Concursos

09/10/2017 10:02

Candidatos relatam fraude e pedem anulação em concurso para delegado; salário inicial de R$ 19 mil

Olhar Direto

Candidatos do concurso público para formação de cadastro de reserva para o cargo de delegado de polícia substituto da Polícia Judiciária Civil (PJC), que está sendo realizado na tarde deste domingo (08), estão pedindo a anulação do certame após identificarem uma série de irregularidades na aplicação das provas, entre elas, o vazamento de fotos dos gabaritos e a violação dos envelopes, que deveriam estar lacrados. Mais de 13 mil candidatos estavam inscritos no concurso, cujo salário inicial era de R$ 19.316,49 com jornada de trabalho de 40 horas semanais.  

Uma das principais irregularidades denunciadas foi quanto ao vazamento de fotos da folha de respostas da prova. O concurso estava marcado para as 15h, no entanto, por volta das 14h diversas imagens do gabarito já circulavam em grupos de whatsapp. O uso de aparelhos eletrônicos no local das provas era proibido.

Além disso, à reportagem do Olhar Direto, alguns candidatos que não quiserem se identificar disseram que o envelope em que as provas estavam, que deveria estar lacrado, chegou violado as salas onde as provas seriam aplicadas.
Em um dos locais onde a prova deveria ser aplicada, um delegado precisou entrar na sala para acalmar os ânimos dos candidatos que causaram tumulto após perceber que os pacotes haviam sido abertos. Ele alegou que o erro teria sido ocasionado pela gráfica responsável pela impressão das provas, mas que tal fato não implicaria no andamento do concurso.
Conforme o edital, o concurso está sendo realizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) e pela PJC-MT, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O edital fixava ainda a proibição de entrada de aparelhos eletrônicos do tipo: máquinas calculadoras, agendas eletrônicas, celulares, tablet, gravadores, pendrive, notebook, máquina fotográfica, etc. Também não eram liberados a entrar com relógios, óculos escuros, lápis, lapiseira, borracha, acessórios (chapéu, boné, gorro, etc), entre outros itens relacionados.

Outro lado
A reportagem do Olhar Direto entrou em contato com a assessoria da PJC, que embora, segundo o edital, também esteja responsável pela aplicação das provas, alegou que a responsabilidade pelo certame seria integralmente do Cebraspe.
A Cebraspe se manifestou na noite de domingo por meio de nota. Veja a íntegra.
"O Cebraspe informa que a primeira fase do concurso público para o cargo de Delegado da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso (PJC/MT) – a aplicação das provas escritas objetivas e escrita dissertativa – ocorreu com sucesso em Cuiabá (MT).
Este Centro informa que os envelopes de prova são confeccionados de plástico e, no momento que são lacrados, podem acabar com leves rugas devido à cola utilizada. O malote de provas, que carrega os envelopes até as salas, permaneceu com seu lacre de aço intacto até o momento da abertura frente aos candidatos.
Quanto às imagens que circulam nas redes sociais, o Cebraspe ressalta que, conforme regras editalícias, os candidatos que usarem celulares ou smartphones dentro das salas de provas, dentre outros aparelhos eletrônicos, serão eliminados do concurso".


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