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Economia

Ações da Petrobras sobem após anúncio de novo presidente. Bolsa cai

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José Mauro Ferreira Coelho: ex-secretário do MME será indicado pelo governo para comandar a Petrobras
Jefferson Rudy / Agência Senado/7-10-2019

José Mauro Ferreira Coelho: ex-secretário do MME será indicado pelo governo para comandar a Petrobras

A Bolsa cai e o dólar opera em alta ante o real no início desta quinta-feira (7). Após receberem uma ata dura do Federal Reserve, Banco Central americano, na véspera, os investidores repercutem sinalizações do Banco Central Europeu (BCE). Entre as ações, o destaque vai para os papéis da Petrobras, que sobem após a definição de um novo presidente para a empresa.

Por volta de 10h25, o Ibovespa cedia 0,18%, aos 118.019 pontos.

No mesmo horário, a moeda americana tinha alta de 0,42%, negociada a R$ 4,7358.

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As ações ordinárias da estatal (PETR3, com direito a voto) subiam 0,54%, negociadas a R$ 35,13, e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 0,93%, cotadas a R$ 32,67.

Postura mais dura

Na quarta-feira, o Fed divulgou uma ata lida como mais hawkish, favorável à retirada de estímulos, pelo mercado.

O documento indicou que uma aceleração na alta dos juros já havia sido discutida na reunião de março e deve começar no próximo encontro, que ocorrerá no início de maio.

Além disso, o banco deu mais detalhes sobre o processo de redução em seu balanço e reforçou as preocupações com a inflação diante do estágio atual da economia americana, com um mercado de trabalho aquecido.

O dia conta com vários discursos de membros regionais do Fed, o que pode trazer alguma volatilidade para os mercados.

Assim como o Fed, o BCE já começou seu processo de redução de estímulos à economia, ainda que em ritmo mais lento.

Na última reunião, a autoridade monetária manteve a taxa de juros inalterada e decidiu encerrar a compra de títulos em algum momento do terceiro trimestre.

A ata do BCE também mostrou que dirigentes do banco queriam adotar uma postura mais rígida, definindo uma data final para as compras de títulos devido aos riscos inflacionários.

“Um grande número de membros considerou que o atual alto nível de inflação e sua persistência exigem novos passos imediatos para a normalização da política monetária”, mostrou a ata.

Mas a cautela prevaleceu, com os formuladores de política monetária argumentando que a guerra na Ucrânia criou incertezas, fazendo com que o BCE mantivesse suas opções em aberto.

Eles também argumentaram que o crescimento provavelmente permanecerá positivo, de modo que a estagflação, um período de alta inflação associada à estagnação do crescimento, é improvável.

“Nessas circunstâncias, o Conselho do BCE não podia mais se dar ao luxo de olhar para uma inflação mais alta, mesmo que fosse impulsionada por um choque adverso de oferta”, destaca o documento.

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Com a divulgação da ata, o mercado busca pistas sobre quais serão os próximos passos adotados pela instituição.

Definição na Petrobras

Após o fechamento do pregão, o governo anunciou novos nomes para a presidência da Petrobras e de seu Conselho de Administração.

O indicado para a presidência foi José Mauro Coelho, que era funcionário concursado da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME). 

Para a vaga no Conselho, o indicado foi Marcio Andrade Weber, que já é conselheiro da estatal.

As indicações ocorrem após as apostas iniciais Adriano Pires e Rodolfo Landim desistirem dos cargos por risco de conflito de interesses.

A opção por José Mauro é vista como técnica, ainda que analistas do mercado e do setor de óleo e gás ponderem que ele não possui experiência em comandos de empresas como a Petrobras.

Em relatório, analistas do Goldman Sachs afirmam acreditar que o anúncio deva reduzir a volatilidade em torno das ações após as incertezas sobre quem estaria no comando da empresa.

“Além disso, conforme observado anteriormente, acreditamos que, no curto prazo, os estatutos da Petrobras e a legislação brasileira reduzem a probabilidade de intervenção governamental nas políticas da empresa”, destacaram os analistas Bruno Amorim, Joao Frizo e Guilherme Costa Martins.

O Goldman mantém a recomendação de compra para o papel, ressaltando a perspectiva de pagamentos de dividendos.

Petróleo sobe

Após encerrarem a quarta-feira com fortes baixas, os preços dos contratos futuros do petróleo apresentavam recuperação pela manhã.

Por volta de 09h40, no horário de Brasília, o contrato para junho do petróleo tipo Brent subia 1,54%, negociado a US$ 102,63, o barril.

Já o contrato para maio do petróleo tipo WTI avançava 1,87%, cotado a US$ 98,03, o barril.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam com direções contrárias. Por volta de 09h15, em Brasília, a Bolsa de Londres cedia 0,07%. Em Frankfurt e Paris, ocorriam altas de 0,55% e 0,64%, respectivamente. 

As bolsas asiáticas fecharam com quedas. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu 1,69%. Em Hong Kong, houve baixa de 1,23% e, na China, de 1,42%.

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Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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