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Economia

Além das lives: setor de eventos para área empresarial se reinventa na pandemia

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Durante 2020, a MM Eventos realizou transmissões semi-presenciais, com a equipe de produção, e totalmente virtuais
Divulgação / MM Eventos

Durante 2020, a MM Eventos realizou transmissões semi-presenciais, com a equipe de produção, e totalmente virtuais


A pandemia acertou em cheio a economia brasileira. E muitos setores precisaram se reinventar. É o caso das empresas especializadas em eventos. Segundo a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), até fevereiro deste ano, mais de 350 mil eventos deixaram de ser realizados em 2020 (entre shows, festas, congressos, rodeios, eventos esportivos e sociais, teatro, entre outros). A situação praticamente não mudou este ano.

Segundo a associação, um terço das empresas fechou as portas em definitivo. Das que permanecem abertas, 97 de cada 100 não está prestando serviço. O ramo deixou de faturar, ao menos, R$ 90 bilhões. E um terço das empresas em atividade vai ter muita dificuldade para reabrir, diz o levantamento

Uma outra pesquisa, feita pelo Sebrae em agosto de 2020, mostrou que, até o terceiro trimestre, empresários tentaram negociar prazos para amenizar os impactos da pandemia: 34% devolveram o dinheiro para o contratante, mas 35% deles contam que conseguiram negociar crédito para utilizar futuramente. Outros apostaram em inovação. 

Como o grupo MM Eventos. Com sede em São Paulo e atuação no país inteiro, desenvolveu uma maneira de inovar as tradicionais lives que, na visão de Ana Carolina Medeiros, diretora de relacionamento da empresa, “já estão batidas”. 

O grupo se dedicou a criação do que Medeiros chama de lives interativas: em vez de assistir a uma transmissão impessoal e pouco interativa, o espectador tem uma experiência dinâmica através de um kit físico entregue na sua casa. “A ideia é transportar a experiência do presencial pró on-line”, explica. 

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A transição não foi fácil. Medeiros conta que, na primeira semana de distanciamento social em todo o país, cerca de 200 eventos da empresa foram cancelados. A equipe entrou em desespero. “Peguei, sentei todo mundo em uma call para discutir: o que faríamos para nos adaptar e inovar?”   

O resultado, no final das contas, foi positivo. Até o final de 2020, a MM Eventos realizou mais de 700 eventos, nas modalidades 100% on-line e alguns semi-presenciais, que contavam com parte da equipe em estúdio. A lista vai desde convenções e feiras a festas de fim de ano e lançamentos de produtos. 

A quantidade de pessoas varia conforme a empresa que solicita o serviço. Algumas, menores, requerem 50 kits. Outras, mais ousadas, chegaram a reunir duas mil pessoas em uma feira, com cada uma delas recebendo seu kit personalizado. 

Um dos novos projetos, e mais ambiciosos, é a realização de um evento de vários dias com a entrega de um kit preparado especialmente para cada dia. Segundo Medeiros, a sensação de experiência personalizada é decisiva para enfrentar o isolamento.

Transição

A empresa de João Geo, que estava acostumada a fazer eventos comemorativos, foi uma das que buscou se reinventar em meio a pandemia. A Seguradora Pottencial, com sede em Belo Horizonte (MG), “tinha essa cultura da festa”, diz o CEO

Além de ser um raro exemplo de empreendimento que registrou alta de faturamento durante a pandemia, a Pottencial também inovou com a sua tradicional festa de fim de ano.

A comemoração, que em 2020 alcançou mais de mil pessoas, foi totalmente virtual, mas igualmente importante para a equipe. Os dois eventos, um para os clientes e outro para a equipe, contaram com a participação do cozinheiro Leo Paixão em uma chamada de vídeo coletiva.


“Cozinheiro com Paixão”

Batizada de “Cozinhando com Paixão”, a organização da live enviou kits de culinária com ingredientes para a elaboração de pratos dirigidos pelo cozinheiro. Foi um momento de reunião familiar que, segundo Geo, “ajudou a manter nossa cultura viva”.

Ele conta que, além da tentativas de manter vivo o espírito da equipe, a empresa também adotou medidas de cuidado da saúde mental de seus funcionários. Semanalmente, a equipe de RH entra em contato com cada um dos trabalhadores, de todos os setores, para oferecer assistência psicológica e, até, física. “Às vezes o cara não tem um notebook bom, um suporte para se manter ereto na cadeira… E é dever da empresa fornecer esta estrutura para o funcionário, né?”, diz o presidente. 

A Pottencial também ofereceu assistência com psicólogos para seus funcionários e uma cartilha de “boas práticas no home office”. 

Para o futuro 

Medeiros crê que o mercado de eventos comece a engatinhar rumo ao que era antes da pandemia em julho deste ano. Os eventos presenciais, “com aquela aglomeração gostosa”, ela diz, só retornarão na medida em que a população se vacinar massivamente.

Ainda assim, certos hábitos da pandemia permanecerão. “Vai demorar para largarmos a máscara, o álcool em gel, o medo do abraço”, conta. Ela também espera que o período de isolamento sirva para criar lealdade e união dentro do setor de eventos que, para ela, ainda é muito desunido. 

“Como muitos dos nossos concorrentes quebraram, acho que, pra criar um novo setor de eventos, já que este está destruído, vamos ter que nos organizar melhor e cooperar mais. Em diretrizes, em protocolos, em organizações que defendam os nossos interesses, por que este ainda é um mercado muito desunido, muito traiçoeiro”, diz. 

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Economia

Após assembleia, funcionários do Metrô de SP adiam greve para próxima semana

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Paralisação foi adiada para a próxima semana
Divulgação/CPTM

Paralisação foi adiada para a próxima semana

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo  adiou a paralisação dos servidores do metrô da capital paulista para a próxima quarta-feira (19). A decisão foi tomada após assembleia com servidores na noite desta terça-feira (11) e motivada pelo início das tratativas com a empresa responsável pelo transporte.

A paralisação estava marcada para esta quarta-feira (12), no entanto, a diretoria do sindicato pediu mais tempo para organizar a greve e ouvir as propostas do Metrô SP . Em audiência realizada na tarde desta terça, os servidores recusaram a segunda proposta da empresa e manteve a possibilidade de paralisação.

Os servidores solicitam o aumento salarial de 10%, valor calculado pela inflação acumulada dos últimos dois anos, e reajustes de direitos, como adicional noturno e férias. Se confirmada, a greve poderá paralisar os serviços das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

A expectativa do sindicato é que 100% dos trabalhadores das linhas façam parte da manifestação.

Em nota, o Metrô SP rebateu as acusações do sindicato e afirmou que a paralisação vai prejudicar os cidadãos. A empresa ressaltou que os funcionários do metrô foram colocados na lista de prioridades no calendário de vacinação.

O iG entrou em contato com a Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo , mas não obteve retorno.

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Economia

Reforma administrativa tira atribuições do Congresso e dá mais poder à Bolsonaro

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Reforma será analisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
Marcelo Jorge Vieira de Brazil – Flickr

Reforma será analisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

O relator da reforma administrativa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Darci de Matos (PSD-SC), protocolou documento votando pela admissibilidade da proposta, mas com duas ressalvas: ao poder do presidente de extinguir órgãos por decreto e à proibição de acumulação de cargo público com outras atividades.

O documento, obtido com exclusividade pelo GLOBO, foi finalizado após audiência pública com o ministro da Economia, Paulo Guedes , e deve ser votado na próxima semana. O relatório ainda considera que a proposta de emenda à Constituição (PEC) apresenta pontos polêmicos, mas que envolvem questões de mérito a serem discutidas na comissão especial.

O relator, que já havia adiantado que seu parecer seria favorável, justificou porque recomendou as duas alterações.

No caso da alteração que daria mais poder ao presidente da República para mudar a estrutura do Poder Executivo sem aval do Congresso Nacional, permitindo a extinção de órgãos e reorganização de autarquias e fundações por decreto, a avaliação é de que as “entidades desempenham atividades administrativas de forma descentralizada”, não sendo subordinadas a ministérios.

“A possibilidade de extinção dessas entidades mediante decreto do chefe do Poder Executivo acarretaria grave alteração no sistema de pesos e contrapesos, ínsito ao modelo de separação de poderes e ao controle da Administração Pública pelo Poder Legislativo”, escreveu Matos no relatório.

Ele citou como exemplos o INSS, Banco Central, agências reguladoras e outras autarquias para recomendar a retirada desse trecho. “Admitir esse ponto específico da Proposta de Emenda à Constituição daria margem a medidas arbitrárias pelo chefe do Poder Executivo sem o controle do Congresso Nacional. Assim, o impacto no sensível equilíbrio da separação de Poderes restaria comprometido”, escreveu.

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Já em relação ao acúmulo de cargos públicos com outras atividades, que seria proibido aos servidores ocupantes de cargos típicos de Estado, uma modalidade que seria criada com a reforma para garantir estabilidade a determinadas funções públicas, a avaliação foi de que não se pode proibir outro trabalho.

Em uma primeira análise, o texto com a expressão ‘qualquer outra atividade remunerada’ não revela o necessário conflito de interesses, mas impede, a título de exemplificação, que determinado ocupante de cargo típico de Estado possa exercer uma atividade remunerada de músico, mesmo que essa atividade não comprometa sua jornada e suas atividades no cargo público”, justificou.

Votação na próxima semana

Em seu relatório, Matos ainda destacou que outros pontos polêmicos, que foram levantados durante as audiências públicas, devem ser discutidos no âmbito da comissão especial, a ser instalada. Ele citou como exemplos os vínculos de experiência e por tempo determinado e a ausência de membros de poderes, como magistrados, promotores e parlamentares.

O relatório deve ser votado na próxima semana, de acordo com Matos.

“Essa reforma é fundamental. Nós temos que modernizar, adequar o serviço público aos novos tempos. A reforma promove uma economia de R$ 300 bilhões em dez anos, dinheiro que vai ser usado na saúde, no hospital, na escola, e até pra pagar os servidores. E ela não mexe num ponto fundamental, não mexe em nenhum direito dos servidores atuais”, defendeu Matos ao GLOBO 

De acordo com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na comissão especial a relatoria da proposta da reforma adminsitrativa ficará a cargo do deputado Arthur Maia (DEM-BA).


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