sido vítima de fraude com o Pix, reaver o dinheiro em caso de problemas com a compra ainda pode ser desfiador.

“A ferramenta ainda é nova, e o funcionamento ainda precisa ser avaliado. Ela possibilita que caso não receba o produto após pagamento com Pix, o consumidor possa pedir o estorno da compra com seu banco ou entrar em contato com a loja solicitando o cancelamento da compra”, alertar Ralf Germer, cofundador e CEO da PagBrasil, fintech de processamento de pagamentos para e-commerce.

Cartão de crédito é mais seguro

Germer continua:

“Para ter mais chances de ressarcimento, o consumidor deve sempre finalizar a compra dentro do site ou app da loja em que foi feita toda a compra. Desta forma, há garantia caso a encomenda não chegue. Se o vendedor pedir para finalizar a transação em outro ambiente ou para transferir o dinheiro, desconfie e não aceite.”

Victor Gasparian, especialista em TI da Trend Micro, pondera que o pagamento em cartão de crédito é ainda mais seguro:

“Quando se paga com um cartão de crédito e há algum problema na compra você tem, ao menos, três empresas para recorrer: o vendedor, o banco e a administradora do cartão.”

Gasparian acrescenta:

“O Pix veio para ficar. Mas recomendo que só se opte por pagar via Pix em sites conhecidos e confiáveis, e que ofereçam outros tipos de pagamento. Só aceitar Pix como pagamento é um sinal de alerta, diria que acende a luz vermelha para risco de fraude.”

34 mil fraudes até sexta

Para Germer seja qual for o meio de pagamento, é fundamental que o consumidor pesquise a procedência do site, verifique se há selos de segurança na área de pagamento e pesquisar o CNPJ da empresa. No caso de optar por o Pix, no entanto, há cuidados adicionais:

“No momento do pagamento, é imprescindível checar o nome do destinatário e o valor da transferência.”

A estimativa da ClearSale, é que haja 34 mi tentativas de fraudes apenas nesta quinta e sexta-feiras, ápice da promoção. O que representaria um aumento de 52% em relação ao ano passado.

Na Black Friday do ano passado, segundo balanço da Konduto, a taxa de tentativa de fraudes no comércio eletrônico com relação ao total de pedidos ficou em 1,36%, o que correspondeu a 2,72% do faturamento na data.

Confira as orientações de especialistas

Só tem PIX? Desconfie

Especialistas alertam que deve acender um sinal de alerta para os sites que só oferecem o Pix como forma de pagamento. O mesmo vale para o caso de descontos muitos mais significativos para pagamentos instantâneos. A avaliação é que a redução de preçodeve ser semelhante independente da forma de pagamento.

Golpes

Os golpes têm se tornado cada vez mais sofisticados atenção a todas as informações. Cuidado com links que chegam de desconhecidos por meio de redes sociais, Whatsapp, e-mail ou SMS pedindo cadastro ou oferecendo brindes e descontos. Desconfie das promoções que parecem boas demais para ser verdade.

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Andrew Martines, CEO da HackerSec, empresa de cibersegurança, chama atenção para o golpe chamado phishing, ou pescaria digital.

Por meio de links que levam a uma página falsa na internet, comumente muito parecida com a de uma loja conhecida ou até mesmo um banco, os criminosos roubam senhas e dados pessoais dos consumidores para realização de compras e transferências eletrônicas.

Na hora de pagar

A compra deve ser finalizada no mesmo lugar da compra, seja no site ou app. Desta forma, há garantia de ressarcimento caso a encomenda não chegue. Se o vendedor pedir para finalizar a transação em outro ambiente ou para transferir o dinheiro, desconfie.

Além disso, no ato do pagamento não esqueça de conferir se o nome que aparece na transferência é da empresa da compra. Se aparecer o nome de uma pessoa, não pague.

Estabeleça limite

Não há um limite do valor de transferência por Pix determinado pelo Banco Central. Cada banco estipula o valor máximo para que o usuário realize a transação.

Especialistas alertam, no entanto, que ter um limite alto pode ser perigoso para os usuários, aumenta o risco de prejuízos.

Alberto André, CEO do Plusdin, fintech e portal de produtos e serviços financeiros, recomenda que caso o valor seja mais alto que seu limite, sugira fazer duas transferências.

Nada de rede públicas de wi-fi

Conectar-se a um wi-fi de uso coletivo para fazer uma transação bancária aumenta a exposição do consumidor e o risco de acesso a seus dados.

Segundo Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, empresa especializada em mineração de dados, o ideal é usar o aplicativo do banco com o próprio pacote de dados ou uma rede de wi-fi de uso privativo.

Cuidado com QR Codes falsos

O QR Code é uma importante ferramenta para reduzir o trabalho do consumidor: já estará disponível o destino da transação, valor do pagamento. Apesar de reduzir em alguns segundos o processo de pagamento, é preciso certificar se o valor está correto, bem como o destino do pagamento antes de concluir a operação.

Paulo Castro, CEO do Contbank,  alerta que  há casos em o valor é diferente  e até do uso QR Code para direcionar o consumidor para uma conta falsa.

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Economia

Presidente da CNI cobra “liderança” de Bolsonaro para aprovar reforma tributária

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Encontro de empresários com Bolsonaro
Reprodução Twitter CNI

Encontro de empresários com Bolsonaro

Em evento da Confederação Nacional da Indústria, o presidente Jair Bolsonaro ouviu do líder da CNI, Robson Andrade, que ele precisa coordenar os esforços para aprovar a reforma administrativa. O texto promete unificar impostos federais, estaduais e municipais. 

“Só há como avançar se tivermos a liderança do senhor, presidente Bolsonaro, e do governo federal na condução do processo. Esse é o momento para implementar no Brasil um sistema tributário moderno, baseado nas melhores práticas mundiais, que não desestimule as exportações e que não estimule as importações, que vai impulsionar o crescimento econômico. Esse marco, que o Brasil espera há 30 anos, pode ser entregue ainda nesse mandato e será o legado de seu governo e do Congresso Nacional para os brasileiros”, disse Andrade. 

Bolsonaro rebateu ressaltando os pontos positivos para a categoria capitaneados por ele. “Como é duro ser patrão no Brasil. Eu sei que o salário é pouco para quem recebe é muito para quem paga”, disse. “Quem aqui quer a volta do imposto sindical?”, finalizou, lembrando da medida que foi aprovada na reforma trabalhista de 2017, antes do seu governo, que extinguiu a contribuição.

O objetivo do encontro é discutir a importância e os caminhos da indústria nos próximos anos. Os ministros Paulo Guedes (Economia), Anderson Torres (Justiça), Milton Ribeiro (Educação) e João Roma (Cidadania) também participam do encontro.

“A nossa proposta é reindustrializar o Brasil, vamos abrir a economia brasileira, transformar o capital institucional do País, transformar a economia brasileira”, disse Paulo Guedes a empresários.

O ministro da Economia também reforçou a ideia de que o Brasil vai crescer de  5,1 a 5.25% este ano. 

“Começamos com uma agenda de reformas, iniciamos a grande reforma da previdência. Começamos também com a reforma do marco regulatório, estava parada há 07 anos. Saneamento, petróleo, gás natural”, ressaltou. 

“Protegemos 68 milhões de brasileiros e voltamos às reformas estruturantes, surpreendemos pela segunda vez os céticos. No terceiro ano imediatamente retomamos às reformas e o Brasil cresce 5,1…5.25% este ano. Todos os setores e plataformas de investimento cresceram”, completou Guedes.

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Analistas do mercado financeiro que produzem o Boletim Focus preveem crescimento de 4,71% após o tombo de 2020. Já a (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) reduziu de 5,1% para 5% a projeção para este ano.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, também focou seu discurso no otimismo com um futuro de melhoria no ambiente de negócios após os marcos regulatórios aprovados pelo Congresso.

“O futuro que vem pela frente é um futuro rico, um futuro brilhante para uma geração que merece, para um país muito mais bussines friendly [amigável aos negócios]”, disse. 

Reforma do IR travada

A reforma não deve ser votada este ano . O relator, senador Ângelo Coronel, disse esperar que o governo ouça contribuintes dos setores da indústria, comércio e serviços. Segundo ele, o texto apresentado pelo governo não facilita, mas prejudica o país.

O projeto aprovado na Câmara previa a diminuição das alíquotas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido, além da taxação de dividendos em 15%. As medidas desagradam estados e municípios, que alegam perdas nos fundos de participação, além de resistência de alguns setores econômicos.

“Esse projeto será arquivado, tem que ser extinto e que se nasça um novo projeto, com mais base, com mais conteúdo, um projeto bem debatido”, disse Coronel, acrescentando que foi um projeto feito no açodamento e que sacrifica o pagador de impostos.

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Elon Musk, dono da Tesla, critica isenção para carros elétricos

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Elon Musk, dono da Tesla, critica isenção para carros elétricos
Juliana Nascimento

Elon Musk, dono da Tesla, critica isenção para carros elétricos

Elon Musk, dono da fabricante de carros elétricos Tesla, criticou a decisão do Congresso dos Estados Unidos de aumentar o subsídio para veículos à base de energia elétrica. Segundo ele, o principal problema é o aumento no déficit orçamentário do país.

O bilionário mais rico do mundo não vê com bons olhos a proposta dos democratas de aumentar em 4.500 dólares o desconto para os veículos elétricos produzidos nos EUA. 

“Honestamente, pode ser melhor se o projeto não for aprovado”, disse Musk durante evento do Wall Street Journal, relata a Reuters. “Estou literalmente dizendo para nos livrarmos de todos os subsídios”, disse ele, acrescentando que o governo norte-americano deveria “apenas tentar sair do caminho e não impedir o progresso”.

Ele também reforçou que é contra a taxação de grandes fortunas.

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“Não faz sentido tirar o trabalho de alocação de capital de pessoas que demonstraram grande habilidade… e dá-lo, você sabe, a uma entidade que demonstrou habilidade muito fraca em alocação de capital, que é o governo.”

Musk também disse que sua empresa de implementação de chips está pronta para iniciar os testes em humanos no próximo ano. A Neuralink depende apenas de aprovação da FDA, a Anvisa norte-americana. 

“Eu acho que temos uma chance com a Neuralink de sermos capazes de restaurar a funcionalidade do corpo inteiro para alguém que tem uma lesão na medula espinhal”, afirmou o executivo.

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