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Economia

Bitcoin cai 9,5% em meio à tensão entre Rússia e Ucrânia

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Rússia dá início à invasão militar da Ucrânia: Bitcoin cai 9,5%
Luciano Rocha

Rússia dá início à invasão militar da Ucrânia: Bitcoin cai 9,5%

Começou na manhã desta quinta-feira (24) a invasão militar da Rússia na Ucrânia . De acordo com a CNN, ataques russos já começaram a ser sentidos em Kiev, capital do país. Como resultado, milhares de pessoas já começaram a abandonar a cidade em busca de refúgio.

Além do sofrimento e medo dos ucranianos, a guerra causou fortes impactos no mercado financeiro. As bolsas mundiais abriram suas operações em forte queda, e o mesmo aconteceu com as criptomoedas. O Bitcoin (BTC) abriu a quinta-feira em queda de 9,5%, cotado a US$ 35.111.

Em reais, o preço do BTC caiu para a região de R$ 175 mil, o menor valor desde julho de 2021. A invasão da Ucrânia levou o mercado de criptomoedas a perder US$ 200 bilhões, o equivalente a R$ 1 trilhão.

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Entenda o conflito

Após várias semanas de ameaças e os chamados treinamentos militares, o maior país do mundo fez o que muitos esperavam. Inicialmente, a Rússia concentrou suas tropas nas regiões de Donetsk e Lugansk, províncias ucranianas nas quais a Rússia mantinha ocupação.

Dessa forma, a invasão eram apenas uma questão de tempo. E ela de fato aconteceu na madrugada desta quinta-feira (horário de Brasília), com mísseis sendo lançados em Kharkiv e também em Kiev.

Outros relatórios mostram que já existe de fato uma invasão de tropas russas. O exército da Ucrânia afirmou ter abatido um avião militar e tanques russos, bem como a morte de 50 soldados do país vizinho.

De acordo com o Kremlin, a invasão é uma “operação militar especial” e não tem o objetivo de ocupar o país. Vladimir Putin, presidente da Rússia, pediu que os soldados da Ucrânia não reagissem e voltassem para cada. Ao mesmo tempo, fez um alerta duro para os demais países:

“Quem tentar interferir, ou ainda mais, criar ameaças para o nosso país e nosso povo, deve saber que a resposta da Rússia será imediata e levará a consequências como nunca antes experimentado na história”, ameaçou.

Invasão derruba mercados

Como resultado, a maioria dos mercados financeiros foi em uma queda. Fontes internas afirmam que a bolsa de Moscou teria suspendido as atividades, mas o pregão foi liberado novamente após duas horas. Após a liberação, as ações despencaram cerca de 50% em um primeiro momento.

De acordo com o Yahoo! Finance, o MOEX, principal índice de ações russos, cai 32% até às 9h da quinta-feira, o que mostra a forte volatilidade do mercado. Como resultado, o mercado russo perdeu US$ 250 bilhões em valor.

Ações caem expressivamente após invasão da Ucrânia. Fonte: Bloomberg.

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Os mercados russos sofreram mais, mas suas contrapartes na Ásia e na Europa também fecharam no vermelho. No Japão, o Nikkei 225 fechou em queda de 1,71%; em Hong Kong, o Hang Seng Index (HSI) desabou 3,21%. O Shangai Composite da China encerrou o pregão em queda de 1,7%.

Na Europa, as bolsas estão em operação no momento da escrita deste texto. Com isso, o Euro Stoxx 50 opera em forte queda de 3,52%. O índice alemão DAX desaba 5,19%, mas a maior queda fora da Rússia está na Polônia, onde o WIG desaba 12,45%

Já nos Estados Unidos, a bolsa ainda não abriu, mas os futuros do S&P 500 operam em baixa de 1,84%, enquanto o Nasdaq 100 cai 2,54%. Os futuros do Dow Jones Industrial Average operam em baixa de 1,38%.

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O que esperar?

Historicamente, guerras sempre causam fortes consequências humanitárias e financeiras. Nesse sentido, dois especialistas ouvidos pelo CriptoFácil detalham suas visões a respeito das consequências do conflito recém-aberto.

Felipe Escudero e Marcello Paz, influenciadores digitais e sócios na casa de análise O2 Research, concordam em vários pontos. Escudero frisa que o maior custo da guerra será em vidas humanas, especialmente no aumento de refugiados.

“O mais preocupante não são os mercados, são os inocentes. Civis que vão morrer para que políticos comemorem. Triste episódio da humanidade”, lamenta Escudero.

Paz também lamentou o desenrolar do conflito que, em sua visão, reforça a ideia de que soluções diplomáticas ainda não são suficientes.

A respeito dos mercados, Paz frisou que a guerra representa uma ameaça financeira global, e o BTC não fica imune. Nesse sentido, a criptomoeda pode vir a buscar novos suportes ainda mais abaixo do valor atual.

“O Bitcoin que ja estava em tendência de queda pode voltar a testar a região de US$ 30k que é o suporte mais importante e até mesmo buscar valores ainda mais baixos dependendo do nível de tensão do mercado”, frisou.

Para Escudero, todos os mercados globais vão sofrer os impactos da invasão, como já está acontecendo. Sua expectativa é de queda generalizada em ações, commodities , criptomoedas e tudo mais que tiver volatilidade.

Contudo, ainda não é possível determinar qual será a natureza deste conflito nem a sua duração. E embora o conflito tenha repercussões, os fundamentos dos ativos ainda contam para o longo prazo.

“Para o longo prazo, em minha opinião, pouca coisa muda de fato e os fundamentos do Bitcoin seguem intactos sendo esse triste momento, oportunidade de acumular mais satoshis por melhores preços”, disse Paz.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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