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A Guerra Santa de Steven Spielberg contra a Netflix

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Hollywood, e o mundo, observam atentos o despertar de uma guerra. De um lado um dos cineastas mais influentes e poderosos da atualidade, Steven Spielberg. De outro, a gigante do streaming e empresa do entretenimento mais valiosa do mundo, a Netflix.


Steven Spielberg durante a premiere de documentário da HBO sobre sua pessoa em 2017
Divulgação

Steven Spielberg durante a premiere de documentário da HBO sobre sua pessoa em 2017

Steven Spielberg já havia se manifestado antes no sentido de entender que os filmes produzidos e distribuídos pela Netflix não deveriam concorrer ao Oscar, mas sim ao Emmy por não serem lançados em cinema. Agora, na esteira da ruidosa participação de “Roma” na última temporada de premiações, vencida por “Green Book”, produzido pela Amblin, que pertence ao cineasta, a polêmica volta à tona com ainda mais propriedade.

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O cineasta , que integra o comitê dos diretores de cinema da organização, pediu uma audiência com o conselho da Academia, que costuma fazer uma reunião pós-Oscar em abril. Nessa audiência, Spielberg expressará suas preocupações sobre a empresa no Oscar e proporá mudanças na elegibilidade de filmes para a premiação.


Cena icônica de Roma, filme da Netflix que concorreu a dez Oscars e ganhou três, incluindo direção
Divulgação

Cena icônica de Roma, filme da Netflix que concorreu a dez Oscars e ganhou três, incluindo direção

Steven Spielberg, é bom lembrar, ajudou a criar o conceito de blockbuster com “Tubarão” (1975) e é o grande patrono da experiência imersiva de se ver um filme no cinema, algo que é francamente ameaçado pelo modelo de negócio da Netflix. Há, ainda, a questão sobre a empresa não revelar dados de audiência o que compromete a lisura que caracteriza a indústria. Para além de questões adjacentes como o não pagamento de impostos e taxas que outros estúdios pagam, as questões levantadas pelo realizador americano são pertinentes.

Mas ele não é o senhor da razão. A Netflix já quebrou paradigmas por oferecer acesso democrático a filmes para pessoas que não têm cinema em suas cidades. A empresa parece disposta a investir em cineastas e visões que grandes estúdios não apoiam atualmente. E toda concorrência é bem-vinda, principalmente em um lugar como Hollywood .

De olho no status quo, a Netflix se posicionou em seu perfil no Twitter.

”Nós amamos cinema. Aqui estão outras coisas que também amamos:

– Acesso para pessoas que nem sempre podem pagar ou vivem em cidades sem cinemas

– Permitir que todos em qualquer lugar possam aproveitar os lançamentos ao mesmo tempo

– Dar aos cineastas mais meios de compartilhar a sua arte

Essas coisas não são mutuamente exclusivas”

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Um debate complexo


Cena do filme Fé Corrompida, que a Netflix não quis comprar e virou um dos maiores sucessos de crítica do cinema em 2018
Divulgação

Cena do filme Fé Corrompida, que a Netflix não quis comprar e virou um dos maiores sucessos de crítica do cinema em 2018

É muito bom que esse debate esteja ganhando relevo. “Roma”, um filme artístico por excelência, não é o tipo de filme que a Netflix produz ou apoia incondicionalmente. O cineasta Paul Schrader, uma espécie de pária em Hollywood, angulou bem o debate em uma postagem recente no Facebook ao observar que essa discussão envolve primordialmente os modelos de distribuição.

“Eu não tenho nenhuma animosidade contra a Netflix. Ted Sarandos é um executivo de estúdio tão esperto quanto qualquer outro que eu já conheci. Modelos de distribuição evoluem. A noção de enfiar mais de 200 pessoas em uma sala escura foi criada por razões econômicas em detrimento de qualquer experiência cinemática”, observa. “A Netflix permite que muitos filmes marginais tenham uma plataforma e isso é algo bom”.

O cineasta usa o exemplo do seu mais recente filme, que atualmente no Brasil se chama “Fé Corrompida” (First Reformed), mas já foi batizado de “No Coração da Escuridão”, para mostrar que a Netflix também não é a senhora da razão nesse departamento. Afinal, a Netflix dispensou seu filme. Assim como Focus, Sony Classics e outros. A A24 comprou e vislumbrou uma carreira comercial para o longa.


Steven Spielberg orienta seus astros Tom Hanks e Meryl Streep nos bastidores do filme
Divulgação

Steven Spielberg orienta seus astros Tom Hanks e Meryl Streep nos bastidores do filme

Schrader evolui no raciocínio. “Fé Corrompida” teria achado aceitação do público caso a Netflix tivesse pago duas vezes mais do que a A24 e disponibilizado em sua plataforma? “Talvez “Bird Box” possa achar seu lugar ao sol no vasto mar de conteúdo da Netflix, mas ‘Fé Corrompida’? Improvável. Estaria relegado ao esoterismo cinematográfico”.

A discussão é boa e complexa, com muito mais ângulos a se considerar e observar do que as correntes “Spielberg está superado” e “a Netflix é o futuro batendo na porta”. A gigante do streaming quer pertencer a uma indústria secular e muito lucrativa, é natural que essa indústria exija concessões. A própria Netflix já estuda lançar alguns de seus filmes comercialmente no cinema e respeitar uma janela razoável (de três a doze semanas) antes de disponibilizá-los em sua plataforma. Algo que a Amazon já faz nos EUA.

“The Irishman”, o épico gangster de Martin Scorsese, pode ser o primeiro filme a ganhar um lançamento comercial da Netflix no cinema. O perigo aí é a própria renunciar ao seu modelo de negócio, ferindo um contrato social com seus assinantes gerando repercussões imprevisíveis no médio e longo prazo.

Steven Spielberg quer, sim, defender a distribuição em cinema, mas ele advoga uma ideia fundamentalmente romântica de cinema que todos aqueles que se consideram cinéfilos – e não há um cinéfilo que também não seja entusiasta das possibilidades ensejadas pelo advento da Netflix – devem apoiar.


Bird Box, o mais recente blockbuster da Netflix: falta de dados de audiência revela falta de transparência da Netflix
Divulgação

Bird Box, o mais recente blockbuster da Netflix: falta de dados de audiência revela falta de transparência da Netflix

É imperioso que se chegue a um consenso, mas este não é possível sem uma escalada de tensão antes. Nem a Netflix quer acabar com o cinema, do contrário não se esforçaria tanto para acontecer no Oscar e obter prestígio em festivais mundo afora, nem Steven Spielberg quer acabar com a Netflix.

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Não é um debate simples e trazê-lo para dentro da Academia de Cinema é a melhor coisa que Steven Spielberg faz. Não há fórum mais apropriado, no âmbito da indústria, para que se delibere sobre o futuro do cinema enquanto negócio.

Fonte: IG Gente
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Nua, Gracyanne Barbosa diz: “Meu empoderamento vem de dentro de mim”

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Gracyanne Barbosa postou no Instagram, nesta terça-feira (19), uma foto assinada pelo fotógrafo Samuel Melim em que aparece completamente nua . Na imagem, a musa fitness exibe seu corpão esculpido com muita musculação.

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Gracyanne Barbosa arrow-options
Reprodução Instagram

Gracyanne Barbosa ganhou elogios dos seus seguidores


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“Meu empoderamento vem de dentro de mim. Quando me olho no espelho, reconheço quem sou e a força que tenho. Sou forte não só de aparência , estatura , mas forte nas minhas verdades e naquilo que acredito”, escreveu Gracyanne Barbosa na legenda da foto.

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Reprodução/Instagram/@graoficial

Gracyanne Barbosa surge nua e diz que é uma mulher forte


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“E ainda tem quem giga que ninguém é perfeito”, disse uma seguidora. “Um quadro”, elogiou outra fã. “Quando eu penso que não tem como ficar mais linda, ela aparece assim”, disse outra pessoa.

Veja mais fotos da musa: 

Gracyanne Barbosa arrow-options
Reprodução/Instagram/@graoficial

Gracyanne Barbosa posta foto com bumbum cheio de areia


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Reprodução/Instagram/@graoficial

Gracyanne Barbosa colocou o bumbum para jogo em clique na praia


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Reprodução/Instagram/@graoficial

Gracyanne Barbosa arranca suspiros ao posar totalmente nua



Fonte: IG Gente
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Recorde negativo: Fundo Nacional da Cultura teve a menor verba em 10 anos

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O Fundo Nacional da Cultura (FNC), principal mecanismo governamental de apoio direto a projetos artísticos do país, teve uma queda abrupta em suas verbas liberadas em 2019, o primeiro ano em que a pasta da Cultura foi rebaixada ao status de secretaria. Foram R$ 995 mil, o menor valor desde pelo menos o ano de 2009. Os dados foram obtidos pelo jornal o GLOBO via Lei de Acesso à Informação. Procurada, a Secretaria Especial da Cultura não se manifestou sobre o assunto.

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A palhaça Carmela da Cia. Teatral Circo Delas em espetáculo gratuito arrow-options
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A palhaça Carmela da Cia. Teatral Circo Delas em espetáculo gratuito


O FNC é um dos três instrumentos da Lei de Incentivo à Cultura (a Lei Rouanet), principal estrutura de fomento a projetos culturais no país. O programa recebe investimento do próprio governo, e a aplicação de recursos é feita por meio de convênios, editais e premiações. Os outros dois pilares da Rouanet são os Ficarts (Fundos de Investimento Cultural e Artístico), que na prática não saíram do papel, e o mecenato. De acordo com o próprio site da Secretaria Especial de Cultura, o fundo “é alvo de constantes contingenciamentos”. Em 2018 ( último ano do Ministério da Cultura), 66 projetos foram beneficiados com um valor de quase R$ 17 milhões. No ano passado, apenas sete iniciativas foram contempladas com os R$ 995 mil. Em 2010, ano em que o investimento chegou a R$ 344 milhões, haviam sido 461.

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— O gestor público não conseguiu perceber a importância da manutenção e do fortalecimento do fundo para o desenvolvimento regional. Não é uma discussão de recursos, mas de prioridades do país — diz a advogada Cristiane Olivieri, que integra o Fórum Brasileiro pelos Direitos Culturais.

Fonte: IG Gente
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