Política

08/01/2018 10:52

Joaquim reúne grupo e diz que mantém pré-candidatura ao Governo

Conselheiro afastado está à espera de definição da Justiça para saber se pode lançar seu nome

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antonio Joaquim, afirmou que, ao menos por ora, mantém sua pré-candidatura ao Governo nas eleições deste ano.

Joaquim chegou a protocolar um pedido de aposentadoria, em setembro, para participar do pleito eleitoral. Contudo, teve o processo administrativo suspenso por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

A decisão seguiu o parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela entendeu que o pedido de aposentadoria seria uma tentativa de “fugir das amarras processuais” relativas à Operação Malebolge, da qual Joaquim foi um dos alvos.

O conselheiro, por sua vez, disse que se reuniu com um grupo de aproximadamente 40 pessoas ao final do ano passado e foi aconselhado a aguardar o julgamento do processo pela 1ª Turma do STF, o que deve ocorrer em breve.

Segundo ele, participaram do encontro líderes de partidos como o PTB – ao qual ele pretende se filiar -, PMDB, PP, PR e PSB.

“Reuni um grupo de pessoas que fazem parte desse projeto e discuti o seguinte: retiro minha candidatura em razão dessa decisão do ministro? Por unanimidade, as pessoas me orientaram a não retirar e aguardar a decisão da primeira turma”, afirmou Joaquim.

“Não tenho dúvida de meu direito de aposentadoria e o fiz antes da operação. Eu confio na justiça, espero que a justiça não me tire o direito de ser cidadão inteiro. Considerando que não tenho nenhum processo, nenhum processo administrativo, nenhuma sindicância, nenhuma denúncia do MPE... Me tirar esse direito é uma violência”, disse.

De todo modo, o conselheiro disse que não terá problemas em retirar sua pré-candidatura se o STF entender que ele não pode se aposentar no momento.

“Não sou embirrado, nem mimado. Sou homem público. Estou tentando colocar meu nome à disposição para uma candidatura ao Governo, como opção democrática para o Estado de Mato Grosso”, afirmou.

“Se houver uma decisão no sentido de que não posso realmente me aposentar, vou retirar a candidatura. Se não puder, terei que reconhecer a decisão da Justiça, apesar de não concordar”, concluiu ele.

Midia News.


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