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06/12/2017 10:23

Governo elabora edital e estima retomada do VLT até junho de 2018

O Governo do Estado estima que as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) sejam retomadas até junho de 2018. Conforme noticiado em primeira mão pelo Olhar Direto, o governador Pedro Taques (PSDB) decidiu por realizar uma nova licitação, que já está sendo elaborado, no Regime Diferenciado de Contratação (RDC). Apenas a gestão do modal é que deverá ser feita através de Parceria Público-Privada (PPP).
 
Em nota, o Executivo confirmou a rescisão unilateral do contrato com o Consórcio VLT, que apareceu na delação do ex-governador Silval Barbosa. Além disto, garantiu que cobrará uma multa no valor de R$ 147 milhões (referente a 10% do valor do contrato da obra) e mais indenização.
 
Com o fim do acordo com o Consórcio VLT, o Estado está focado na construção do edital de licitação pela modalidade do Regime Diferenciado de Contratação para contratação de uma nova empresa para conclusão das obras remanescentes do VLT. A informações já havia sido divulgada em primeira mão pelo Olhar Direto, em entrevista concedida pelo secretário de Cidades (Secid), Wilson Santos (PSDB).
 
Agora, os estudos estão sendo concluídos e a expectativa é que, no início de 2018, aconteça o lançamento de uma nova licitação para a retomada das obras. A ordem de serviço deverá ser dada, conforme planejamento, até junho do ano que vem. O prazo de conclusão dos trabalhos é de 24 meses.
 
Em entrevista recente, Wilson Santos ainda revelou que está sendo feito um esforço para enxugar o preço do novo modal: “Ainda não sabemos quanto será investido, mas estamos desidratando ao máximo este preço. Já retiramos do escopo desta obra a trincheira na avenida do CPA, próximo a Havan, ela será excluída. Estamos simplificando as plataformas, terminais e paradas. A intenção é economizar ao máximo”.
 
A trincheira Luiz Felipe teria 340 metros de extensão por 32 metros de largura. Seria constituída da via permanente, para passagem do VLT, e três faixas de rolamento por sentido, para tráfego geral dos veículos. Sobre a trincheira também era prevista a construção de uma rotatória que seria usada para conversão e acesso à rua Luiz Felipe - sentido Rodoviária de Cuiabá -, e em direção ao bairro Terra Nova. O custo seria de R$ 25 milhões.
 
O secretário ainda explicou ao Olhar Direto que o governo tem mais de R$ 193 milhões nos cofres públicos, prontos para serem usados e que a Caixa Econômica Federal (CEF) já sinalizou com um empréstimo do que for necessário e suficiente para concluir o projeto, tão aguardado pelos cuiabanos.
 
VLT
 
As obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) tiveram início em 2012, com previsão de conclusão em março de 2014, três meses antes da Copa do Pantanal Fifa 2014, tendo Cuiabá como uma das sedes – quatro jogos foram realizados na Arena Pantanal José Fragelli. Alegando não ter recebido por parcela considerável do que já havia realizado, o Consórcio VLT paralisou as obras em dezembro de 2014.
 
Após a posse, o governador Pedro Taques determinou auditoria nas obras e no contrato do Consórcio VLT. Constatou-se superfaturamento e falhas pontuais, como a aquisição antecipada das locomotivas e vagões do VLT supostamente por causa de um período de baixa do dólar.
 
Em fins de 2015, por determinação do juiz Ciro Arapiraca, da Seção Judiciária de Mato Grosso, houve a retomada das conversações do governo com o Consórcio VLT, para que as obras pudessem ser concluídas. Após a delação premiada de Silval Barbosa, revelando que houve corrupção, o contrato foi rompido. No início, o valor do projeto foi fixado em R$ 1,447 bilhão. 

Olhar Direto.


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