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Após 40 anos de espera, pavimentação da BR-163 é concluída pelo Exército Brasileiro

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O Exército concluiu no último sábado (23) a obra de pavimentação asfáltica da rodovia BR-163, trecho que liga Mato Grosso ao município de Miritituba, no Pará.

Foto: DNIT/ Divulgação

Pouco mais de quatro décadas após a sua inauguração (1976), a pavimentação total da estrada finalmente se tornou realidade. A informação foi divulgada neste fim de semana nas redes sociais do Exército Brasileiro, e repostada pelo Ministro dos Transportes, Tarcísio Gomes de Freitas.

“Dia 23 de novembro é um dia histórico. Nessa data, nossa #engenharia interligou toda a BR-163 com revestimento asfáltico. Agora, o usuário não percorrerá mais estrada de chão. Para que seja concluída a primeira fase da obra, faltam apenas duas faixas de 1.500 metros cada”.

A BR-163 é uma das principais vias de acesso aos portos do chamado Arco Norte, usados para a exportação de soja e milho do país. Foto:Agência Brasil

No início deste ano, ainda restavam 51 quilômetros da BR-163 no Pará para serem pavimentados. A conclusão da obra deve tornar mais barato o custo para transportar grãos de Mato Grosso para Miritituba. Pelo menos é o que espera o agricultor Leonildo Bares, que planta soja e milho em Sinop, médio-norte do estado.

“Há dois anos as tradings descontavam do que pagavam pra gente o valor do frete para o porto de Paranaguá-PR (R$ 320,00/ton) mas escoavam parte da produção para Miritituba-PA com custo menor que esse (R$ 180,00/ton) sem repassar a diferença para nós. Agora, com a BR-163 concluída, esperamos que elas sejam justas e descontem o valor real do preço para Miritituba-PA. Caso elas façam isso, o valor começa a ficar um pouco mais atrativo para o produtor rural, porque a logística começa a ficar menos pesada pra nós”, conclui.

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Pelas contas do Movimento Pró-logística, a pavimentação total da BR-163 pode gerar uma economia anual de aproximadamente R$ 600 milhões ao setor produtivo. A previsão é de que pela estrada asfaltada passem cerca de 13 milhões de toneladas de soja e milho no ano que vem, 3 milhões de toneladas a mais do que este ano.


 

 

 

 

 

Fonte:CanalRural

 

 

 

 

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Novo sistema do Mapa vai agilizar atendimento de emergências veterinárias

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A partir de 1º de janeiro de 2020, começará a funcionar o Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (e-Sisbravet) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Pelo sistema, será possível acompanhar medidas adotadas em uma situação uma emergência veterinária, desde a notificação, atendimento e até a solução de uma suspeita de doenças em animais. 

O sistema foi lançado nesta sexta-feira (6) pelo Mapa. Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Geraldo Moraes, o sistema será integrado com todos os serviços de defesa agropecuária (federal, estadual e da iniciativa privada). Inicialmente, serão feitas notificações apenas de animais de produção (bovinos, suínos e aves, por exemplo), sem a inclusão de cães e gatos (animais domésticos). No futuro, poderão ser incluídos os animais aquáticos. 

Com o Sisbravet, cerca de 4.700 veterinários de todo país poderão abastecer o sistema com as informações sobre detecção e atendimento de doenças dos rebanhos com rapidez, evitando a rápida dispersão, reduzindo os custos para os produtores e o risco de perda de mercados externos. As notificações das suspeitas serão feitas online, colocando fim aos formulários de papel. Também poderão ser realizados estudos epidemiológicos e o gerenciamento da vigilância agropecuária do país.

O Sisbravet está preparado para receber notificações através de um link na página do Mapa e nos sites próprios de cada um dos órgãos executores de sanidade agropecuária (OESAS). As notificações serão direcionadas imediatamente às Unidades Veterinárias Locais (UVL) que atuam na área onde fica a propriedade com caso suspeito.

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O sistema é integrado com a Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA) para acesso de dados de cadastro e população animal, além de previsão de integração com o Hub Laboratorial, para acesso aos laudos de diagnóstico das doenças.

A ideia de criar o sistema surgiu após o registro de casos de febre aftosa, em 2005/2006, em Mato Grosso do Sul e no Paraná. A marca e-Sisbravet nasceu em 2007. “Ficou cada vez mais clara a necessidade de rever todo o atendimento à emergências sanitárias. A iniciativa privada exerceu papel fundamental para o desenvolvimento do Sisbravet, em uma parceria bem-sucedida com o Ministério”, destacou Moraes.

O secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, disse que o Sisbravet vai ampliar a capacidade, dar agilidade e agilizar as decisões da vigilância agropecuária, cada vez mais cobradas pelos mercados internacionais.

“As coisas estão avançando, mas ainda com custos altos. O Sisbravet vai garantir um novo olhar para o Brasil nas negociações internacionais,” finalizou.

O investimento para o desenvolvimento do Sisbravet foi de aproximadamente de R$ 2 milhões.


Informações à imprensa:Janete Lima
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Mapa identifica recuo no preço da carne bovina na primeira semana de dezembro

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O monitoramento feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aponta recuo no preço da carne bovina em dezembro. Nos principais mercados, a queda foi de cerca de 9% na primeira semana do mês.

Em Mato Grosso, a arroba do boi passou de R$ 216 na segunda-feira (2) para R$ 197 nessa quinta-feira (5). Na Bahia, caiu de R$ 225 para R$ 207, de segunda para quinta-feira. Em Mato Grosso do Sul, a arroba estava cotada a R$ 220 e foi para R$ 200 no período. Os resultados mostram a tendência iniciada na última semana de novembro. 

Ao participar do Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, em Medianeira (PR), a ministra Tereza Cristina ressaltou que o preço da proteína está se ajustando. “O preço daqui para frente deve se estabilizar”, disse.

A ministra explicou que a alta decorreu de diversos fatores: seca deste ano prejudicou o crescimento do pasto e, consequentemente, afetou a engorda do rebanho bovino de corte; a arroba do boi gordo ficou estável nos últimos dois, três anos inibindo os investimentos; e a abertura de mercados externos, em especial o aumento da demanda da China por proteína animal em razão da peste suína africana, que dizimou pelos menos 40% do rebanho suíno chinês.

A ministra destacou que cabe ao mercado encontrar o equilíbrio nos preços entre a oferta e a procura, sem interferência do Mapa. “Isso é mercado. Não tem o que a gente fazer no momento”. Tereza Cristina descartou falta de carne para consumo interno. “Fiquem todos absolutamente tranquilos, tem carne para todo o Brasil”, acrescentando que o país dispõe de um rebanho de mais de 215 milhões de cabeças.

 

Ministra participa do encontro das cooperativas do Paraná, na cidade de Medianeira

Foto: Rodrigo Félix Leal/Governo do Paraná

No evento no Paraná, a ministra assinou a Instrução Normativa 63 que reconhece o Paraná nacionalmente como zona livre da peste suína clássica. Com essa medida, o estado ficará desmembrado de um grupo formado atualmente por 14 estados. Alguns estados do grupo registraram casos recentes da doença e, com isso, o bloco pode deixar de ser reconhecido como livre da doença. 

Tereza Cristina destacou o resultado alcançado pelos paranaenses e que o trabalho de prevenção deve ser intensificado em outros estados. “Temos que pegar os bons exemplos, os bons técnicos levar para aqueles estados que têm problema, falta de pessoal, seus serviços precisam de mais apoio, para que a gente possa libertar o Brasil da peste suína clássica, que é preocupante”.

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Além da peste suína clássica, o Paraná também busca o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação. “Vamos perseguir a segunda fase para que OIE dê o reconhecimento ao Paraná como zona livre de aftosa sem vacinação, colocando o estado no patamar da alta sanidade, afirmou a ministra.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou que o estado tomou a “corajosa decisão” de caminhar para ser um estado livre de aftosa sem vacinação, e agradeceu o apoio do Mapa e da ministra.

Sobre a peste suína africana, doença que atinge a China e está se espalhando para outros países, a ministra ressaltou que o Brasil já está adotando medidas para evitar a entrada da enfermidade. “[A peste suína africana] Já saiu da China e está em outros lugares. Temos que ter muito cuidado, muita responsabilidade para deixar essa doença longe do Brasil”.

Recentemente, foi criada uma comissão, integrada por técnicos do Mapa e representantes do setor produtivo, que irá debater medidas preventivas à doença.

Homenagem

A ministra foi homenageada com o Troféu Ocepar 2019, concedido por unanimidade pela diretoria da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) pelos serviços relevantes prestados ao cooperativismo paranaense.

Tereza Cristina ressaltou que as cooperativas são um dos motores do crescimento da agricultura brasileira, além de promover a melhoria na vida das famílias de produtores. A ministra reforçou que uma das metas do Mapa é promover o cooperativismo no país. Uma das ações é o programa Brasil Mais Cooperativo, lançado este ano e que visa levar modelos de cooperativas de sucesso, como as do Paraná, para outras regiões do país, entre elas Norte e Nordeste.

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“Para o sistema cooperativo, fizemos uma série de ações para melhorar a vida dos pequenos produtores para que vocês possam continuar sendo o celeiro desse país e dando segurança alimentar para todos os países do mundo”, disse.

 

Ministra Tereza Cristina recebe Troféu Ocepar 2019 por serviços relevantes prestados às cooperativas do estado. A entrega ocorreu em Medianeira.

Foto: Rodrigo Félix Leal//Governo do Paraná

O Paraná tem 215 cooperativas que atuam em sete ramos: agropecuário, crédito, saúde, infraestrutura, consumo, transporte, trabalho, produção de bens e serviços. Em 2018, as cooperativas faturaram R$ 83,7 bilhões e fecharam o ano com 1,7 milhão de cooperados e 101 mil colaboradores. O setor responde por cerca de 60% do PIB agropecuário paranaense.

Participaram do evento o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e os secretários de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, e o adjunto da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Fernando Mendes, além do prefeito de Medianeira, Ricardo Endrigo, e parlamentares.

Clique aqui para ouvir a matéria da Rádio Mapa


Informações à imprensa:[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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