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Economia

Após culpar “clima”, Guedes diz que queda do PIB se deve aos juros altos

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Paulo Guedes, ministro da Economia
Washington Costa/ASCOM ME

Paulo Guedes, ministro da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu nesta sexta-feira (3) que a taxa Selic, atualmente em 7,75%, já está afetando a economia brasileira. Ontem o ministro havia culpado as  “condições climáticas” quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o recuo de 0,01% no PIB (Produto Interno Bruto) no 2º trimestre. 

Para 2021, os economistas que projetam o Boletim Focus do Banco Central já preveem a taxa básica de juros terminando o ano em 9,25%. Para 2022 a Selic chegaria a 11,25%. No mês passado, a pasta de Guedes estimou que o PIB crescerá 5,1% em 2021 e de 2,1% em 2022. 

“A Faria Lima, os banqueiros estão prevendo crescimento menor. É natural, é do ângulo de visão de de financistas. É claro que vai haver desaceleração forte porque os juros estão subindo. A inflação subiu. De novo, estamos fazendo a coisa certa. O importante não é a previsão, é fazer a coisa certa”, declarou o ministro, durante participação em evento da indústria química.

Mesmo assim, Guedes quis deixar uma “palavra de ânimo” aos empresários, para que não acreditem em “previsões catastróficas” do mercado. 

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“Esse descredenciamento das previsões catastróficas é basicamente o que estou fazendo. Não significa que é o melhor governo do mundo, mas também não é tão ruim quanto estão dizendo. [Empresários] continuem perseverando, resilientes, porque o brasil vai crescer. Pode até crescer menos durante o combate a inflação, mas vamos sair desse buraco. O Brasil não está mais no caminho da miséria, da Venezuela, da argentina, estamos no caminho da prosperidade”, declarou.



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Economia

IFI: Brasil deve crescer 0,5% em 2022 graças à Covid e juros dos EUA

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IFI: Brasil deve crescer 0,5% em 2022 graças à Covid e juros dos EUA
Reprodução: iG Minas Gerais

IFI: Brasil deve crescer 0,5% em 2022 graças à Covid e juros dos EUA

A Covid-19 seguirá assombrando o crescimento da economia brasileira em 2022. Segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal da Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgado nesta quarta-feira (19), o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deve crescer 0,5% no ano por conta da terceira onda da doença e dos efeitos do aumento da taxa básica de juros dos Estados Unidos. A expectativa ainda é considerada otimista quando comparada à média do Boletim Focus: 0,29%. 

Cenário interno

Além disso, o crescimento também será pressionado devido ao “desempenho fraco da economia no último trimestre do ano passado e ao efeito do aumento da taxa básica de juros sobre a demanda agregada”.

Quanto à Covid, ela não dá sinais de arrefecimento. O Brasil registrou 208.018 casos de Covid-19 na primeira semana de 2022, alta de 383% quando comparada à semana anterior. 

Os reflexos são nítidos na força de trabalho. Por exemplo, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizou a Azul, a Gol e a Latam a voar com menos comissários em voos após avanço da variante Ômicron impactar tripulações. 

Tendo em vista que a curva de contágio pela nova variante ainda não está bem definida, ainda é difícil prever a retomada da economia, mas especialistas dizem que se ela repetir o padrão observado na África do Sul, só em março a situação estará controlada, mesmo assim não é possível medir os impactos a longo prazo na economia.

Cenário externo

Autoridades do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) disseram no mês passado que pode precisar não apenas aumentar as taxas de juros antes do esperado, mas também reduzir sua carteira geral de ativos para conter a alta inflação. O índice nos EUA subiu 7% em 2021, maior alta em quase 40 anos.

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“Se os Estados Unidos aumentarem a taxa de juros, eles podem puxar os investidores para o país e aí você tem o pior do mundos. Vamos ter juros altos, desemprego alto, renda caindo e taxa de câmbio subindo porque os Estados Unidos estarão mais atrativos”, comenta Fausto Augusto, diretor-técnico do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Inflação e Juros

A inflação ao consumidor fechou 2021 em 10,06%. Para este ano, a expectativa é que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) termine o ano em 5,2%, acima das previsões registradas nos últimos dois meses e da meta de 3,5%.

Já a taxa básica de juros (Selic), que encerrou o ano em 9,25%, deve alcançar 11,75% a.a. até o fim de 2022, segundo o Relatório Focus. A IFI, por sua vez, projeta a Selic em 11,25%.

Os juros também terão impacto na dívida pública. O Orçamento aprovado prevê deficit de R$ 79,4 bilhões (0,8% do PIB). A projeção da IFI é ainda maior: R$ 106,2 bilhões ou 1,1% do PIB.

O documento também chama atenção para deterioração do deficit primário, que fechou 2021 em cerca de R$ 38,2 bilhões, segundo dados do Portal Siga Brasil. Para 2022 a IFI projeta que o deficit irá piorar por dois fatores: perda de força da atividade econômica e aumento do gasto público permanente, como o eventual aumento para servidores, possibilitado pela PEC dos Precatórios.

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Economia

Procon-SP orienta consumidores sobre voos cancelados em Congonhas

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Procon-SP orienta consumidores sobre voos cancelados em Congonhas
Rovena Rosa/Agência Brasil

Procon-SP orienta consumidores sobre voos cancelados em Congonhas

Com o número elevado de funcionários das empresas aéreas em quarentena  por causa da Covid-19 e a  autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para reduzir o número de tripulantes nas aeronaves, passageiros estão sendo realocados em outros voos. Por isso, o Procon-SP colocou equipes no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, para auxiliar e orientar os consumidores.

Segundo o Procon-SP, o passageiro tem direito a reacomodação se seu voo for cancelado, mesmo que por motivo de força maior e que não seja por culpa da companhia aérea, como ocorre com a covid-19. Também é direito do consumidor optar pelo reembolso integral dos valores pagos dentro de sete dias ou pela remarcação da passagem sem qualquer custo.

De acordo com a resolução, caso o cancelamento tenha sido pedido pelo passageiro, a empresa pode cobrar as multas previstas no contrato para o reembolso. O Procon-SP ressalta, porém, que as multas não podem ser abusivas e diz que os valores têm que ser condizentes com o valor pago pela passagem. “Em qualquer caso, a empresa tem sete dias para fazer o reembolso, contados a partir do pedido do passageiro”, alerta o órgão.

Algumas regras permanecem em vigor: caso o voo atrase uma hora, o consumidor tem direito a usar de canais de comunicação como internet e telefone e, se o atraso for de duas horas, a empresa deve oferecer alimentação adequada. Quando o atraso passa de quatro horas, o consumidor tem direito a serviço de hospedagem, em caso de pernoite e traslado.

Se a companhia aérea não cumprir as determinações do Código de Defesa do Consumidor e da Anac, o passageiro pode registrar sua queixa no site do Procon-SP.

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