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Cidades

Atualização da Lei do piso do magistério: PL 2075/2021 atende à reivindicação municipalista

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O Projeto de Lei (PL) 2075/2021, apresentado pelo deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA), regulamenta o inciso XII do artigo 212-A da Constituição Federal de 1988 para dispor sobre o piso salarial profissional nacional dos profissionais do magistério público da educação básica. A iniciativa atende à reivindicação do movimento municipalista. Construído com apoio técnico da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o PL foi apresentado à mesa da Câmara dos Deputados na terça-feira, 8 de junho.

Entre outras alterações em relação à Lei 11.738/2008, o PL 2075/2021 altera o critério de reajuste anual do valor do piso dos professores. Essa é uma pauta antiga da CNM, uma vez que o critério hoje previsto na Lei não corresponde à realidade financeira dos Entes municipais. O PL 2075/2021 propõe que, a partir de 2022, o piso seja atualizado anualmente, no mês de maio, pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos doze meses do exercício financeiro anterior à data do reajuste. O deputado fez questão de registrar a reivindicação apresentada pela CNM, na justificativa da proposição.

A proposta apresentada mantém a determinação de que o piso seja devido a todos os profissionais do magistério, em caráter permanente ou temporário, para a jornada de, no máximo, 40 horas semanais, e com valor proporcional às demais jornadas de trabalho.

Da mesma forma, o PL mantém o conceito de profissionais do magistério como aqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, nas escolas de educação básica, em suas diversas etapas e modalidades.

Por fim, o PL 2075/2021 altera o conceito de piso, ao dispor que o piso salarial profissional nacional compreenderá todas as vantagens pecuniárias, pagas a qualquer título, ao magistério público da educação básica. Importante observar que esse conceito de piso constava no PL 619/2007, assim como o reajuste pelo INPC consta no PL 3776/2008, ambos do Poder Executivo Federal, este último ainda em tramitação no Congresso Nacional.

Conforme explica a justificativa do projeto, a Lei 11.738/2008, que já vinha gerando dificuldades aos Entes municipais, tornou-se desatualizada com a Emenda Constitucional (EC) 108/2020 do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Fonte: AMM

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Cidades

Municípios com dados pendentes no Siope terão transferência de recursos federais suspensas

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Dos 141 municípios de Mato Grosso, 100 ainda não registraram as informações sobre receitas e despesas em educação referentes ao segundo bimestre de 2021 no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) e 68 ainda não transmitiram os dados do primeiro bimestre do ano. Os registros bimestrais são obrigatórios e as pendências no envio dos dados ocasionam a suspensão das transferências voluntárias e das contratações de operações de crédito.

Os municípios têm até 30 dias após o encerramento de cada bimestre para transmitir os dados relativos a despesas e receitas em educação. A obrigação é determinada pela Lei 14.113/2020, que regulamentou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga, disse é importante que os gestores se atentem ao cumprimento dos prazos para evitar a suspensão dos repasses. “Boa parte dos municípios depende das transferências voluntárias, sendo assim é importante que priorizem o envio dos dados sobre a educação para atender a exigência legal e garantir o recebimento dos recursos”, frisou.

O atraso no encaminhamento das informações se estende a prefeituras de  várias regiões do país. De acordo com levantamento da Confederação Nacional dos Municípios, com base em dados retirados do site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), 3.464 municípios (62%) ainda não enviaram ao Siope as informações sobre os investimentos em educação referentes a janeiro e fevereiro de 2021. Esses municípios já estão negativados pelo não atendimento aos requisitos mínimos obrigatórios para receber transferências voluntárias e contratar operações de crédito, os quais constam espelhados no Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias (Cauc).

O Siope é uma ferramenta eletrônica criada para coleta, processamento, divulgação e acesso público às informações referentes aos orçamentos de educação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Por seu intermédio, são fornecidos dados atualizados sobre as receitas públicas e os correspondentes recursos vinculados à educação.

Desde 2017, o Siope capta bimestralmente os dados sobre investimentos em educação, em cumprimento aos artigos 165, § 3º, da Constituição Federal e 52 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determinam a publicação do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) até 30 dias após o encerramento de cada bimestre.

Desde 1º de janeiro, quando iniciou a vigência da Lei do Fundeb, a ausência de registro dessas informações sobre a aplicação dos recursos destinados à manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), no prazo de até 30 dias após o encerramento de cada bimestre, já impede os municípios de receberem recursos federais à conta das transferências voluntárias.

Fonte: AMM

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Cidades

Municípios terão restos a pagar de 2019 bloqueados no dia 30 de junho

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Diante de dúvidas de gestores municipais sobre os restos a pagar (RAPs) de 2019, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) preparou material explicativo. Segundo a legislação em vigor, os valores serão bloqueados por regra orçamentária. O Decreto 10.535/2020 definiu que os empenhos dos contratos de repasse celebrados em 2019 serão bloqueados automaticamente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) em 30 de junho de 2021. Assim, os Entes têm até o fim de 2021 para resolver cláusulas suspensivas e evitar o cancelamento do recurso.

A medida valerá para empenhos em resto a pagar classificados em “não processados”. Para que isso não ocorra, eles precisam ser reclassificados, o que ocorre quando há o reconhecimento da dívida que antigamentese dava pela medição da obra ou aquisição. Com o Decreto 10.535/2020 é verificado se o instrumento possui condição de eficácia, ou seja, se não tem cláusula suspensiva.

A CNM ressalta que os empenhos da saúde e os de emendas impositivas não sofrem bloqueios.

Passo a passo
Sob o risco de os Municípios perderem, após 31 de dezembro, os recursos que serão bloqueados agora em 30 de junho, a área técnica de Estudos Técnicos da CNM explica as etapas para reclassificar empenhos:
– Após solucionar cláusulas suspensivas, é necessário solicitar o desbloqueio do empenho até 31 de dezembro de 2021.
– Os empenhos com cláusulas suspensivas e bloqueadas sem resolução terão empenhos cancelados no final deste ano.
– Com o instrumento desbloqueado, o Município tem até o fim de 2022 para cumprir os requisitos necessários do contrato para receber os recursos, e com isso terá a liquidação e pagamento.

A CNM acompanha o comportamento dos RAPs inscritos no Orçamento Geral da União (OGU) de cada ano, em relação ao total de RAPs relacionados às transferências de recursos aos Municípios. Em 2021, a soma de repasses pendentes de realização ultrapassa R$ 25,4 bilhões. Desse total, os restos a pagar total (não processados) são de R$ 25 bilhões até 2020.

O que são RAPs
Por definição, os RAPs são despesas empenhadas, mas não pagas até 31 de dezembro de cada ano. O conceito tem relação com os estágios da despesa pública, representados pelo empenho, liquidação e pagamento. Quando o pagamento deixa de ser efetuado no exercício do empenho, procede-se à inscrição em restos a pagar, que podem ser processados ou não processados.

Os processados referem-se às despesas empenhadas e liquidadas que ainda não foram pagas no exercício, enquanto os não processados são aquelas despesas apenas empenhadas, que sequer chegaram a ser liquidadas (efetivamente realizadas).

Mudanças na legislação
O Decreto 10.535/2020 manteve a regra de bloqueio dos RAPs após 18 meses como regra orçamentária. A verificação, no entanto, ocorre agora sobre as pendências e não pelo início da execução do convênio – ou seja, não deve ter cláusulas suspensivas. Assim, o repasse não é automaticamente cancelado. No caso dos RAPs de 2019, os Municípios têm até 31 de dezembro de 2021 para o desbloqueio (ou seja, 24 meses).

Acesse aqui o material explicativo na íntegra.

Fonte: AMM

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