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Economia

Análise fundamentalista: como escolher as melhores ações?

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Análise fundamentalista: como escolher as melhores ações?
LEANDRO MARTINS

Análise fundamentalista: como escolher as melhores ações?

Em nosso primeiro artigo eu apresentei a vocês as formas de análise de ações. Agora quero ensinar a vocês sobre a análise fundamentalista, que serve como filtro para na sequência aplicarmos o timing gráfico pela análise técnica de ações.

A análise fundamentalista é utilizada como forma de avaliação para alternativas de investimento a partir do estudo das informações obtidas junto às empresas, em conjunto ao cenário macroeconômico e dos diversos momentos setoriais nos quais as companhias se inserem. Passando pela análise de seus balanços e demonstrações financeiras com o intuito de estabelecer previsões para o seu desempenho e calcular seu teórico preço “justo”, com o uso de metodologias como o a do fluxo de caixa descontado.

Preço justo para ser comparado com o preço de mercado da ação para que finalmente uma ordem de compra ou venda possa ser executada. Vale ressaltar que uma empresa poderá ficar com seu preço de mercado deslocado do seu preço “justo” por longos períodos, nada garante que o preço de mercado se convergirá ao preço avaliado, além do que há inúmeras metodologias de avaliação, e com isso, esse preço justo é muito subjetivo.

ANÁLISE MACROECONÔMICA

A análise macroeconômica (e política) é utilizada para a montagem de cenários econômicos, a partir dos quais são desenvolvidas as estratégias de investimento. A análise do perfil de um novo governo permite traçar diferentes cenários, com diferentes consequências de suas políticas na taxa de juros, regime cambial, tributação, gastos etc, que por sua vez, tem implicações na decisão de investir em renda fixa ou variável, por exemplo.

ANÁLISE SETORIAL

Quanto à análise setorial, esta é fundamental para identificar setores promissores e setores desfavoráveis, em um determinado horizonte de investimento. Após efetuada a distinção poderá ser traçada estratégias de diversificação e de filtragem em certas empresas.

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA

Análise econômico-financeira da empresa, também chamada de análise de empresas, tem o intuito de selecionar ações de companhias abertas com maior potencial de valorização.

A análise de empresa é feita por meio da análise das demonstrações financeiras da companhia, projeções de resultados e de geração de caixa. Para comparar empresas ou analisar o desempenho de uma única companhia ao longo do tempo, analistas desenvolveram índices financeiros, que podem ser divididos em quatro grupos básicos:

Indicadores de Endividamento

Endividamento Geral = Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo / Patrimônio Líquido. Indica quanto a empresa tem captado junto a terceiros em relação ao seu capital próprio.

Endividamento Oneroso = Dívida Onerosa Total / Patrimônio Líquido Mede especificamente o comprometimento do capital próprio da empresa em relação à sua dívida com bancos e outras que têm custo financeiro embutido (debêntures, desconto de duplicatas, etc.).

Endividamento Oneroso Líquido = Dívida Onerosa Total – Disponibilidades / Patrimônio Líquido. Como o nome diz, trata-se do cálculo do endividamento deduzido das disponibilidades aplicadas no mercado financeiro. É bastante útil nos casos de empresas que têm baixo custo de captação de empréstimos e o fazem com intuito de realizar o que chamamos de arbitragem, ou seja, captam de um lado e aplicam do outro, gerando ganhos líquidos.

Indicadores de Liquidez

Liquidez Corrente = Ativo Circulante/Passivo Circulante Indica quanto a empresa tem a receber no curto prazo em relação a cada unidade monetária que deve no mesmo período.

Liquidez Seca = (Ativo Circulante – Estoques)/Passivo Circulante Tem o mesmo significado que a liquidez corrente, com exceção do fato de que os estoques não são considerados como recebíveis, ou seja, não conta com a realização imediata dos estoques.

Liquidez Geral = Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo / Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo oferece a mesma indicação da liquidez corrente, mas engloba também os ativos e passivos a longo prazo.

Indicadores de Rentabilidade

Rentabilidade do Patrimônio Líquido = Lucro Líquido/Patrimônio Líquido É a taxa de retorno dos acionistas e mede a performance do lucro em relação ao capital próprio empregado no empreendimento. Normalmente se utiliza o Patrimônio inicial, mas podem ser necessários ajustes, o que nos leva a sugerir, em princípio, o emprego do Patrimônio médio do período de apuração do lucro.

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Rentabilidade do Ativo Total = Lucro Líquido/Ativo Total médio Este indicador mede a eficiência global da administração, ou seja, o retorno obtido em relação ao total de recursos empregados, sejam eles próprios ou de terceiros.

Indicadores de Mercado

Estes são os que mais gosto e mais utilizo!

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Lucro por Ação (LPA): representa a divisão do lucro líquido pelo número total de ações da empresa.

LPA = Lucro Líquido / Número Total de Ações

Valor Patrimonial por Ação (VPA): representa a divisão do Patrimônio Líquido da empresa pelo seu número total de ações.

VPA = Patrimônio Líquido / Número Total de Ações

Preço/Lucro (P/L): i ndica o tempo de retorno do investimento

P/L = Preço da Ação/Lucro por Ação

Preço/Valor Patrimonial (P/VPA)

P/VPA = Preço da Ação/Valor patrimonial por Ação

Contudo, a seleção dos índices financeiros depende dos ativos a serem analisados. Os indicadores mais utilizados são os de mercado, e dentre eles, o PL (preço/lucro) e PVPA (preço/valor patrimonial) são os com maior popularidade.

Ações de empresas com baixos múltiplos PL e/ou PVPA apresentam, em geral, desempenho melhor que a média do mercado, mas também apresentam um risco maior, sendo esse maior retorno esperado um prêmio a esse risco.

Em nosso próximo artigo eu irei iniciar a lhe mostrar tudo sobre a análise técnica de ações. Te encontro lá! Até a próxima!!!

Siga o Leandro Martins no Instagram: @LeMartinsOficial

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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