Esportes

11/12/2017 09:54

Novo presidente do Santos quer reaproximar Neymar e abrir >caixa preta>

Um dos projetos de José Carlos Peres, novo presidente do Santos após derrotar o favorito Modesto Roma na eleição deste sábado (9), é melhorar o relacionamento com os ídolos do clube. Peres, inclusive, já avisou que pretende reaproximar o Santos de Neymar, que foi processado pelo clube paulista na gestão de Modesto Roma.

"Todos os ídolos do Santos serão bem tratados, essa relação não pode ser quebrada. O que aconteceu, aconteceu, mas o ídolo continua e será ídolo do clube. Teremos as portas abertas para todos eles, sem exceção. Eles tem que sentir que o Santos é a casa deles e não dizer que vai jogar em outro time, a identificação dele (Neymar) é aqui", afirmou Peres.

"A nossa relação será muito boa, será bem recebido. Entendemos que houve um problema de quando se moveu o processo, mas nunca se move contra o ídolo, mas contra o clube. Nós deveríamos ter entrado um processo contra o Barcelona e não contra o ídolo. Vamos entender onde estamos pisando", completou.

Além de contrariar Modesto Roma em relação ao relacionamento com Neymar e sua família, Peres promete investigar contas e contratos firmados pela diretoria do agora ex-presidente santista, uma espécie de "caixa preta". A nova diretoria já contratou uma empresa para realizar uma auditoria no clube. Eles acreditam que a dívida do Santos chega a R$ 500 milhões.

Vale ressaltar que a preocupação dos opositores de perder para Modesto Roma em duas urnas se confirmou -a urna de número cinco na Federação Paulista de Futebol (FPF) e a décima urna da Vila Belmiro. Aliás, a quinta única foi a única vencida por Modesto em São Paulo, com 80 votos. E na décima urna da Vila, ele venceu disparado com 290 votos.

"A partir de janeiro, fevereiro, nós vamos fazer uma auditoria no Santos muito forte. Vamos publicar os balanços de 2000 até agora, até para que o sócio veja como subiu e desceu com relação a dívida. Faremos isso a partir de fevereiro, será uma auditoria plena, consistente dos últimos cinco anos e se descobrirmos uma esqueleto vamos tomar providencias", afirmou Peres.

A relação de Modesto Roma e o empresário Luiz Taveira também será investigada pela nova cúpula alvinegra.

"Não terei empresário de estimação, mas todos serão bem recebidos. O Santos não é uma ilha, temos que criar pontes para que todos tenham os mesmos direitos, sejam jogadores, técnicos, patrocínios. Temos que abrir esse leque, atender todo mundo, mudar esse muro que existe no clube hoje. Hoje não vai mais existir barquinho do rei, vamos criar pontes sem privilégios, não vai ter mais diferença para ninguém", disse.

URNAS SUSPEITAS

Peres desbancou Modesto Roma em uma eleição marcada por polêmicas. Peres recebeu 1.851 votos, contra 1.661 de Modesto e Andres Rueda (empatados), enquanto Nabil Khaznadar ficou em último com 495 votos.

As urnas 9 e 10 causaram muita polêmica e associados esperaram mais de seis horas para votar. Após as 18h, quando terminou o período de votação, os associados que estavam na fila da urna 10 permaneceram no ginásio.

Isso porque as chapas de oposição conseguiram junto ao Conselho Deliberativo que o processo eleitoral fosse realizado com urnas segmentadas em ordem numérica, em vez da ordem alfabética, usualmente utilizada. A ideia dos oposicionistas era identificar numa espécie de urnas separadas os "sócios suspeitos" de 2016.

A suspeita se baseia em reportagem da ESPN, que aponta que o clube recebeu mais de dois mil associados entre novembro e dezembro daquele ano, período próximo do limite estabelecido para que possam ser eleitores no pleito alvinegro.

Se não bastasse, um grupo de cerca de 10 chineses chegou a entrar na fila para votar em Modesto Roma Júnior na eleição presidencial do Santos, mas a oposição impediu que isso ocorresse. O caso aconteceu em São Paulo, na sede da Federação Paulista de Futebol.

"Nós vamos investigar, vencendo ou não a eleição. Tinha de 8 a 10 chineses na fila pra votar. Eles foram apertados por todas as chapas de oposição e responderam: vou votar no amarelo, meu patrão mandou votar", relatou José Carlos Peres, antes de vencer o pleito. Com informações da Folhapress.


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