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Economia

Após aumento, veja como comprar remédios com descontos de até 90%

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Veja como comprar remédios com descontos
Reprodução/Freepik/aleksandarlittlewolf

Veja como comprar remédios com descontos

O orçamento das famílias brasileiras sofreu mais um baque na última sexta-feira,  quando entrou em vigor a autorização de reajustes de remédios em até 10,89% pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Para fechar as contas, uma alternativa pode ser recorrer a programas que oferecem descontos de até 90% e a gratuidade de alguns produtos via Farmácia Popular, do governo federal.

Boa parte das operadoras de planos de saúde, farmacêuticas e redes de farmácias tem planos que garantem redução de preços que variam de acordo com o tipo de medicamento ou perfil de consumo do cliente. Até os empregadores têm investido em benefícios que permitem ao trabalhador, entre outras coisas, adquirir remédios.

Ser cadastrado em um programa de descontos, no entanto, não dispensa a pesquisa de preços para apurar qual é a melhor oferta, alerta Leopoldo Veras, membro do Comitê Técnico da Aliança para Saúde Populacional (Asap).

“No caso das operadoras e dos programas da indústria farmacêutica, as condições são as mesmas em toda a rede credenciada. Mas cada rede de farmácias tem seu programa e condição de desconto particular. Assim, a pesquisa de preço é fundamental”, afirma.

Coordenadora do programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete chama atenção para outro ponto: o uso dos dados.

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“As políticas de desconto com base na coleta do CPF ainda são pouco transparentes,especialmente quanto à possibilidade de compartilhar esses dados com terceiros. Embora pareçam vantajosos, os programas podem esconder riscos de uso de dados para finalidades pouco claras e, até negativas para o consumidor”, alerta Ana Carolina.

Planos de saúde

Boa parte das operadoras de planos de saúde mantém convênios com redes de farmácias que garantem descontos de até 85%, dependendo do tipo de medicamento. Na maioria das vezes, para usar o benefício, basta informar o plano de saúde, fornecer o CPF ou a carteirinha do convênio. Em alguns casos, no entanto, é preciso cadastro prévio.

Na Hapvida, quem se cadastra no clube de vantagens, pelo site ou aplicativo da operadora, pode ter descontos de até 70% em dez redes de farmácias diferentes.

A Bradesco Saúde, que já oferecia desconto em mais de 12 mil farmácias credenciadas em todo o país, lança amanhã o Clube+Saúde, plataforma que reunirá diferentes vantagens, entre elas, redução de até 85% no preço de medicamentos.

Clientes da SulAmérica podem ter redução de 10% a 60% no preço de remédios nas drogarias conveniadas. Já para os usuários da Prevent Senior, o desconto nas seis redes parceiras é de até 45%.

Na Unimed Brasil, a redução varia de 5% a 45%. Os beneficiários de Amil, Unimed-Rio e QSaúde, por sua vez, podem ter até 30% de desconto nas redes credenciadas.

Farmacêuticas

Outra opção para obter redução de preços dos remédios é o cadastro direto na indústria farmacêutica. Segundo o Sindusfarma, sindicato do setor, os programas de desconto são oferecidos por dezenas de empresas. Não há uma regra geral para redução e produtos contemplados, explica a entidade.

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A maioria dos programas é direcionada a remédios de uso contínuo e exige apresentação de prescrição médica. Em alguns casos, há limite no número de caixas fornecidas por mês, havendo ainda empresas que exigem um mínimo a ser comprado para ter direito ao benefício.

A Bayer, por exemplo, oferece descontos de até 55% em medicamentos. O programa da Novo Nordisk é aberto apenas a pacientes com diabetes, obesidade e distúrbios do crescimento.

Já a Zodiac tem foco em medicamentos para dor crônica ou aguda, como fibromialgia, artrite, osteoporose, bexiga hiperativa, hiperplasia prostática benigna (conhecida como HPB) e epilepsia, com descontos entre 20% e 54%.

Farmácias

Antes de fechar a compra de qualquer medicamento, vale a pena conferir os descontos oferecidos pelos programas próprios das drogarias, para comparar se são mais vantajosos do que os descontos de operadoras e farmacêuticas.

Para ter direito ao desconto, normalmente é exigido o cadastro do consumidor, com informação de dados como CPF, endereço e telefone. Na PanVel, os clientes cadastrados têm desconto em medicamentos com selo de uso contínuo. Há um limite de cinco caixas por compra.

Na Venâncio, os descontos são aplicados de acordo com o perfil de compra do usuário. O histórico de compras também é importante para os programas das redes Pague Menos, Pacheco e São Paulo, que concedem ofertas personalizadas.

Farmácia Popular

O Ministério da Saúde, em parceria com prefeituras e governos estaduais, oferece o Programa Farmácia Popular, que inclui 112 itens, entre medicamentos e preservativos masculinos, com redução de até 90% do valor de mercado. O consumidor só precisa comparecer a uma unidade da Rede Própria e apresentar documento com foto, CPF e receita médica ou odontológica, caso necessário.

O programa também credencia redes privadas de farmácias que operam o sistema de copagamento, em que parte do valor é quitado pelo governo e a outra, pelo usuário. Os benefícios estão disponíveis em qualquer estabelecimento com o selo “Aqui tem Farmácia Popular”.

O governo tem ainda o programa “Saúde Não Tem Preço” que disponibiliza gratuitamente medicamentos para o tratamento de hipertensão e diabetes nas farmácias da Rede Própria ou para usuários credenciados do “Aqui Tem Farmácia Popular”. Há mais 11 itens, com preços até 90% mais em conta para tratamento de dislipidemia, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas para incontinência urinária.

Empregadores

Outra alternativa para reduzir o peso dos medicamentos no orçamento pode vir dos empregadores. A cada dia, um número maior de empresas implementa programas de gestão de saúde de seus funcionários. Segundo o sócio da consultoria Unique DNA, Eduardo Abreu, atualmente, a tendência é a oferta de benefícios que permitam ao trabalhador escolher onde gastar o recurso. A compra de medicamentos está entre as opções.

“As plataformas oferecem um cartão de benefícios, com um valor específico, para que o funcionário escolha se quer, por exemplo, um plano de saúde mais completo ou um auxílio farmácia, com desconto em medicamentos”, explica Abreu, destacando que atualmente poucas empresas oferecem especificamente auxílio medicamento.

Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch RH, concorda. “A tendência é as empresas partirem para uma oferta de benefícios flexíveis. O colaborador pode optar por aquele benefício que lhe é mais conveniente”.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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