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Economia

Ações da Petrobras caem 2% em meio à confusão na troca de comando

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Adriano Pires desistiu de comandar a Petrobras
Pedro França/Agência Senado

Adriano Pires desistiu de comandar a Petrobras

O dólar opera com baixa ante o real, batendo a casa dos R$ 4,60, e a Bolsa cai no início desta segunda-feira. Entre as ações, o destaque vai para a queda dos papéis da Petrobras após as  reviravoltas na sucessão da companhia.

O economista e consultor Adriano Pires, que havia sido indicado ao cargo de presidente da companhia, comunicou sua desistência, nesta manhã, ao Palácio do Planalto, como informou o blog da colunista Malu Gaspar.

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No domingo, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, já havia desistido de ocupar um cargo no Conselho de Administração da empresa. Em ambos os casos, pesaram os conflitos de interesse que seriam enfrentados na companhia.

Por volta de 12h30, a moeda americana tinha baixa de 1,13%, negociada a R$ 4,6146, após atingir a mínima de R$ 4,6049.

É a menor cotação intradiária da moeda desde o pregão de 5 de março de 2020, quando o dólar chegou a ser negociado em R$ 4,5871.

Até o fechamento da última sexta-feira, a divisa já acumulava perdas de 16,29% ante o real. A moeda local vem se beneficiando do diferencial de juros do nosso mercado ante o praticado em outros países, do patamar elevado do preço de commodities e da forte entrada de fluxo estrangeiro na B3.

“O Brasil é um país identificado pelo estrangeiro como exportador e, com esses preços de commodities altos, nos beneficiamos. O conflito na Ucrânia se prolongando só sustenta esse cenário que tem favorecido o país”, destaca o estrategista da RB Investimentos, Gustavo Cruz.

Bolsa cai, com baixa da Petrobras

No mesmo horário, o Ibovespa cedia 0,65%, aos 120.783 pontos, pressionado pela baixa nos ativos da Petrobras,

Os papéis ordinários da petroleira (PETR3, com direito a voto) cediam 2,19%, negociados a R$ 34,46 e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto) caíam 1,85%, cotados a R$ 32,40. A queda se itensificou após a notícia da desistência de Pires.

Para o estrategista da RB as incertezas diante da sucessão na empresa prejudicam o desempenho do papel no pregão, mesmo em um dia de alta do petróleo no exterior.

“A Petrobras tem um susto, com a incerteza. O mercado penaliza, porque recebeu bem a indicação do nome de Pires. Ele é alguém que o mercado entende como um especialista. Na dúvida de qual nome entraria no lugar, o papel é afetado.” 

Na semana, os investidores aguardam a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, Banco Central americano, na qual se decidiu pelo primeiro aumento de juros desde 2018. O documento será divulgado na quarta-feira. Eles também monitoram o avanço dos casos de Covid-19 na China.

Reviravolta na sucessão

A menos de dez dias para a escolha do novo conselho de administração da estatal, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, desistiu do cargo. Ele havia sido indicado pelo governo. A informação foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim na manhã de domingo.

Em comunicado divulgado no site do Flamengo, Landim disse que vai concentrar “seu tempo e dedicação para o fortalecimento do clube”.

Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, o nome de Landim recebeu parecer contrário e com ressalvas entre os integrantes do chamado Comitê de Pessoas da Petrobras.

Também pesaram contra o indicado conflitos de interesse provocados por sua ligação de décadas com o empresário Carlos Suarez, sócio de oito distribuidoras de gás no Brasil, como informou o blog da colunista Malu Gaspar.

Da mesma forma, Pires estava sendo pressionado a revelar os clientes para os quais presta serviço em sua consultoria.  Entre os clientes dele, estavam o próprio Suarez, a associação do setor (Abegás) e diversas outras empresas do setor. 

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Segundo nota do blog, um dossiê da Petrobras sobre o histórico de Landim e de Pires assustaram o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, e técnicos da Corregedoria Geral da União. Os dois teriam dificuldades em passar pelos  critérios do comitê interno que vai avaliar se eles têm ou não condições de ocupar os postos para os quais foram indicados.

Na sexta-feira, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) entrou com pedido de liminar na Corte para impedir que Pires assuma o comando da empresa antes que seja feita uma investigação “em profundidade” por parte das autoridades competentes para apurar eventual conflito de interesse.

A Assembleia para definir os novos nomes para o conselho de Administração e fiscal da empresa será realizada no dia 13 deste mês. Até lá, o governo pode apresentar novos nomes.

De olho nos juros e na Covid

Sobre a ata do Fed, o mercado busca encontrar sinalizações sobre como pode ser dar o processo de aperto monetário nos EUA. Já há projeções de altas superiores a 0,25 ponto percentual para as próximas reuniões.

“Em abril, o mercado deve precificar um ritmo de juros maior, porque a inflação lá não dá sinais de alívio e o mercado de trabalho americano está aquecido.” 

Seguem no foco dos investidores, o avanço dos casos de Covid-19 na China, que obrigou autoridades do país a decretarem medidas de restrição em Xangai, importante centro financeiro do país.

Ainda na cena externa, a guerra entre Rússia e Ucrânia segue no foco. Os investidores monitoram o possível anúncio de novas sanções contra a Rússia após o governo ucraniano denunciar um “massacre deliberado” de civis em áreas que haviam sido ocupadas pelo Exército russo na região de Kiev.

Vale e siderúrgicas sobem

As ordinárias da Vale (VALE3) subiam 0,91% e as da Siderúrgica Nacional (CSNA3), 0,65%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) avançavam 1,74%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) tinham quedas de 1,27% e 1,06%, respectivamente.

Petróleo sobe

Os preços dos contratos futuros do petróleo apresentavam alta no pregão, ainda refletindo as preocupações com a oferta da comodity diante das sanções impostas à Rússia.

Por volta de 12h10, no horário de Brasília, o contrato para junho do petróleo tipo Brent subia 3,56%, negociado a US$ 108,11, o barril.

Já o contrato para maio do tipo WTI avançava 4,02%, cotado a US$ 103,26, o barril.

Bolsas no exterior

As bolsas americanas operavam com direções altas. Por volta de 12h20, em Brasília, o índice Dow Jones subia 0,04% e o S&P, 0,41%. A Bolsa Nasdaq avançava 1,49%. 

Na Europa, as bolsas operavam com altas. No mesmo horário, a Bolsa de Londres subia 0,37% e a de Frankfurt, 0,56%. Em Paris, ocorria alta de 0,82%.

As bolsas asiáticas fecharam com alta em dia de liquidez reduzida por causa de um feriado na China.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,25%. Em Hong Kong, houve alta de 2,10%.

Cidades

Mato Grosso tem a 4ª gasolina mais barata do país

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Mato Grosso tem o 4° preço mais barato do litro da gasolina no país, com R$ 6,99. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta terça-feira, 21.

O estado ficou em 16° lugar no ranking comparativo de maiores valores registrados do preço do combustível.

O valor em Mato Grosso está abaixo do preço médio do litro da gasolina no país, que ficou em R$ 7,232 na última semana. Os dados são referentes aos dias 12 a 18 de junho.

O preço médio mais alto foi verificado na Bahia (R$ 8,037). O maior valor cobrado foi encontrado foi no Rio de Janeiro (R$ 8,990). Já o menor foi registrado em um posto de São Paulo (R$ 6,170).

Em Mato Grosso, o preço mínimo registrado foi R$ 6,30 o litro. Como foi feita entre os dias 12 e 18 de junho, a pesquisa da ANP ainda não reflete totalmente o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias.

G1/MT

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Cidades

ANS aprova maior aumento em plano de saúde individual em 22 anos, 15,5%

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Os planos de saúde individuais e familiares ficarão até 15,5% mais caros, decidiu a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). É o maior percentual de reajuste anual autorizado pela agência desde 2000, ano de início da série histórica. Até então, o maior reajuste autorizado tinha sido de 13,57%, em 2016.

A medida vai impactar contratos de cerca de oito milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde no Brasil. O aumento se refere ao período de maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato —ou seja, no mês que o contrato foi assinado. A ANS diz que o reajuste foi motivado pelo aumento nos gastos assistenciais dos planos individuais no ano passado, em comparação a 2020, principalmente nos custos dos serviços.

Em contrapartida, a frequência no uso dos serviços de saúde não cresceu no mesmo ritmo, com uma retomada mais gradual em relação a consultas e internações. “Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, afirma a ANS.

Empresas de saúde afirmam que o setor acabou reduzindo a oferta de planos individuais justamente por causa da regulamentação da ANS, que estabelece limites para os reajustes. As companhias preferem lançar planos coletivos, com preços de mercado. Ao todo, 49,1 milhões de pessoas têm planos de saúde no país, de acordo com dados da ANS referentes a março.

Em 2021, mensalidades caíram pela primeira vez

No ano passado, a ANS determinou um reajuste negativo de 8,19% —na prática, os planos ficaram mais baratos aos consumidores, pela primeira vez. O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde.

A redução da utilização dos serviços aconteceu em decorrência das medidas protetivas para evitar a disseminação da covid-19. Apesar da alta quantidade de atendimentos e internações pela doença, houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias que não eram urgentes. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços/insumos de saúde.

Aumento deve ser descrito no boleto

O reajuste anual deve aparecer no boleto de cobrança dos planos de saúde individuais e familiares. Se a cobrança for superior a 15,5%, o consumidor deve ligar para a operadora para pedir esclarecimentos, diz a ANS.

Fonte: UOL

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