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Economia

Além dos médicos, servidores do INSS no Rio aderem à greve

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Além dos médicos, servidores do INSS no Rio aderem à greve
Reprodução: ACidade ON

Além dos médicos, servidores do INSS no Rio aderem à greve

Uma semana após os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 23 estados decretarem greve por tempo indeterminado, nesta quinta-feira (31) os funcionários do órgão no Rio aderiram ao movimento. A paralisação começou um dia após o início da greve dos médicos peritos que atuam nos postos da Previdência Social.

Assim como os demais servidores públicos federais, eles reivindicam recomposição salarial de 19,9% para repor a inflação de 2019 a 2022, manutenção da jornada de trabalho em 30 horas semanais, valorização da carreira do Seguro Social, rediscussão de metas e mudança no modelo de gestão vigente no INSS. No caso dos peritos, eles querem ainda a fixação do número máximo de 12 atendimentos presenciais como meta diária. Ambas as categorias cobram a realização imediata de concurso público.

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Apesar de a fila do INSS ter recuado de 1,7 milhão para 1,6 milhão, especialistas avaliam que a greve de servidores e médicos peritos pode fazer com que esse número volte a subir. Isso porque muitos requerimentos que aguardam análise dependem de perícia médica para serem concedidos.

Além disso, os servidores do INSS que estão em greve trabalham, basicamente, em concessão, segundo informou uma fonte. E, de acordo com informações do próprio órgão, são analisados mensalmente cerca de 751 mil pedidos de benefícios. O número de novos requerimentos mensais é de 674 mil processos. Ou seja, a demanda é crescente.

“A greve é um instrumento justo, isso não está em questão. Todo trabalhador tem o direito de reivindicar recomposição salarial e melhoria nas condições de trabalho, o que é o caso desses dois grupos de servidores”, avalia o advogado Marcelo Amorim.

Ele adverte, no entanto, que por conta da paralisação, os requerimentos que estão na fila vão demorar um pouco mais para serem analisados.

“Mesmo que a greve não atinja 100% dos servidores, o percentual que parar vai deixar de analisar, e isso tende a acumular ainda mais os requerimentos. Sem contar que alguns benefícios dependem de atendimento pericial para serem concedidos, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) para pessoas com deficiência, por exemplo”, avalia.

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Déficit de funcionários

Segundo a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Fenasps), atualmente o INSS tem déficit de 22 mil servidores. No caso de médicos peritos, a cobrança é pelo preenchimento de três mil vagas.

Atualmente, existem 3.411 médicos peritos no Brasil. Desse total, 2.853 estão em atendimento em todo o país, segundo a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP). De acordo com a entidade, 70% da categoria aderiu ao movimento.

Já a Fenasps ainda não tem o balanço das adesões no Rio de Janeiro.

INSS vai manter data da perícia

Para não causar possíveis prejuízos aos segurados, segundo o INSS, a data original da perícia será o dia do início da greve dos médicos peritos. Ou seja, dia 30. Em nota, o órgão diz que manterá o dia original do atendimento como sendo a Data de Entrada do Requerimento (DER). Essa regra, segundo o INSS, não vai prejudicar o segurado na hora do pagamento do benefício, como o auxílio-doença, por exemplo.

Em nota, o órgão orienta os beneficiários a remarcarem exames periciais e serviços, no caso de o posto estar inoperante pela greve.

O INSS emitiu uma nota orientando os segurados a fazerem agendamento pelo site ou pelo aplicativo Meu INSS ou ainda pelo telefone 135, que funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h.

Para agendamento via site ou aplicativo, o segurado vai precisar criar login e senha na plataforma Gov.br, o Meu INSS está inserido nesse ambiente virtual.

Como marcar pelo Meu INSS

  • 1 – Acesse o site ou o aplicativo meu.inss.gov.br
  • 2 – Informe CPF e senha
  • 3 – Clique em serviços
  • 4 – Na aba “Benefícios”, clique em “Auxílio-doença”
  • 5 – Clique em “Perícia” e depois escolha “Remarcar períci”a
  • 6 – Informe o número de documento
  • 7 – Acesse “Reagendar atendimento”
  • 8 – Anote as orientações ou faça um print da tela

Agendamento pela Central 135

  • 1 – Disque 135
  • 2 – Em seguida digite seu CPF ou da pessoa para a qual será feito o reagendamento
  • 3 – O sistema informará um número do protocolo. Anote
  • 4 – Logo depois disque 0 para falar com atendente
  • 5 – Em seguida, um funcionário atenderá o telefone
  • 6 – Informe que quer remarcar a perícia
  • 7 – Anote todas as informações que forem passadas
  • 8 – A central funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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