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Economia

Atacadão forçará queda de preços no comércio varejista

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A entrada em operação do Atacadão em meados de 2019 provocará uma reação em cadeia no comércio varejista, principalmente nos alimentos.

Segundo o economista Silvio Tupinambá – que também é engenheiro e professor universitário em Tangará da Serra -, a unidade atacadista será um marco no segmento comercial da cidade. “Haverá queda e quebra de preços em virtude da concorrência. O Atacadão opera com grande escala e isto forçará os preços para baixo”, observa.

Empresa forçará mudança de comportamento do mercado varejista, que terá de operar com preços ainda mais competitivos

Tupinambá considera que a atuação da empresa forçará uma mudança de comportamento do mercado varejista, que terá de operar com preços ainda mais competitivos. “Veremos a quebra de monopólio de um grande varejista na cidade”, previu o economista. Trocando em miúdos, conclui-se que tal concorrência favorecerá em muito o consumidor, que passará a conviver com preços mais baixos nas compras do mês e no próprio dia-a-dia.

Por fim, Tupinambá cita a geração de empregos pelo Atacadão, cujas obras de implantação já representam algo em torno de 500 empregos diretos e indiretos. Após a entrada em operação, serão gerados 300 empregos diretos e outros 600 indiretos.

Experiência

Assim que entrou em operação, no segundo semestre de 2017, a empresa já de cara gerou 220 empregos diretos em Lucas

Um exemplo do impacto na economia causado pela presença do Atacadão está em Lucas do Rio Verde, no médio-norte do estado.

Assim que entrou em operação, no segundo semestre de 2017, a empresa já de cara gerou 220 empregos diretos e imediatamente abriu um leque de opções ao consumidor, tanto na área de alimentos como em produtos de higiene pessoal e beleza, limpeza, conservação, utilidades, bebidas, e outros vários. Há, porém, exceções, como tecidos, vestuário e calçados.

Diferenças de preços em relação a outros estabelecimentos chegam a superar os 50%, evidenciando o poderio de mercado e a escala superior da empresa atacadista. Como resultado, outros mercados da cidade se viram obrigados a reduzirem seus preços, forçando suas margens para baixo. Os reflexos da reação foram percebidos imediatamente pelos consumidores locais.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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